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A Caçadora de Momentos Extraordinários

Ganhei este presente da Tatiane R. Lima hoje. Dia desses, ela me convidou para fazer parte de seu blog, o Doce Viagem ❤

De imediato, pensei: 'o que será que tenho a agregar?'
Isso porque as histórias que ela compartilha em seu blog pareciam muito mais interessantes que a minha.

Percebi o quanto ainda tantas vezes não cuido da minha autoestima e desse olhar amoroso comigo mesma. Ter uma visão de mim mesma a partir do olhar dela foi incrível. Me senti honrada e extremamente feliz com esta "Doce Viagem". Será parte de um capítulo lindo da minha vida.

Muito obrigada, Tati. Você me floresceu hoje!

Doce Viagem

FB_IMG_1561002699341 Lillian, o marido e os filhos (Arquivo Pessoal)

Lillian não é daquelas que romantiza a maternidade ou que goumertiza a realidade. Ela é dessas que têm coragem de desabafar no mundo perfeito do Facebook sobre os leões internos que enfrenta, sobre a luta para equilibrar tantos papéis sociais, sobre a saudade eventual da solitude. Ela é dessas ri com os olhos, dessas que se expressa com as mãos, dessas que cria uma trilha sonora para cada momento, dessas que transforma grandiosas as pequenezas da vida.

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Terapia de casal!

Atibaia, 28 de outubro de 2019

Ouvindo “They can’t take that away from me” – versão de Stacey Kent

Há 2 meses voltei a fazer terapia. E foi uma das coisas mais gostosas deste semestre: primeiro, porque a Mari faz todas as sessões ficarem muito leves – mesmo quando as questões são mais pesadas. E segundo, porque ela vem sendo o meu instrumento de aprendizado sobre novas terapias, deste que é um dos assuntos que mais gosto e me sinto à vontade de mergulhar na vida.

Tempos atrás, falamos sobre uma análise corporal que ela faz para avaliar quais seriam as melhores ferramentas para utilizar no processo individual dentro da terapia psicocorporal.

Venho lendo Lowen, Gerda, Osho, Krishnananda, Reich, biodinâmica, bioenergética, barras de access, corpo explica e cada vez que leio algo fico mais fascinada e peço pra ela se aprofundar nas técnicas – rs.

Cada uma com um objetivo. Cada uma que traduz um tipo de mergulho. E este processo tem sido delicioso e lindo! Mas hoje foi especial… hoje foi a primeira vez que experienciei a terapia de casal.

Explico: como agora eu e o Lu efetivamente temos nossa empresa e temos passado muito mais tempo juntos, enxerguei em algumas ferramentas a possibilidade de – em terapia – encontrarmos onde estão nossos pontos fortes e fracos, a partir do autoconhecimento. Isso nos ajudaria a ter mais consciência e clareza quando tivéssemos que discutir sobre algum assunto e até entenderíamos o que o nosso corpo e nossas estruturas dizem sobre as experiências, sobre como nosso comportamento se traduz inteiro e o quanto é possível nos ler e entender melhor apenas pela análise corporal; não a de gestos, mas a física mesmo.

Acho o tema fascinante. Contei minha ideia pra Mari, que topou atender a gente junto. Nossa anamnese aconteceu hoje, e eu me diverti – e aprendi – muito!

Enquanto estávamos lá, pensei em como sou privilegiada por ter alguém que não acha isso besteira, e que também enxerga valor nessas experiências topa crescer e seguir junto comigo.

Pensei em como os casais poderiam experimentar essa terapia como forma preventiva e tão complementar para que esta seja uma jornada mútua de melhoramento individual; quando estamos bem pra gente, estamos bem para o mundo.

E o que me fez rir muito: parte do ‘diagnóstico’ de um dos arquétipos que formam o Lu o traduz como “encantador”. Quem o conhece sabe, o sorriso escancarado, olhinhos fechados e o abraço esmagador não mentem. Ele tem mesmo magnetismo. Descobri o que me laçou naquele 24 de agosto de 2007… sabia que tinha algum fascínio por trás do olhar daquele “chatinho falante”.

Foi exatamente a palavra ‘encantador’ que eu usei para enviar o primeiro e-mail pra ele – e assim, tentar algum contato:

Uma semana depois ele disse que nunca viu o e-mail porque tinha perdido a senha, mas já nos falávamos por msn e trocávamos SMS pra ajudar na nossa comunicação.

Este post é só pra dizer que eu amo esse cara! E que eu amo compartilhar a jornada da vida com ele…

Mari, obrigada por tanto. Tem sido demais!
Pra quem é de Atibaia e quiser conhecer o trabalho da Mari, está aqui o Instagram dela. Ela também atende no Ponto de Luz.

Hoje foi demais… não dava pra passar ilesa.
Meu beijo,
L.

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O que ganhamos quando perdemos?

Atibaia, 22 de outubro de 2019

Ouvindo “Não quero dinheiro, eu só quero amar” – de Tim Maia

Pelo menos uma vez por semana alguém me pergunta algo sobre a Inbound Soul: “Li, vocês fazem isso na Soul?”, “Li, você sabe se aí na Soul estão aceitando currículos?”, “Li, me explica o que você faz aí na Soul”…

Eu explico, digo o caminho para encaminharem currículos (eu adorava receber os e-mails de quem desejava ser um #SoulLover), mas sempre digo que não estou mais na Soul. O espanto é sempre o mesmo: “Mas você parecia amar lá”.

Sim, eu amava. E ainda amo. Honro e agradeço todos os dias por tudo que a Cris fez por mim, pelo mundo de novas possibilidades que se abriu e pela alegria em saber que eu poderia trabalhar com aquilo que mais amo: produção de conteúdo.

Acontece que a vida é cíclica e muitas vezes, precisamos tomar decisões muito difíceis que sempre trarão consequências. Sempre.

Desde o começo do ano, percebia que meus filhos não estavam bem. Muita agitação, precisando de presença, e naquele momento, eu me dividia entre a mãe que se culpava por não estar ‘bem’ para os filhos e a mulher que queria vencer os desafios diários, buscar mais conhecimento, me destacar profissionalmente.

Pode ser que algumas mulheres consigam lidar bem com isso, com este equilíbrio, mas o fato é que eu não estava mais conseguindo ser as duas de maneira saudável. Comecei a ficar doente. E com raiva. Sim, raiva.

É que o Lu tinha voltado pra São Paulo, e eu não me conformava como a vida para homens era mais simplista – na minha visão da época.

“Por que para o Lu é tão fácil decidir que vai voltar para São Paulo e eu então ter que voltar a ter a maior carga com os meninos, se também pago as contas de casa?”

Eu estava exatamente neste lugar de comparação. Com raiva da vida e me questionando o tempo todo porque a carga para os homens é sempre mais leve e mais ‘interessante’?

Acontece que este ciclo começou a me fazer mal. Envenenava meus pensamentos, envenenava minha relação com meu marido, e tudo isso caía nas crianças.

E tudo isso aconteceu por uns 6 meses… foi um semestre bastante desafiador. A gente evitava falar do assunto porque eu sabia que mexeria comigo, e ao longo deste tempo, fui avaliando as minhas possibilidades. Na Soul, enquanto eu estava cuidando mais da marca em si, conseguia me adequar às entregas e meu coração ficava mais tranquilo… mas em março, voltei a atender clientes, e não consegui lidar com minha autocobrança. Enfiei na cabeça que não estava sendo boa o bastante, na minha lista de planos e cursos frustrados, não encontrava tempo ou energia para fazer o que havia me proposto. Os projetos estavam parados, precisava sair cedo da agência pra buscar meus filhos e lidar com pedidos de atenção deles e dos clientes. Eu estava estafada.

Foi então que um dia minha pressão subiu absurdamente. E eu sabia que era a vida me cobrando uma decisão; decisão esta que eu posterguei o quanto pude.

Enfim, pedi minha demissão porque não aguentava mais ser tantas.

Eu estava querendo enganar quem achando que eu daria conta de tudo?

Foi bonito. Me imaginei vivendo exatamente este texto de Artur da Távola.

Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for. O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento. A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial. A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar. Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas. Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver). Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar. Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.

Me despedi dos meus clientes. Me despedi dos meus amigos. Perdi a convivência. Perdi este pedaço de felicidade, sim.

E o que eu ganhei?

Ganhei a permuta com a minha terapeuta para reiniciar esta jornada de autoconhecimento depois de tantas novas experiências.

Ganhei mais tempo e presença com meus filhos, o que os têm deixado mais calmos e com outra interlocução em casa.

Ganhei novo olhar por coisas gratuitas, agora que a grana está mais curta: yoga, caminhada, contemplação.

Ganhei mais tempo para escrever no blog. Ganhei mais tempo para ler livros impressos. Ganhei mais tempo para começar uma reeducação alimentar.

Ganhei uma nova rotina – que ainda está meio bagunçada, mas que eu aceito como parte de toda esta grande mudança.

Ganhei tempo longe do celular…

Ganhei mais liberdade para entender o que realmente faz sentido pra mim.

Ganhei meu marido como colega de trabalho.

O Universo tem dessas coisas… e quando renunciamos a pequenos pedaços de felicidade, saberemos que perdemos algo para ganhar outras coisas.

É a lei da vida. Cíclica. Efêmera. Agora.

Todo meu amor pela Soul, lugar onde me entreguei literalmente de corpo e alma. Todo meu amor pela Prosperidade, este novo projeto que está ressignificando tudo.

Meu beijo,
L.

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A vida e a Prosperidade

Atibaia, 9 de outubro de 2019.

Ouvindo “Table for 2” – Alok

Delicinha!

Já faz um tempo que queria escrever sobre como a Prosperidade Conteúdos nasceu.

Essa história começa alguns anos atrás, quando o Lu falava sobre o sonho de ir embora do Brasil. E este é um grande desafio dentro do casamento: vivemos e respeitamos a liberdade e individualidade de cada um. Afinal, somos seres únicos com sonhos e desejos próprios; e a adequação desses sonhos e desejos com a outra pessoa é um alinhamento quase diário. Tem que ter muita disposição, diálogo e vontade de seguir querendo construir junto, avaliando qual será um sonho individual que se transformará em projeto familiar, ou quais vamos abdicar e colocar dentro de uma gaveta – temporariamente ou não.

O fato é que este sonho que é essencialmente dele, é uma construção pra mim, sempre tão apegada e enraizada… meu sol e ascendente terrestres sempre se sobrepuseram na minha lua do ar, e pra mim, um plano só é capaz de dar certo com muito planejamento.

Além disso – já escrevi várias vezes aqui no blog – apesar de eu ser a mais romântica, sou a mais pé no chão, no sentido de querer antever o que poderá dar errado além do que poderá dar muito certo, porque acho que o ideal é sempre termos expectativas reais para evitar frustrações ou a ideia da ilusão de uma vida perfeita.

O fato é que se fôssemos apenas eu e ele, acho que seria bem difícil eu aceitar embarcar nesta aventura com ele um dia. Se quando eu engravidei do Beni 6 anos atrás já estávamos em pé de guerra pra voltar pra São Paulo, imagine ir pra tão longe?

Mas os meninos nasceram… e eu fico imaginando como seria viver uma experiência dessa com eles, quando estiverem um pouquinho maiores. Quanto mundo a gente tem pra descobrir junto, pra explorar… quanta vida a gente tem pra viver!

Bem, começamos uma breve investigação com nossos amigos que tinham ido pra fora com a família. Assim, fomos entendendo tudo que eles passaram, desafios, alegrias. Um ponto foi unânime: “vir pra fora sem um emprego fixo é furada, ainda mais com família”

Nesta época já estávamos trabalhando com marketing digital, e comecei a fazer umas contas malucas. Veio a ideia: se tivermos nossa empresa, poderemos trabalhar de qualquer lugar do mundo! (Menos os muito frios – rs).

Gente, virginiana chatiiiiiinha, né?

Esses planos ficaram na mente e no coração, mas não tínhamos chegado a concretizar nada, afinal, eu estava trabalhando na Soul e o Lu em SP. A carga pra mim estava pesada mas nada que eu não estivesse dando conta. Em junho, da noite pro dia, muitas coisas aconteceram. A retrospectiva daquele mês você encontra aqui. Foi a partir daquele 28 de junho que o plano começou a dar certo.

Eu acredito muito nas forças universais e tudo foi acontecendo de forma muito alinhada. O nome “Prosperidade” chegou de um desejo singular que sempre tivemos: termos uma vida mais equilibrada e junto da família. Pra nós, o conceito de Prosperidade não está relacionado em atingir o topo mais alto da carreira, ou de ganhar rios de dinheiro. Prosperidade pra nós tem a ver com positividade. Tem a ver com saber organizar a vida de forma a ser feliz, a priorizar o qur mais importa.

E assim, decidimos: Prosperidade Conteúdos trazia no nome a força e intenção de nossos bons propósitos aliado ao que fazemos tão bem: conteúdos.

Para nossa surpresa, com menos de 1 mês de ‘plano iniciado’, antes mesmo de conseguirmos lançar site e mídias, os pedidos de propostas não paravam de chegar. Graças à Deus. Fechamos nossos primeiros contratos e vimos que é possível trabalharmos 100% remotos. Nos apaixonamos pelo conteito de officeless e isso veio muito a calhar com este movimento de nos testar para o nosso possível futuro: onde qualquer lugar com internet se transforma em realizador.

Um branding com cores, formas, vida! É a materialização da realização de um sonho, onde, em família, estamos construindo nosso caminho, transformando nossos próprios conceitos de horários de trabalho dia após dia.

As cores refletem o momento de nossa alma. A árvore, representando nossa infindável evolução, a copa em forma de flor de lótus, representando a pureza do corpo e da mente, a sabedoria, a paz. A raiz com conectores representando os encontros da vida e as conexões, lembrando que somos nada se não tivermos uns aos outros.

Parte do que estamos planejando para nosso Instagram. Conteúdos para a vida e reflexões para a vida, não apenas para o marketing digital em si.

Nosso site está sendo construído com muito carinho. Pensando em cada detalhe. E como tem sido gostoso esse processo. Em meio ao caos de ter os meninos em casa e ao mesmo tempo, com a dádiva de ter os meninos em casa.

Descobrir que nossos sonhos e bons propósitos podem se tornar realidade é uma das coisas mais legais de viver!

Quem quiser seguir o Instagram da Prosperidade, em breve tudo estará no ar!

Obrigada a todas as mensagens de carinho que recebemos. Aos que leem e torcem por meio de uma boa vibração. E todas as energias benéficas que chegam até nós.

Prosperidade em abundância para todos nós.

Meu beijo,
L.

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Como acreditar no amor?

Ouvindo “Onde anda você?” – versão Tiago Nacarato

Daqui 14 dias, completo minha 34ª Primavera. Mais uma volta ao sol e todo mês de setembro eu fico assim, mais observadora, mais grata, mais atenta a tudo ao meu redor, como se uma percepção aguçada de como seguir, das escolhas que farei, enfim.

E hoje, enquanto eu me maquiava para iniciar mais um dia de trabalho em casa, ouvi crianças cantando parabéns para alguém e seguindo com a velha música “Com quem será?”.

p a u s a d r a m á t i c a.

Gente, vocês já prestaram atenção nesta música? “Com quem será, com quem será, com quem será que o fulano vai casar? Vai depender, vai depender, vai depender se a fulana vai querer. Ela aceitou, ela aceitou, tiveram dois filhinhos e depois se separou”.

Fiquei pensando quem foi que inventou essa música. Me veio uma reflexão bem maluca a partir dela, especialmente neste momento de vida que vivo “com dois filhinhos”.

É duro lembrar que desde a infância eu também ouvia – e cantava! – esta música sem a menor percepção do que estava fazendo. O fato é que desde sempre parece que o amor está fadado ao fim e à separação. Eu acho isso coisa muito errada.

Eu acredito no amor como construção. Acredito no amor como nossa maior riqueza. Acredito na lei da impermanência e em simplesmente entender e aceitar que pode acontecer de duas pessoas que se encontraram no passado já não serem mais as mesmas pessoas no presente e que, por isso, preferem seguir a vida para conquistar seus sonhos individuais. Eu acredito em inteiros que se complementam, e não em duas metades que se completam. Eu acredito na observação diária e na percepção de entender quando é hora do silêncio e quando é hora de falar.

Às vezes, a falta de conversa faz o casal achar que foram os filhos quem causaram a separação – vejam que incoerência, justo aquele serzinho que só nasceu pela comunhão do amor e de uma das trocar de maior energia que um casal pode experienciar.

Hoje eu queria dar um final diferente pra essa musiquinha de infância, e não só por causa do erro de concordância, mas pelo contexto em si.

Que a nova geração não seja leviana com o coração alheio, e que aconteçam grandes encontros de amor real, destes recheados de respeito e que dá muito certo enquanto dura, mas que pode sim um dia terminar. Quando a gente aceita a lei da impermanência, aproveita melhor os dias e os minutos. Portanto, aproveita melhor a vida, transformamdo o ordinário em extraordinário.

Que assim seja, então.

Meu beijo,
L.

Publicado em Desafios, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Vida real

Organize-se!

Atibaia, 20 de agosto de 2019.

Ouvindo Dueto – Ahhhh, Chico!

Lembro quando dois meses atrás minha cartela de anticoncepcional tinha terminado e decidi parar com a pílula. Tomei a decisão depois de retomar a leitura de Mulheres que Correm com Lobos e também de ser mais assídua nas observações e conteúdos contidos na Mandala Lunar.

Percebi o quanto estava distante do meu feminino e queria retomar rituais, percepções, intuições, tudo que estivesse relacionado aos ciclos, ás fases da Lua, ao Universo existente em cada uma de nós.

Aliado a isso, quis investigar melhor como ficariam minhas emoções e sensações neste meu novo momento de vida, decisão tomada de maneira consciente mas que traz o novo em tanto: o LAR como templo definitivo de Prosperidade em todos os campos: pessoal, profissional, familiar.

Ainda estou me adequando à nova rotina e sendo tantas. No alimento, o amor para nutrir à mim e aos meus amores. No trabalho, a concentração para criações e processos. Pessoalmente, na auto-observação. No lar, organização para a fluidez.

Meu signo é Virgem com ascendente em Capricórnio e Lua em Libra. Organização, comprometimento e entrega às emoções. Meu mapa astral e a leitura dele me definiram bem, e foi uma experiência incrível quando soube de todas as minhas características e desafios para lidar melhor com isso, para conseguir expressar ao outro meus sentimentos e para aprender a ter compaixão por mim mesma.

Na investigação das emoções comentada há pouco, comecei a escrever diariamente os dias em que me sinto mais produtiva, mais criativa, mais serena, mais agitada, mais melancólica, mais mundo da Lua… e hoje, poderia me definir como ‘a louca da faxina’.

Lembrei da TPM. Lembrei do inferno astral. E lembrei do meu lado virginiano que crê em Feng-Shui e que não conseguiria mais escrever um e-mail sequer enquanto não arrumasse cada canto da casa – rs.

A terapia tem sido ótima. Estou aprendendo a exercitar a ‘não crítica’ àqueles que são diferentes de mim. Colei na minha agenda os propósitos todos que me fizeram seguir este novo caminho e sei que certas características deste caminho são só minhas; o Lu, por exemplo, não se importa em trabalhar com o escritório em desalinho e nem com as 1.000 abas abertas no desktop.

Venho aprendendo e trazendo para consciência que quando o outro faz algo que me irrita, às vezes o problema está comigo e não com o outro. Pois bem.

Hoje acordamos todos e percebi que a falta de um ambiente na casa que estivesse em ordem estava “me dando coisas”. Respirei fundo, me despedi dos meninos, Lu foi levá-los para a escola e só pedi sabedoria pra não surtar, porque o incômodo estava comigo e quando o incômodo está comigo, só eu posso resolver.

Fiz uma oração, coloquei uma música e lá fui eu ‘matar o que estava me matando’. Pelo menos um dia no mês eu sinto essa necessidade louca de organizar, destralhar, ajeitar tudo. Não sei explicar porquê, mas é como se eu sentisse que a minha fluidez e entrega total só acontecerá depois desta limpeza e organização física.

Com tudo organizado, me sinto mais feliz e produtiva.

É impossível ser feliz no meio da bagunça. – Marie Kondo.

Tento manter uma organização mental e também gerenciar o tempo de minhas atividades para que consiga dar conta dos checks e seguir sendo tantas todos os dias.

Qual será a próxima emoção a vir pela frente? Você também têm o costume de fazer este ‘mapa emocional’? Pra mim tem sido revelador!

Falando sobre ciclos e sobre essa auto-observação na terapia, a Mari me indicou um TED sen-sa-cio-nal a respeito. Compartilho a quem possa interessar.

Assim seguimos. Conscientes, fortes e observadoras neste grande e apaixonante caminhar da vida – com ou sem organização (rs)

Meu beijo,
L.

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Sobre um mundo de possibilidades.

Atibaia, 15 de agosto de 2019.

Ouvindo “Three little birds” – versão Tracy Chapman

Como amo essa voz…

“Don’t worry ‘bout a thing
‘cause every little thing is gonna be alright”

Desde o fim do ano passado, venho observando meu comportamento emocional diante de alguns acontecimentos da vida. Passei o primeiro semestre de 2019 meio fora da casinha… como se não conseguisse mais parar e perceber a vida em si. Me sentia apenas uma cumpridora de checks, resolvedora de problemas externos sem me dar conta do caos emocional que se instalava dentro de mim.

Percebia em meus filhos a somatização da minha energia mal resolvida, sentia meu templo sagrado um caos, não conseguia me concentrar e me conectar para ao menos escrever aqui tudo que estava passando internamente. A verdade é que eu acho que andava cansada de tentar encontrar respostas.

Lu estava com uma vida insana em São Paulo, vivendo em exaustão. Eu vivia uma vida insana de tantas responsabilidades e pratinhos pra equilibrar em Atibaia, vivendo em exaustão.

Reli meus textos no blog e percebi que a grande maioria deles neste 1º semestre de 2019 falavam sobre experiências incríveis que eu tinha vivido. Coisas que fugiam da vida cotidiana: estar sozinha com o Lu no casamento de amigos, passar a 1ª noite fora de casa sem os meninos, nossa viagem de Carnaval, o show do Alok.

Eu, que sempre escrevi sobre a ideia de encontrar beleza e amor em meio ao caos, me perdi. A vida só fazia sentido se eu pudesse vivenciar diferentes experiências. Minha vida cotidiana foi perdendo a graça, meus #ceusdetododia foram sumindo do feed do Instagram, minha motivação e entusiasmo foram dando lugar a uma conformidade de ‘mais um dia – check!’.

Nos surtos de final de semana, quando por várias vezes eu e Lu discutimos sobre nossa vida maluca, horários, as reações dos meninos diante de tanto desequilíbrio, ele disse que encontraria alguém para nos ajudar. E encontrou.

Nossa Senhora de Fátima chegou e vivemos 42 dias lindos. Chegava em casa, tudo prontinho, tudo arrumado com carinho, com amor, comida fresquinha na mesa, tempo pra eu conseguir tomar um banho em paz, voltar a fazer unha, enfim.

Parece que foi um presente de Deus, um colinho aconchegante com todo aquele cuidado e afeto. Mas a vida tem dessas ondas de indo e vindo infinito e a Fá precisou seguir a vida por outros caminhos.

Lembro bem daquele 28 de junho. Por conta deste meu desalinho, estava fazendo mais home-office na época. Eu precisava do silêncio pra conseguir estar com a minha própria companhia, caso contrário, sobrava pra todo mundo. Meus nervos à flor da pele não me deixavam mentir. Eu comecei a brigar com as pessoas no trabalho e ninguém tinha nada a ver com minhas questões – o mínimo que eu podia fazer era proteger as pessoas de mim mesma e do meu mau humor.

Era hora do almoço quando a Fá me disse que não daria mais para seguir conosco. Me boicotei. Pensei na hora que “estava bom demais pra ser verdade” e de novo entendi que eu precisava trabalhar a ideia de merecimento em mim.

Foi ali, naquele instante, que senti minha cabeça explodir. Meu estômago já vinha dando sinais de dores há alguns dias, mas eu não tive tempo de olhar pra mim. Me observar. Cheguei ao hospital, 16/10 minha pressão. Lembro que saí de lá e fui procurar um lugar para almoçar… só pedindo auxílio ao Universo pra que eu entendesse o recado. Cheguei ao Afrika e quando fui pagar meu almoço, li a frase: “Serenidade e humildade são sempre os melhores temperos”

Foi ali, naquele instante, que eu decidi deixar a Soul.

Subi caminhando até o Café Dalí, tomei um capuccino olhando a Pedra Grande enquanto trocava mensagens com a Cris. Eu precisava olhar pra mim, para minhas questões. Eu precisava prestar atenção aos sinais que meus filhos estavam me dando. Eu precisava ter tempo de cuidar de mim, de voltar a falar sobre dias felizes mas também sobre dias desafiadores, eu precisava voltar a encontrar minha essência, minha paixão, minha vibração, minha pulsação.

E assim foi.

O novo semestre começou, as férias dos meninos chegaram, Lu recebeu uma proposta de trabalho remoto e disse adeus à vida paulistana. Trabalhei e me despedi dos meus clientes. Julho terminou. Este ciclo fechou.

Iniciei agosto com a premissa de que me permitiria coisas que me deixasse inteira de novo, que trouxesse de volta minha indivualidade. Comecei a organizar cada espaço da minha casa, coloquei minha energia em tudo. O cheirinho de incenso e de spray de Verbena voltou a ser protagonista. Cada cantinho voltou a ter cor.

Voltei a cuidar de mim. Voltei a ler meus livros favoritos. Hoje, voltei a escrever.
Há uma semana, voltei a pensar em trabalho. E a Prosperidade Conteúdos está surgindo, o primeiro projeto de alguns que estão borbulhando na cabeça, que fazem sentido, que fazem sentir.

Tudo novo de novo. Novo ritmo. Novo foco. Novas prioridades.
Pode ser desafiador tomar decisões. Mas tem hora que a vida chega chegando e não há outra coisa a ser feita a não ser: entregar, confiar, aceitar e agradecer.

Quantas vezes morremos e renascemos nesta vida?

Um brinde à vida, aos ciclos, às revelações, aos recomeços.

Meu beijo,
L.