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Os 6 anos de Beni.

Atibaia, 22 de julho de 2020.

Ouvindo 93 miles, de Jason Mraz.

Filho,

hoje você completa 6 anos de vida. E eu, de renascimento.
Se tivesse que descrever a sua chegada em uma palavra, ela seria EXPANSÃO.

Seus olhinhos brilhantes expandiram meu olhar sobre o amor.
Ter ficado na UTI quando nasceu expandiu o meu olhar sobre a fé.
Minha capacidade de te acalmar expandiu meu olhar sobre meus superpoderes.
O jeito como a colher de pau bastava para suas brincadeiras quando era mais novo expandiram meu olhar sobre a simplicidade.
Suas gargalhadas expandiram meu olhar sobre a presença.
Suas indagações expandiram meu olhar sobre o mundo que quero construir por você.
Seu instinto radical me expande o olhar sobre tudo que tenho medo.
Nossas discussões me expandem o olhar sobre os desafios de educar.
Ver sua alegria em estar comigo e com o papai em casa me expande o olhar sobre a importância dos projetos de família.
Suas orações cada vez mais lindas e profundas durante o Evangelho no Lar me expandem o olhar sobre a força de crer em algo maior.
Seu jeito extrovertido me expande o olhar sobre o quanto tenho a aprender com você.
Sua euforia em celebrar seus aniversários me expande o olhar sobre o entusiasmo da vida.
Sua intensidade emocional me expande o olhar sobre a entrega.
Sua agitação me expande o olhar sobre minha quietude.
Sua rebeldia me expande o olhar para minhas sombras.
Seu carinho me expande o olhar para o que realmente importa para mim.
Seu sorriso escancarado me expande o olhar sobre os instantes mágicos.

Na alegria e na tristeza, nas descobertas, conquistas e desafios, você expande meu olhar para a transformação. Há 6 anos você nasceu. E eu, desde então, renasço em mim quantas vezes se fizerem necessárias, porque você é matéria-prima bruta para meu autoconhecimento.

Há 6 anos ganhei o presente de me tornar sua mãe.
E eu te agradeço por ter me escolhido, filho.

Que você seja sempre feliz, Beni.
Que sua teimosia te leve para grandes conquistas.
Que você SINTA, acima de tudo.
Que encontre o amor em suas mais diversas formas.
Que aprecie o belo da vida.
Que siga protegido pelos seres de luz.
Que encontre a paz dentro de você.
Que suas revoltas te impulsionem para fazer diferente, melhor.
Que sua curiosidade te abra muitas portas.
Que seu jeito cativante seja sua marca registrada.
Que chore muito mais de alegria que de frustrações, mas que não tenha vergonha de chorar.
Que você entenda que demonstrar sentimentos está muito mais aliado à força que à fragilidade.
Que você sempre tenha em quem confiar.
Que tenha sempre bons amigos para compartilhar dores e delícias.
E que, assim como diz a música, “Just know, wherever you go, you can always come home”.

Voa, meu Passarinho.
Foram tantas conquistas este ano.
Tenho muito orgulho de você, filho. Mesmo.

Feliz aniversário! Feliz vida!

Eu te amo.
Do âmago. Do umbigo,
Mamãe.

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Nova carta de amor à mim mesma.

Ouvindo “Esotérico”, de Gil

Oi Lillian,

já faz tanto tempo desde a última carta. Mais de 5 anos, eu diria. Como você tem andado?
Miguel ainda não tinha nascido. Você ainda estava se entendendo enquanto mãe, em sua nova configuração de rotina, entendendo seus papeis enquanto mulher, esposa, filha.

Lembra quando descobriu sua nova gestação? O medo tomou conta do seu corpo e você só não paralisou porque tinha Benicio. Depois, tudo foi fluindo… porque filhos são pra sempre, e você não tinha outra solução a não ser aceitar a situação. Assim como é a vida.

Lembra do dia que ele nasceu? Como seu trauma foi todo desfeito e você pôde experienciar um parto do jeitinho que você queria, com muito respeito e amor acima de tudo?

Depois vieram mais tempos desafiadores… Beni sem entender muito o que estava acontecendo, as noites em claro e entrega que um recém nascido exige, a exaustão do Lu em ir e vir para SP. Quantas discussões? Mas também, quanta força e vontade de fazer dar certo! Quanto sentimento dentro daqueles dias e noites construindo uma nova dinâmica familiar.

Como vocês celebraram o primeiro trimestre de ‘nova família’.
Como vocês celebraram cada vez que os meninos dormiram juntos e possibilitaram uma pequena pausa cotidiana que pra vocês valia ouro!
Como foram incríveis as viagens que começaram a fazer, construindo um elo longe da rotina e obrigações do dia a dia.

Você, com seu amor incondicional, conduzindo tudo com muito carinho, respeito, equilíbrio.
Exausta, sim, mas plena e feliz por estar vivenciando a construção de algo tão genuíno, belo.

Tudo isso saía pelos seus poros e então, você voltou a se olhar e decidiu fazer algo por você. O MBA em Gestão Escolar chegou em boa hora… mas você sequer imaginava a surpresa linda que a vida preparava: um convite para trabalhar com o que você mais ama – conteúdo!

2017 foi seu ano de luz. Sua alma brilhava em plenitude e gratidão por estar conseguindo realizar tantos sonhos ao mesmo tempo: seus filhos bem e saudáveis, seu retorno para o mercado de trabalho de uma forma inesperada e linda, trabalhar com seu marido, ter qualidade de vida, saúde, e finalizar o ano com a sensação de dever cumprido – e muito bem cumprido com um 9,75 na sua monografia. Enfim, você havia se pós graduado em Gestão Escolar mas também, seguia a nova graduação de HubSpot e inbound marketing.

Um mundo novo e cheio de possibilidades se abriu. Você se entregou, brilhou, deu conta!

2018 e 2019 foram anos mais desafiadores, pessoalmente e profissionalmente, mas se tem uma coisa da qual você deve se orgulhar – e muito! – foi no quanto você amadureceu como ser humano. Aliás, se reconheceu como ser humano.

Seguiu entendendo seu projeto de família como a coisa mais importante e duradoura da sua vida e se reinventou tantas vezes!

Você descobriu a beleza no caos e passou a fotografar seus #ceusdetododia para lembrar que, impreterivelmente, em 24 horas, temos a chance de recomeçar. E isso te trouxe esperança.

Você vem experienciando na prática que o mantra da maternidade – “um dia de cada vez” -serve para todas as áreas da vida.
Você vem assumindo a responsabilidade pelos seus atos e não aceita vitimismo.
Anos de idas e vindas na terapia te ajudaram a lidar com muitas questões.

Em 2020, você tinha feito muitos planos. E como diz o outro, “a vida não tá nem aí para seu planejamento”. Ninguém previu que uma pandemia estava a caminho e que tudo ia parar, enlouquecer para ressignificar.

Você ainda está no meio do turbilhão, mas quanta coisa passou a fazer por você:

– voltou a escrever manualmente.
– voltou a escrever no seu blog.
– segue estudando continuamente.
– se presenteou com um kindle e passou a ler mais, muito mais.
– aproveitou para não parar de estudar e descobriu que tem um dom lindo chamado ‘ativação reticular’, que nada mais é que sempre olhar o lado bom da vida.
– você se perdoou e descobriu que faz parte de você como ser humano se permitir olhar para suas sombras e ser grata pela sua inteireza de ter a grande maioria de dias bons e plenos em contagem de bênçãos, mas que aqueles onde você quer sumir do mapa também te legitimizam.
– você aprendeu a dizer não.
– você se empoderou sobre sua empresa.
– você passou a argumentar e ser mais direta na comunicação com seu marido, e isso vem representando um ganho ainda maior em sua relação.
– você descobriu quanto sua família é sua maior bênção: seus pais, irmãos e a sua própria configuração familiar.
– você enlouquece diariamente com tantas demandas, mas não trocaria isso por nada.

Siga colocando amor em cada átomo de seus atos. Siga encontrando seu caminho em cada surto e em cada momento que a vida te pedir uma pausa. Siga se interessando genuinamente pelo outro, mesmo que a recíproca não seja verdadeira. Siga se colocando em primeiro lugar, porque quando você está bem, tudo fica bem.

Você é uma mulher adorável, encantadora e que vai reconhecendo sua força a cada passo da caminhada. Agradeça. Sinta a presença do divino no diálogo com seus filhos, no jardim que você tem cuidado com tanto amor, no silêncio da contemplação da natureza ou no caos cotidiano, onde está o seu maior sonho realizado: seu projeto de família.

Você é uma realizadora de sonhos. Nunca se esqueça disso.
Sonhe, sonhe, sonhe!

Sabe a sua jornada de cocriação? Então!
Está tudo ali. Intencionado.
Você já entendeu tudo! Estou muito orgulhosa de você.

“E sempre haverá
Um jeito de curar
As dores que insistam machucar…”

A cura estará sempre dentro de você e do seu coração.
You know… a velha música clichê que você adora:
listen to your heart, when he’s calling for you…”

Seja seu próprio abraço-casa.
Estarei sempre aqui, por você e pra você.
E vê se não demora mais para se lembrar de tudo que vem construindo.

Com amor,
Lillian

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada
Que nada, que não sabe nada
Que morre afogada por mim

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“If you just smile…”

Atibaia, 4 de julho de 2020

Ouvindo “Smile” – Johnny Stimson

Ontem foi um dia super desafiador pra mim. A semana toda vinha lutando contra meus sentimentos, burlando o que eu vinha sentindo, até que os músculos começaram a doer demais. A cabeça. Senti meu coração palpitar – e não de uma maneira positiva.

E aí, ontem foram muitos acontecimentos ao mesmo tempo. O nó na garganta se formou. A voz ficou trêmula. Eu perdi a paciência. Eu precisava de paz, mas não dava. Tinha a demanda das crianças, o curso que precisava terminar senão acabaria o prazo, a estratégia que eu não consegui cumprir porque dormi enquanto lia as anotações que tinha feito.

À noite, por não aguentar mais gritar, escrevi abertamente.

Hoje foi foda.

Tô rouca de tanto gritar.
Um grito de desespero que fica aqui entalado de vez em quando, porque minha liberdade foi perdida. Porque acordo e lembro que não tenho meu livre-arbítrio; não dá pra fazer planos, porque preciso acolher Miguel que anda com mais medo ultimamente ou Benicio que segue agressivo.

Foi foda porque ontem comecei a tomar Pharmaton com a ilusão de que conseguiria me concentrar mais, fazer mais. Fiz uma lista pequena e simples de ‘to dos’ pra me motivar mas nem isso consegui cumprir.

Várias ideias e necessidade de trabalhar toda minha capacidade intelectual, mas mais uma vez, as brigas, solicitações por ‘mamãe’ e choro incontrolável me tiraram a liberdade de fazer o que eu queria ter feito.

“Ah, mas você fez o que foi possível. Seus filhos tem saúde. Reclamar do que?”

Eu e essa mania de autocobrança.

Já faz um tempo evito responder como estou pra não reclamar demais. Tá foda pra mim e tá foda pra todo mundo. Mas é que hoje o peso pegou. O floral não fez efeito. A carga dos ombros não cessou, nem a dor de cabeça muscular.

Prometi pra mim mesma que especialmente nestes dias eu encontraria motivos para agradecer. Pois bem: recebi três mensagens carinhosas que chegaram no fundo do coração.

A gente não faz ideia do poder e da gentileza que as palavras podem alcançar.

Hoje foi foda.
Que bom que os dias fodas também acabam.

🦋

Às vezes, demonstrar fragilidade nos traz uma força incrível. Recebi muitas mensagens de amor, sororidade, carinho. Pessoas inesperadas, preocupadas e me trazendo palavras de apoio. Pensei o quanto é bom se sentir amparada, acolhida. Pensei que apesar de todo caos, o mundo ainda é bom.

A gente vai se aproximando de quem tem a nossa energia, de quem passa pelos meus desafios que a gente. A gente passa a ter mais empatia pela dor do outro. E como foi gostoso tudo isso.

Uma mensagem em especial veio da Ka, mãe do Bernardo. Ele entrou na sala do Beni este ano e foi uma grata surpresa.

Pra renovar minhas energias, pela manhã ela me enviou essa música: “Smile”. Me falou sobre a letra, que era linda. Fui conferir. E não é que é maravilhosa mesmo?
Está no repeat faz quase 30 minutos. A vibração dela acalmou minha alma.

Obrigada, Ka.
Nunca vou esquecer do seu gesto.

When my heads is full of questions
And the sky is full of rain
When I’m worrying about what I can’t change
I take a look in my reflection
And try to make a funny face
And for a second all my sorrows melt away
‘Cause if we just smile
We can forget all of our troubles for a while
We can just live inside this moment
You and I get through the darkness
Knowing we’ll find the light
If we just smile
If we just, if we just
If we just smile
Yeah, if we just smile
Maybe we focus on the future
No use in living in the past
Try to remmember that the bad times never last
And if we take one step
One step at a time
We’re gonna make it
Gonna make it alright
If we stick together we’ll be fine
‘Cause if we just smile
We can forget all of our troubles for a while
We can just live inside this moment
You and I get through the darkness
Knowing we’ll find the light
If we just smile
If we just, if we just
If we just smile when the sky is falling
Smile, when the love comes calling
We can take tomorrow on with style
If we just smile
We can forget all of our troubles for a while
Yeah, we can just live inside this moment
You and I get through the darkness
Knowing we’ll find the light
If we just smile
If we just, if we just
If we just smile
Yeah, if we just smile
If we just smile
Yeah, if we just smile
If we just smile

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Carta aberta ao Duri pelos nossos 11 anos de casados!

Atibaia, 20 de junho de 2020.

Ouvindo “The Killers – Mr. Brightside”

Duri,

escolhi Mr. Brightside pra relembrar da gente e deste show de novembro de 2008.

Você já tinha me pedido em casamento há 11 meses, naquele 31 de dezembro de 2007, à meia noite durante a queima de fogos em Monte Verde. Nosso primeiro Ano Novo juntos, grudados, sorvendo a companhia um do outro. Ahhh, o início da paixão!

Meus pais já tinham dado o consentimento, depois daquele amoroso discurso sem registros no Tango Grill, em fevereiro de 2008.

Lembro deste tempo de namoro. Lembro quando pus meus olhos em você, naquele agosto de 2007 e não conseguia parar de sorrir só por saber que você existia. Assim como você, eu também sabia de alguma estranha forma que seria você o dono dos meus pensamentos, da minha inspiração, do meu amor.

Lembro dos nossos finais de semana em SP em busca do nosso cantinho perfeito. Eu nem acreditava que ia morar na cidade grande. Logo eu, caipira, que tinha medo até pegar ônibus pra capital.

Todos os aps que a gente ia conhecer pra mim pareciam perfeitos – mesmo com problemas estruturais ou azulejos bizarros – rs. Era a ansiedade de viver junto, finalmente.

Janeiro de 2009 chegou e com ele, nossa mudança.
Que delícia começar a vida nova com alguém com tanto entusiasmo pela vida, com tanta vontade de fazer dar certo, com tantas preocupações na cabeça – rs

Olha você tem todas as coisas
que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo eu gosto mesmo assim…

Depois de certo tempo, decidimos que fazia sentido formalizar nossa união perando a sociedade. E assim, naquele 20 de junho de 2009, depois de usar a aliança na mão direita por uma semana para se acostumar (rsrs), selamos nosso amor, nossa vida.

11 anos depois, tantos endereços, tantas tentativas, tantos momentos incríveis e outros nem tão incríveis, fomos construindo e transformando este amor. Hoje, menos irracional e mais maduro, seguimos nos amando e nos respeitando na alegria e na tristeza.

Esta pandemia está bem bizarra, a gente fala em exaustão todos os dias, mas agora mesmo você me perguntou: “Duri, quer um chá?” e são nesses cuidados que eu me inundo do seu amor, do seu carinho e do seu cuidado diários.

Entre tantas músicas lindas que representam tanto nossa história, escolhi essa porque se fecho os olhos, vejo nós dois tão felizes naquele show. Relembro do perrengue que foi chegar a tempo, naquele fim de mundo, o tênis novo cheio de lama, aquela chuva, mas aí, começou a tocar Mr. Brightside. A gente se abraçou forte. Nos beijamos enquanto cantávamos ao mesmo tempo. Eu me lembro da sensação de frio pela chuva mas de proteção pelo seu abraço. Eu me lembro do quão foi libertador cantar alto contigo.

A letra dela em si não é lá das mais positivas – confesso. Mas assim como no show, com tanta coisa pra dar errado e pra ser um evento furado, fizemos uma noite maravilhosa, e assim também tem sido nossa vida.

Essa confusão diária, a exaustão com isso tudo que está acontecendo, mas no fim do dia está lá seu peito pra me receber, pra me sustentar, mesmo que a madrugada traga um Bonzinho com medo.

Tem dias que eu só penso neste futuro com mais liberdade de fazer o que quiser com você.
Tem dias que saber que temos nossa família é a calma na alma que eu preciso.
Independentemente dos motivos, todos os meus planos incluem você.
Porque eu amo o conforto de estar ao seu lado.
Porque eu amo o nosso amor.

Você é minha pessoa favorita da vida.
Com ou sem pandemia.
Estou exausta, mas te amo.
Prometo.

Open up my eager eyes
“Cause I’m Mr Brightside

Feliz todos os dias, meu amor.
Te amo até que nunca acabe.
Era amor antes de ser.

Pequena.

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O amor não tira férias

Atibaia, 19 de junho de 2020.

Ouvindo Maestro – Hans Zimmer (e chorando, claro! É o que essa música faz comigo!)

Muita gente saberia responder se eu perguntasse qual é meu filme favorito, mas se você ainda não sabe, a resposta para esta pergunta é “O Amor Não Tira Férias”.

A música tema do filme me deixa em prantos cada vez que a escuto enquanto assisto pela milionésima vez ao filme, ou quando coloco no último volume com meu fone de ouvido para escutar de olhos fechados, sentindo cada átomo da emoção e do gosto salgado das lágrimas.

Não é à toa que ela faz parte da edição do meu filme de casamento. Músicas instrumentais tem esse poder em mim… minha 2ª favorita já escrevi mil vezes aqui no blog que é a Claire de Lune, de Claude Debussy.

Como meu favorito, assisti com o Lu quando começamos a namorar.
Ele sonhava em virar o “senhor cabeça de guardanapos” quando tivéssemos filhos; eu até dei um guardanapo de presente pra ele em uma cesta de aniversário de namoro na época.
E ele fez. ❤

Mr. Brightside já era uma de nossas músicas favoritas.
Depois desse filme intensificou.
E quando fomos ao show do The Killers, então, gritamos cantando a música com barro nos pés, chuva na cabeça e tanto amor no coração. Nosso abraço nos aquecia e precisava muito pouco para sentirmos essa plenitude no peito.

Se um dos meninos fosse menina, se chamaria Olívia só por causa do filme – embora eu pensasse seriamente em como contar que seu nome significa ‘azeitona’, simplesmente.

Nessa pandemia, prestei mais uma homenagem ao meu filme favorito da vida montando uma cabana para os meninos. Tá bom, não foi tão linda, mas eu me imaginava revivendo aquela cena com todo meu coração, pensando no início do amor, nas descobertas, em como tudo é uma delícia.

Revivemos juntos em família esse sentimento bom que tenho cada vez que vejo ou me lembro deste filme que é puro amor.

E este post é só pra me fazer lembrar de parte do que vivemos em casa juntinhos durante a pandemia, quando a memória falhar.

Eu amo vocês.
Do âmago. Do umbigo.
Mamãe.

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Diálogos e Afeto

Atibaia, 19 de junho de 2020.

Ouvindo “Vilarejo”, da Marisa Monte.

Escolhi essa música porque está na minha história e na delas também. Telma e Fabi. Elas que fazem parte dos fios condutores da minha vida.
Por este encontro nesta vida, tenho muito que agradecer ao Sérgio, ao Bruno, à Inbound Soul, porque foi a partir do entrelaçamento destas vidas que cheguei a elas e à Diálogos.

Tive o prazer de atendê-las como clientes da agência em 2008, e neste tempo, com algumas pausas, nos reencontramos em janeiro de 2020 para um novo período de trabalho juntas, sem sequer imaginar que o isolamento social nos traria tanta intimidade e proximidade.

O que acontece nesta relação pessoal-profissional está muito além das horas mensais de consultoria. Está na escuta, está na preocupação comigo, está na minha preocupação com elas, está na emoção em fazer parte deste movimento que traz tanto para tantos educadores, está neste entusiasmo por cada nova ideia, por cada novo projeto, por casa olhinho brilhante e também, pelo partilhar da exaustão mental em tempos de inovação.

Amo nossos encontros semanais. Me arrumo, passo perfume, maquiagem.
É que com elas posso exercer mais papéis que apenas o da maternidade.
Ouço atentamente, mas também sou ouvida.
Então, é troca o tempo todo.

Esta relação está muito além do que as palavras podem explicar.

Eu ando mais sensível que o normal. Esta semana especialmente.
Então tô mais na minha, quietinha, vivendo as horas, os momentos, os segundos e sem querer tanto me conectar. Nem pensar. Nem nada. Só abstrair. Esperar passar.

Daí que nesta semana especialmente especial, vou à portaria retirar uma encomenda.
Era um envelope laranja, velho conhecido meu.

Já na etiqueta do destinatário, uma alegria: “À Querida Lillian Ambrosio”.
Abri. Tinham lá dois livros incríveis e uma cartinha.

Quanta troca desde o início desta pandemia. Quanto cuidado. Quanto acolhimento.
Por vezes me comporto como filha, n’outros como irmã.
E esta linha tênue de envolvimento já não temos mais.
Já conheço as expressões. Os olhares.
Tudo ficou tão nítido, mesmo olhando nos olhos através das câmeras.
Como é bom estar na vida de vocês.
Nunca vou esquecer tudo isso. Nunca mesmo.
Vocês ressignificaram. Transformaram.
É isso. Naquele 2018, quando a palavra do ano de vocês foi ‘transformação’, eu também fui transformada. Pra melhor, depois deste encontro.
Gratidão por me permitirem viver a educação a partir de vocês.

Meu beijo,
L.

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Lugar Comum

Atibaia, 19 de junho de 2020.

A Gabi me marcou numa publicação sobre uma Live do Tiago Nacarato, que ela me apresentou um dia e eu amei desde então.
Fiquei me lembrando do dia delícia vendo ele ao vivo da primeira fila do Teatro NET, nesses momentos de liberdade, aglomeração, voz solta e cantoria.
No grupo de whatsapp das mães do G5 hoje, a discussão girava em torno do retorno às aulas.
A escola diz que está entendendo ainda o que diz a portaria que sugere a volta para 27 de julho. Muitas mães dizem que só devem mandar os filhos de volta para escola no ano que vem. Eu concordo, mas de repente, páro e penso: pra chegar ano que vem são mais 6 meses!

Bateu um negócio aqui dentro do peito meio surreal.
Não tenho gostado tanto de pensar em tempo. Venho vivendo o hoje e é só, mas olhar para este futuro e saber que possivelmente ainda tem o dobro do que já vivi até aqui me causa um desespero tremendo.

Eu amo a minha versão mãe. Mas não a minha versão exclusivamente mãe, que vive a exaustão e que não tem energia pra nada além de incansavelmente separar as brigas dos meninos, que andam mais se estranhando que se amando ultimamente.

Estava tão gostoso ter o tempo de me dedicar à empresa em períodos normais, buscando soluções, sonhando com um marketing institucional estruturado, com ações e benefícios pensados a partir de nosso calendário de datas especiais, pensando em todos os processos da empresa, tendo tempo de estudar, de escrever, me dedicar.

Enfim…
Hoje o dia está lindo lá fora, céu azulzin, sol acolhedor, mas aqui dentro a vontade é de deitar e dormir até a alma descansar totalmente, até esse período ter passado, até ter mais respostas que perguntas.

Mas não dá não, porque tem duas criaturinhas que não param de chamar por ‘mamãe’.
All day long. Das 6h às 21h.
Tô exausta. Mas sim, tô protegida, em família, com eles em paz.
Ainda assim, exausta.

Quem sabe amanhã melhora?

Quando a vida leva a gente
Para um lugar diferente
Daquele que a gente espera
Quanto mais a gente pensa
Quanto mais a gente quer
Mais a vida nos contempla
De um outro jeito qualquer
Melhor assim
Sem querer controlar o que vem
E sem querer regressar
A um lugar comum

Desejo boas notícias.
L.

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3 meses de quarentena

Atibaia, 17 de junho de 2020

Ouvindo “Assim caminha a humanidade” – de Lulu Santos

Ontem, completamos 90 dias de isolamento social.
Não sei mais definir como me sinto em relação a isso.
Já passei da fase da não aceitação; hoje prefiro viver um dia de cada vez.

Aqui em Atibaia os comércios já foram autorizados a abrir mantendo as medidas de segurança. Comprei luvas para diminuir ainda mais riscos de contágio e o álcool em gel virou meu melhor amigo – assim como pra tanta gente, mas escolhi seguir quietinha em casa, saindo apenas quando for muito, muito, muito necessário.

Cancelei exames e consultas de rotina. Os cabelos estão mais brancos.
O rosto com menos maquiagem. As roupas aos poucos estão sendo revisitadas, questionadas sobre o papel de cada uma dentro do guarda-roupa.
Alguns sapatos já foram doados. Colares, brincos.

Novos cantinhos foram criados para tornar o lar, mais ninho.
O cheiro de insenso que se faz presente todos os dias. A sálvia uma vez por semana.
O evangelho no Lar todas as quintas-feiras. As preces diárias.
As leituras, filmes e séries. O cheiro de pipoca e de bolo pela casa.
As panelas de brigadeiro. A cabana feita com a mesa de plástico.
O nascimento da minha horta e do meu jardim. A caminhada matutina em família.

Quantos novos e melhores hábitos se fizeram.

Quantos já foram meus locais de trabalho neste período? O escritório mesmo, ‘nave-mãe’ de atendimentos e da Prosperidade; a garagem de casa, para ver o movimento e o sol; a cama com a mesinha em cima das pernas em dias mais preguiçosos; a mesinha da cozinha, enquanto esperava o feijão cozinhar…

Mas a partir de hoje, temos um novo QG: a casa dos meus sogros em Atibaia. Mais espaço para as crianças, mais vitamina D ao longo do dia, mais pé na grama para troca de energia, maior horizonte para ver o pôr do sol.

Nosso novo QG

Impressionantemente as coisas estão saindo do papel.
Acha um lugarzinho aqui, encaixa uma agenda ali, e aos poucos, parece que tudo que antes teimávamos em dizer que não tínhamos tempo, agora nos encontrou.

Tinha iniciado uma rotina legal de exercícios, mas acho que já me acostumei à nova vida e sigo me boicotando neste quesito. Troquei os 5 minutos de queima diária pela leitura de crônicas de Carpinejar – rs. Tem dias que a dispersão mental me traz mais benefícios que os exercícios físicos. Mentira! É só uma desculpa para minha preguiça para os exercícios mesmo.

:-p

Os meninos seguem felizes em casa – apesar da implicância entre eles.
Tem dias que dizem palavras feias sobre o coronavírus, e em outros me dizem “pra ver o lado positivo: ele deixou nossa família juntinha”. Venho tentando ensinar sobre o lado bom das coisas, e acho incrível quando eles me lembrando disso.

Montei uma “caixa da gratidão” pra gente. Porque todos os dias eu sei que tem coisas tão incriveis pra gente agradecer… Hoje mesmo, já tenho 3 motivos: o primeiro foi conseguir lavar a louça com água quentinha de manhã. O segundo foi ter sentido o perfume da dama da noite entrar pela porta e chegar ao meu nariz, ativando o olfato e minha memória afetiva da vovó, que amava esse cheiro! E o terceiro foi ter conseguido colocar a internet na casa da minha sogra e possibilitar estar aqui enquanto eles ficam em São Paulo no QG oficial deles.

Percebo a cada dia o quanto somos feitos de pequenezas tão grandiosas. No quanto o aninhar tem tido tanto valor na minha cama pequena, quando estou com meus meninos assistindo a um programa despretensioso, ou na observação das flores do meu pequenino jardim – mas que venho cuidando com muito amor e carinho. No café do meio da tarde com meu amor, mesmo que em pé e tomado em dois minutos por causa das demandas das crianças. Nos dias em que me lembro de registrar o pôr do sol e contemplar o período do dia que mais gosto, ou melhor ainda – quando os meninos me lembram disso. Por seguir com saúde, com a certeza de que isso tudo vai passar.

90 dias.
3 meses.
1/4 de ano.
U m d i a d e c a d a v e z.

Vamos que vamos!
Meu beijo,
L.

Publicado em Desafios, Desafios do casal, Escolhas da vida, Experiência, Simplicidade, Transformação, Vida real

Valeu, Deusinho.

Atibaia, 21 de maio de 2020.

Ouvindo Your Song, versão Lady Gaga

Já nem sei mais há quantos dias estamos em casa. Parei de contar a partir dos 60…
Tem sido uma jornada e tanto de autoconhecimento, reconhecimento e mais que nunca, cumplicidade com meus filhos e meu marido.

Mas sabe… pensando em tudo que vem acontecendo, relembro o início dessa jornada e claro, há dias em que a insegurança e tristeza tomam conta, mas venho tentando me acolher e acolher meu núcleo, porque penso que se começarmos a estar bem em casa, este sentimento será de alguma forma entendido pelo Universo como bom e positivo e as ondas serão propagadas.

Algumas coisas me ajudaram muito neste processo:

Ter feito meu mapa astral com a Carla Bariquelli, onde soube quais são as minhas verdadeiras vocações.
Ter feito o curso de Inteligência Emocional da Conquer e a partir dos exercícios, conseguir de fato materializar a partir da escrita meu propósito de vida.
Ter ouvido encontros de educadoras da Primeira Infância e o quanto elas sentiam falta do olhar das crianças para enxergar o lado bom da vida, o que mudou com.ple.ta.men.te a minha perspectiva de estar em casa com as crianças.
Estar participando dos 21 dias de abundância de Deepak Chopra pela 2ª vez, mas agora com outro olhar, muito mais profundo e entregue.

Quando a gente escuta falar que sobre o exercício da felicidade, sobre a verdadeira abundância, sobre enxergar o lado bom da vida, pode parecer clichê tudo isso. Mas a verdade é que comecei a partir de pequenos passos, já que tenho uma tendência ao otimismo. Quis melhorar.

Li um pouco mais sobre vibrações na Física Quântica, me cerquei durante meus dias da obrigação de fazer todos os dias algo por mim, por menor que fosse, passei a usar mais roupas coloridas e a me arrumar todos os dias, voltei a escrever meu caderno da gratidão e me forcei a encontrar boas novas até mesmo nos dias mais desafiadores. Sempre, sempre, sempre tem alguma coisa.

Depois de tomar algumas decisões, tudo passou a fluir de maneira melhor – não necessariamente mais fácil – mas melhor.

Teve um dia que estava tomando banho, e de repente, me veio uma clareza tão grande da presença de Deus – ou seja lá como você chama esta energia – em minha vida.

Deusinho, hoje sei que nos preparou para este momento.
Quando mudamos de nossa última casa para onde moramos hoje.
Quando me fez enxergar que meus filhos eram minha prioridade e que eu precisaria fazer uma escolha consciente das conquências.
Quando eu e o Lu passamos a trabalhar em casa e, ainda que trabalhando para empresas diferentes, tivemos que nos adaptar a estarmos novamente juntos na nova rotina.
Quando eu e o Lu tivemos conversas duras e tentamos dividir a versão profissional da versão pessoal.
Quando a grana ficou mais curta ano passado, nos forçando a reestruturar algumas rotas.
Quando a gente passou a fazer o Evangelho no Lar em família.
Quando fez a ajuda chegar na hora certa.
Quando colocou pessoas especiais, verdadeiros Anjos de caminhada.

E eu só tenho a agradecer…

Pela nossa saúde física.
Pelo nosso lar.
Pelo alimento na mesa.
Por estarmos protegidos, em família.
Pela oportunidade de melhoramento.
Pelos amigos que nos edificam a alma.
Pela inteligência concedida.
Pela coragem de recomeçar quantas vezes necessárias.
Pelo nosso trabalho.
Pelo calor do sol diário.
Pela natureza curadora.
Por termos a chance de cuidarmos melhor de nossos templos: nosso corpo, nossa mente, nossa casa.

E hoje especialmente, por finalmente ter chegado o remédio da minha sogrinha, possibilitando o início do tratamento de metástase.

Valeu, Deusinho. De todo meu coração.

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Meu beijo,
L.

Publicado em Coragem, Experiência, Gratidão, Vida real

Curso Conquer – Inteligência Emocional

Atibaia, 4 de maio de 2020.

Ouvindo “The Way You Look Tonight”, do meu cantor favorito Rod Stewart

Foi o Lu quem me contou que a Conquer tinha liberado gratuitamente o curso de Inteligência Emocional nesta quarentena, porque ele sabe o quanto me sinto atraída por assuntos como esse.

O tempo foi passando e pensei que não conseguiria incluir meus estudos no dia a dia, mas um e-mail lembrete na semana passada me ajudou a ter como meta me permitir este presente.

Realizar as aulas, os exercícios em tempo real, mergulhar naquele que se transformou em meu momento de meditação diários me trouxe uma experiência linda!

Foi muito mais que simplesmente adquirir novos conhecimentos. Foi um processo onde encontrei minhas forças. Foi a revisão de tudo que poderia ser melhor durante esta quarentena.

Foi a descoberta de que meu otimismo e olhos de enxergar o extraordinário no ordinário é uma habilidade que muitos não possuem e que pode ser treinada a partir do que se chama ‘ativação reticular’.

Foi o treino da Comunicação Não Violenta para discutir assuntos com meu marido, que também é meu sócio e tentar ativar muito mais o lado racional do meu cérebro que o emocional, que gerava antes tanto desgaste na comunicação.

Foi a rotina estabelecida como um dos pilares da felicidade. E que trouxe resultados desde o dia um.

Foi a descoberta de que meu repertório de vida me fez chegar à conclusão que trabalhar com cultura organizacional é minha grande paixão, e que, apesar de não ser formada na área, sempre imprimi esse meu lado em absolutamente todos os lugares por onde passei.

Foi a descoberta que ainda tenho um longo caminho na prática do autoconhecimento e da gestão das minhas emoções.

Foi ver que inacreditavelmente minha maior habilidade está na sociabilidade, o que quebrou de vez minha crença limitante de que não me dou com ‘gente’ apenas pelo fato de observar mais e ter mais escuta ativa que ter o tempo todo tempo de fala. Descobri que isso é uma baita qualidade.

Fazer este curso foi descobrir que tenho ainda pontos de melhoria para transformar o modelo reativo em modelo antifrágil, mas que com exercícios práticos, é possível.

Ao responder ‘Quem sou eu’, me dediquei a olhar pra dentro e focar na essência, em quem eu sou e não em quem ‘estou’.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Pude de maneira muito prática encontrar meu propósito de vida.

Usando minhas capacidades de comunicação afetuosa, olhar sensível e escrita eu pretendo levar mensagens e experiências de amor e cuidado para minha família, meus filhos, meu marido, meus clientes, amigos e desconhecidos como a propagação de prosperidade para então me sentir plena por ter encontrado meu lugar e realizado minha missão no mundo.
{Meu propósito de vida}

Este curso representou muito mais que 10 horas de conteúdo.

Representou uma série de novos conceitos, novos olhares, quebra de paradigmas. Foi um grande presente nesta quarenta.

Estudar faz meu coração vibrar.
Meu beijo,
L.