O tempo passa.
Atibaia, 23 de junho de 2025.
Desde sábado Beni vinha me perguntando se nas férias ele poderia encontrar com os amigos da sala dele. E eu disse que sim, claro, imaginando que o encontro aconteceria lá para o meio dos dias de folga.
De repente, ele veio: “Mãe, o pessoal vai para o cinema na segunda, mas queria saber com você se dava pra eu ir sozinho. Posso?”
Na hora eu pensei: caramba, está crescendo mesmo. E de verdade? Acho o maior barato ir respeitando esses pulos de autonomia.
Me lembrei que eu também tinha 10 anos a primeira vez que fui ao cinema sozinha – só com meus amigos. O filme era o Independence Day. Assisti legendado, me achava super ‘adulta’ – haha.
Escrevo pra não esquecer que o primeiro filme que ele foi assistir sozinho foi o “Como treinar seu dragão”.
“Mãe, precisamos chegar lá 13:30, tá? Vamos treinar como eu peço o ingresso pra moça? Calma! Se eu tiver pipoca, refrigerante e um doce nas mãos, como vou entregar o ingresso? Melhor levar doce e refrigerante numa mochila, junto do meu celular, que já coloquei pra carregar. Assim só preciso pegar a pipoca e fico com a mão livre pra entregar o ingresso. O que acha, mãe?”
Eu acho isso tudo muito lindo, filho! Te ver crescer. Te ouvir falar que não vai querer morar com a gente por muito tempo, mas que irá nos visitar quando sentir saudade. Ou ouvir sobre sua habilidade de saber o que e como pedir as coisas pra conseguir o que quer.
Só sigo pedindo “A medida certa” para Deus e meus amigos de luz, para uma condução que oriente mas que respeite o livre arbítrio, que acolha sem te sufocar, que ensine sem impor.
Sei que é legal demais acompanhar o crescimento dos filhos.
Ontem estava preparando seu quartinho, e hoje te vejo a cada dia experimentando novos voos, jeitos, linguagem.
Que riqueza é essa travessia.
Te amo, filho!



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