Publicado em Amor multiplicado, Experiência, Família, Filhos, Gratidão, Maternidade real, Mãe de dois, Pais e filhos

Viajando com amigos.

Atibaia, 09 de abril de 2018.

Ouvindo “Toda forma de amor” – de Lulu.

 

No último final de semana, fomos convidados para viajar com alguns pais e filhos da escolinha dos meninos para Peruíbe. Fiquei muito animada porque sempre quis que uma viagem como essa acontecesse, mas sequer imaginava o quanto seria bom e inesquecível!

A antiga Lillian talvez ficasse irritada por ter querido viajar na sexta mas ter ido apenas no sábado. Já disse aqui no blog em outra ocasião que tenho tentado pegar mais leve comigo e esta foi mais uma oportunidade de colocar este desejo em prática. (De pouquinho em pouquinho…) 

Chegamos por volta de 12h e fomos encontrar os amigos na praia. Dava gosto de ver a alegria das crianças por estarem juntas. Tudo contribuiu: o céu estava ensolarado, a praia vazia, o mar tranquilo e quentinho.

É impressionante a verdade por trás do conselho: “não crie expectativas!”. A verdade é que tudo se torna mais leve e feliz.

Papeamos, trocamos experiências e curtimos muito – nós e as crianças.
São estes momentos que ficam eternizados no coração.

Teve sol. Teve mar quentinho. Teve caldo. Teve cervejinha. Teve caipirinha. Teve tequila (!). Teve risada. Teve milho. Teve açaí. Teve suco. Teve bolo. Teve churrasco. Teve café quentinho. Teve banana com canela e caramelo. Teve salgadinho de legumes. Teve chá. Teve alegria. Teve birra. Teve noite bem dormida (♥). Teve abraço apertado. Teve despedida. Teve agradecimento. Teve desejo de boa sorte. Teve presença. Teve celular só pra registrar este momento. E teve retorno mais cedo.

Depois do sufoco que passamos na nossa primeira viagem juntos (os 4!), sempre optamos por viajar na hora do soninho das crianças. Você pode entender o motivo clicando aqui – rs. (Vale a pena se quiser ler sobre maternidade real!)

14 pessoas e grandes momentos. Valeu cada minuto. Ô se valeu!

Viajar é cura! Se for para ver o mar então… 🙂

Meu beijo,
L.

 

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Nossa primeira vez no estádio

Atibaia, 10 de maio de 2017.

Ouvindo “Pais e Filhos” – Legião Urbana

Eu me lembro quando estava grávida do meu primogênito, Benício, e ouvia o Luiz verbalizar o grande desejo em levar o filho para o estádio para assistir ao jogo do “Timão ê ô”. Ele sentia muita falta de ter tido uma experiência dessa com o pai e, desde sempre, dizia que levaria o filho para assistir a um jogo e torcerem juntos pelo Corinthians.

Engravidei rapidinho do meu segundo filho, Miguel. Depois de completar seu primeiro ano de vida, chegou a hora de realizar o sonho do papai.

O dia estava maravilhoso, um céu de brigadeiro!

Depois de almoçar na sogra, pegamos a estrada. Entramos no estádio um tiquinho depois de ter começado o jogo, assim evtamos a loucura e pudemos passear lá dentro com as crianças antes de levá-los para sentar.

Apesar de sãopaulina, sempre quis participar deste momento tão incrível na relação pai e filho. Foi maravilhoso poder ver o brilho dos olhos dos três homens da minha vida.

Que São Jorge nos proteja, hoje e sempre!

Meu beijo,

L.

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Sobre as férias – Texto de 11.08.2016

Atibaia, 10 de agosto de 2016.

Ouvindo Norah Jones.

Já faz um tempo queria ter passado por aqui para deixar registrado como foram os 30 deliciosos dias de férias em que o Lu ficou aqui comigo. Para muitos, pode parecer que nada fizemos de interessante neste período. Para nós, coisas incríveis aconteceram: finalmente tivemos tempo de organizar armários, ajeitar bagunças, tirar a poeira dos livros, remexer esta energia estagnada por um ano. A casa ficou mais leve. Comprei novas almofadas e mantas coloridas. Troquei o cheirinho ambiente. Fiz arte. Montei um painel de fotos e um quadrinho com quatro mini corujas representando nossa família. O Lu levou o Beni para a escola de bicicleta, coisa que ele sonhava fazer. E o buscou na escola podendo ver a alegria dele ao ver o pai. Nos conectamos mais com a espiritualidade. Mandamos o carro para arrumar. Organizamos juntos e com amor a festinha de 2 anos do Pequeno. Estivemos – a família toda – presentes no parabéns da escola e aqui de casa. Marcamos finalmente o batizado do Mimi. Pensamos em diversas possibilidades para o futuro. Sonhamos juntos e cansamos muito olhando as crianças. Decidimos usar melhor o poder da gratidão. O Lu voltou para a terapia, e apesar disso mexer com a gente, tenho consciência absoluta de que alguns nós internos precisam – e devem – ser desatados. Eu me embolei toda com a pós porque não queria perder um segundo de tudo de rotineiro que poderíamos fazer juntos tendo tempo. Ainda conseguimos viajar por uma semana, para cansarmos em outro lugar (rs).

🙂

A viagem para São Bento do Sapucaí havia sido um estágio incrível do que nos esperava para nossa semana em Brotas. Aí que me enganei. Em nossa primeira viagem em família, nossas expectativas eram grandes, por isso houve frustração. Apesar de ser EXTREMAMENTE difícil viver uma vida sem expectativas, quando conseguimos somos mais gratos por tudo, porque se não esperamos nada, tudo que chega é bom. Para ter paz de espírito, resolvemos abdicar de refeições juntos (eu e o Lu) e seguimos criteriosamente a mesma rotina que aplicamos em casa com os meninos. Assim tivemos uma semana incrível em família com muito menos perrengues, birras e choradeira.

De novo, se o casal não estiver muito bem estruturado para passar por estes, digamos, “afastamentos”, de modo a encarar como uma fase e enxergando a parceria no criar e cuidar como um afrodisíaco nato, fica muito difícil a coisa não azedar. Para falar o português correto, é FODA! Mas é como encarar a vida como um grande desafio e criar jogos mentais para ir se auto-motivando. Ao mesmo tempo, dentro desta bipolaridade louca entre amar os filhos e a família e querer a liberdade e a ‘antiga’ vida de volta, as pequenas coisas funcionam REALMENTE como combustível. Pra mim, a gargalhada das crianças tira todo meu mau humor. Ou a imagem do Beni fazendo carinho no Mimi. Ou quando só o Beni consegue acalmar o irmão com uma brincadeira que só as crianças devem entender. E como é precioso nos forçarmos a enxergar a vida com os olhos deles, para ver belezas puras e singelas.

É tudo tão enlouquecedor. Tudo passa tão rápido mas demora tanto para passar. Pedimos tanto que eles cresçam mas ao mesmo tempo choramos porque não são mais bebês. É uma mistura tão bizarra que só quem passa por isso vai entender.

E embora seja FODA, o casamento e os filhos continuam sendo altamente recomendados por mim. Crescimento e amadurecimento mútuos; nada é parecido com isso. Nenhuma experiência. Nenhum emprego. Nenhuma viagem. Nada traz a vivência deste conviver. Nada!

Meu beijo, com amor, e já pensando nas próximas férias!

L.

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A primeira viagem de nós quatro – Texto de 21.06.2016

Atibaia, 21 de junho de 2016.

Ouvindo “Dia Especial”- Tiago Iorc.

Desde o começo do ano esperava pelo final de semana passado. Pensei com muito amor e carinho sobre como seria a comemoração do primeiro aniversário de casamento sendo pai e mãe de dois filhos, além dos quase 2 anos do Beni e também do primeiro trimestre completo do Miguel.

Eram muitos os motivos para celebrar a vida e a dádiva de ter uma família! Vibrei com uma intensidade infinita que todos nós estivéssemos com saúde e disposição para curtir o quanto possível este respiro da vida cotidiana, sempre tão insana.

São Bento do Sapucaí foi a cidade escolhida e a Pousada do Quilombo para a estadia.

Benício chegou querendo fazer amizade e jogando beijos para os tios e tias no restaurante da pousada; enquanto esperávamos pela pizza do jantar, a missão dele era convencer alguém a levá-lo até a sala da lareira ou ver o olhar de aprovação sobre a vontade incessante que ele tinha em sair correndo e subir e descer incansavelmente as escadas de lá. Quando viu que nem com toda simpatia conseguiria, iniciou a famosa birra. Tratamos de comer a pizza rapidinho porque tem horas que doutrinar é muito cansativo e nós não queríamos iniciar a viagem com ele chorando. Depois de comer pedaços da pizza de abobrinha, eis que surge “a visão”. Quando Benício vê uma criança, ele se transforma. Quer interagir de qualquer maneira! – e é muito gostoso de se ver, diga-se de passagem. A menininha, chamada Maria Vitória, ou Mavi, era uma fofura!! Ele quis chamar a atenção dela – como se chamando-a para brincar – e saiu correndo pelo corredor como um foguete; calculou mal o espaço, meteu a cara na cadeira, caiu, chorou por meio minuto, beijou a própria mão e passou na testa para se “auto sarar”, chamou a cadeira de boba, mostrou a língua e sorriu de novo para Mavi, que a esta altura já estava tranquila na mesa com os pais assistindo a “Pepa” em seu tablet. Mesmo chegando perto dela e olhando a telinha, o negócio dele era mesmo conseguir subir as escadas sozinho. Êita sapequice cansativa! É porque eu, como mãe, sempre imagino os perigos, enquanto ele só enxerga desafios a serem vencidos. Pois bem. Na hora de ir para o quarto, ele finalmente conseguiu o que queria! As palmas e o sorriso dele ao chegar do outro lado da escada foi impagável – e passou rápido a empolgação, porque ele logo já enxergou outras coisas para brincar e se desafiar.

Estava uma noite fria, então resolvemos acender a lareira. Para ajudar o pai, Benício ficou de longe soprando para fazer fogo – sem que ninguém o tivesse ensinado – e depois apontava para a lareira e para nós e dizia “enti” e “dodói”, querendo dizer que ali era muito quente e poderia fazer dodói. É quase poético quando a criança reproduz aquilo que acabamos de ensinar, mas só consigo pensar nesta beleza agora, porque logo depois desta quase frase, ele já começou a ficar inquieto por ter que ficar preso no quarto e tratou de arrumar outras coisas para fazer: pegou o telefone e discou para a “titia”, falando “alô, alô”, mas não de modo quieto. Era mais legal falar “alô” tentando subir no criado mudo para alcançar o objetivo de se jogar na cama. “Benício, vai machucar, filho. Fica quietinho um pouquinho” – repeti no mínimo umas trezentas vezes – sem sucesso. Depois de muito pular na cama, reconhecer o território, finalmente adormeceu. Miguel conseguiu dormir em seguida, já que com o irmão tão animado ficou difícil fechar os olhos antes – rs.

No dia seguinte, acordamos e troca um, troca outro – estamos saindo – um faz cocô, troca de novo e uma hora e meia depois, conseguimos! – “Vamos correr, está terminando a hora do café!”

O dia estava maravilhoso, um céu de brigadeiro e o restaurante tinha uma vista espetacular para as montanhas – e também para o parquinho que levava a uma ponte bamba e bem alta. Sentamos. Peguei goiaba, manga, pão e bolo para o Beni e não durou 10 minutos para a birra começar, porque o desafio da vez era sair correndo para ir não ao parquinho, mas atravessar a ponte e de preferência sozinho. – “Benício, Benício, vamos comer, filho. Precisa comer pra ficar forte e saudável igual ao dinossauro que você adora!”

– “Ã, ã, ã, ali, ali, ali, mamãe, mamãe, ali, mamãe, ali, ã, ã, ã, buáááááááááááááááááááá”

Nessas horas eu me lembro da professora Leila me dizendo que o desafio não é meditar quando existe silêncio e o momento colabora, mas sim quando presenciamos especialmente um momento de caos.

Respiro fundo, conto até trezentos e para não ver mais olhares de reprovação, vou até o parque com ele. – “No parque, porque tenho medo de altura e na ponte você só vai com o papai.”

Vinte minutos depois, o Lu chegou e fui finalmente tomar meu café. Ufa! Silêncio e uma vista linda de presente! Pensei em como a natureza é linda!

Estando todos alimentados e depois de Beni ter ido na ponte e querer descer correndo a área de paralelepípedos só pra ficar mais emocionante, encontramos um lugar plano para brincar, correr, jogar bola, tomar sol, nos divertir. Mas ali perto tinha um barranco. Meu filho aventureiro queria era ficar ali, na beiradinha, só pra ver o que poderia acontecer. Deusinho nunca foi tão solicitado para me dar paciência quanto neste dia!

A brincadeira durou cerca de duas horas e começou a choradeira. Miguel com fome e Beni com sono. Fomos correndo para o quarto e algum tempo depois, os dois dormiram simultaneamente.

Olhei para o Lu e depois do “ufa!”, eu disse: “Finalmente! Vamos tomar nosso vinho?”

Quando solteiros, tudo era diferente: o local escolhido era sempre o que não aceitava crianças, afinal, são realmente desagradáveis os ataques de birra e sempre queríamos privacidade total. O dia era todo tomado para passeios na cidade, ofurôs e massagens e a noite, para a lareira, o foundue e um vinho pra terminar a noite meio breacos, com aquela sensação gostosa que o álcool na medida traz. Uma completa despreocupação e “cabeça leve”.

Maaaas… estávamos comemorando nosso aniversário de casamento e agora temos dois filhos, ou seja, muita coisa mudou – senão tudo! Então, a regra é dançar conforme a música. Nós, enfim, tivemos nossa hora e meia de sossego, risada, uma garrafa de vinho vazia e a dúvida: sobre o que falávamos quando não tínhamos filhos?

Decidimos tentar ser mais criativos no assunto na próxima vez.

Os meninos acordaram, almoçamos em paz, passeamos mais um pouco e o fim de tarde chegava. Com previsão de muito frio, ficamos quietinhos (quando digo quietinhos entende-se juntos em um só ambiente, porque meu filho curioso de quase 2 anos ainda não sabe o que essa palavra significa) e 20h30 os dois finalmente dormiram. Pedimos nosso jantar no quarto, o Lu foi fazer massagem e eu fiz o que eu mais amo fazer quando sobra tempo: DORMIR. A alegria de deitar às 21h00 é realmente impagável, porque sei que, ainda que eu tenha o sono interrompido, o saldo final será positivo e eu acordarei bem humorada e descansada.

Dia seguinte, antes da birra começar, nos dividimos para ficar com os meninos e tomar um café gostoso e contemplador. Beni quis andar de bicicleta com o pai enquanto eu fiquei passeando com Miguel. E assim, seguimos a rotina do dia. Horas depois, respeitando a hora do soninho vespertino dos dois, eu e o Lu conseguimos almoçar na varanda do quarto, curtindo o silêncio tão sagrado que traz tanta paz. Conversamos sobre aquela vista linda das montanhas, sobre o verde, sobre o quanto as pessoas daquela cidade deveriam viver por 200 anos, sobre a contemplação, sobre nossos sonhos e futuro. Lembramos como chegamos até ali, relembramos episódios engraçados e dramáticos da nossa relação e depois de longos abraços que muitas vezes são tão acolhedores e curadores, os meninos acordaram e era hora de ir embora.

Lembra que deixamos os meninos dormirem o soninho da tarde? Pois então! Descobrimos na raça o quanto isso pode nos custar na hora de retornar pra casa. Filhos descansados e querendo sair do carro para brincar, waze mandando para uma estrada ‘uó’ e choro incessante. Na próxima, lembraremos de ir embora na hora do soninho e a conversa despretensiosa acontecerá no carro mesmo, de mãos dadas – rs.

Resumo da ópera: se você aceita que uma viagem com seus filhos vai te trazer momentos incríveis e outros estressantes, você cria a realidade correta em sua mente. Se os dois dormirem ao mesmo tempo, encare como um baita bônus. Uma coisa que eu e o Lu já estamos craques é olhar para estes momentos como verdadeiros presentes.

Não dá pra dizer que viajar com eles é relaxante e um convite ao descanso, mas dá pra imaginar o quanto estes momentos em família são importantes para a construção dos vínculos duradouros, para o treinamento de sentimentos como a paciência e também, para testemunhar a alegria ingênua de uma criança ao ver um tronco de árvore no chão e já imaginar um cavalinho.

Eles nos ensinam tantas coisas!

Cansaço e amor. As duas grandes palavras que resumem esta experiência.

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Em breve, teremos a nossa próxima viagem, se Deus quiser!

L.

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Os benditos 3 meses – Texto de 30.05.2016

Atibaia, 30 de maio de 2016.

Ouvindo “O Seu Olhar” – Seu Jorge

Oito dias atrás, foi mêsversário dos meus Pequenos Príncipes. Beni completou 1 ano e 10 meses e Guel finalmente completou seu primeiro trimestre de vida.

Eu já era mãe quando Miguel chegou. E foi impressionante o quanto fui/sou exigida de tantas e outras formas sendo mãe de dois. Lidar com um recém nascido é bem mais fácil quando já se sabe o que vem pela frente. O dia a dia é bem tranquilo e não há mais desespero com um choro mais forte ou o mais fraquinho, que indica a hora do sono.

A parte mais difícil sobre a chegada do Miguel foi lidar com emoções, especialmente as emoções do meu primogênito Benício.

Nestes três meses, vivi o que até agora foi o período máximo de exaustão. Noites maldormidas, filhos ficando doentes e exigindo colo, carinho e atenção redobrados, um dos períodos mais desgastantes no trabalho de meu marido e eu me sentindo impotente, sem saber o que fazer diante de tantas coisas que fogem ao controle.

Os “sinais” escondidos sempre me dizem: ‘acredita! tenha mais fé!’. E assim, vivendo um dia de cada vez, como se a ampulheta das 24 horas girasse a cada novo badalar da meia-noite, fomos seguindo, vivendo na exaustão temporária por ter dois bebês em casa com uma dinâmica totalmente diferente, mas também experimentando aqueles momentos mágicos únicos que nos renovam: as primeiras palavras do filho mais velho, os primeiros sorrisos e gargalhadas do filho mais novo, os abraços em família e nossos apertos na pequena grande cama de casal.

Não dá pra dizer que é o período mais fácil de minha vida, mas tenho preferido olhar com olhos de poesia cada pedido de colo e chamado de “mamãe” no meio da madrugada.

Meu único pedido ao Universo é que estejamos sempre cercados pela saúde. Para tudo, absolutamente TUDO se dá jeito na vida com saúde. O sono a gente recupera nos próximos anos… agora é hora de construir uma infância feliz e presente para nosso melhor legado: nossos filhos.

E que o ‘ENTREGO. CONFIO. ACEITO. AGRADEÇO.’ esteja cada vez mais presente e intrínseco em meus dias, meus pensamentos, meu caminhar…

Espalhamos o que somos. Simples assim.

Minha família é meu bem mais precioso ♥ Que venha a merecida onda zen…

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Dentro do círculo infinito da divina presença que me envolve inteiramente, afirmo: há uma só presença aqui, é a da Harmonia, que faz vibrar todos os corações de felicidade e alegria. Quem quer que aqui entre, sentirá as vibrações da Divina Harmonia. Há uma só presença aqui, é a do Amor. Deus é o Amor que envolve todos os seres num só sentimento de unidade. Este recinto está cheio da presença do Amor. No Amor eu vivo, me movo e existo. Quem quer que aqui entre, sentirá a pura e santa presença do Amor. Há uma só presença aqui, é a da Verdade. Tudo que aqui existe, tudo que aqui se fala, tudo que se pensa é a expressão da Verdade. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Verdade. Há uma só presença aqui, é a da Justiça. A Justiça reina neste recinto. Todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela Justiça. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Justiça. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus o Bem. Nenhum mal pode entrar aqui. Não há mal em Deus. Deus, o bem, reside aqui. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença divina do Bem. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus a Vida. Deus é a Vida essencial de todos os seres. É a Saúde do corpo e da mente. Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da Vida e da Saúde. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus a Prosperidade. Deus é Prosperidade, pois Ele faz tudo crescer e prosperar. Deus se expressa na Prosperidade de tudo o que aqui é empreendido em seu nome. Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da Prosperidade e da Abundância. Pelo símbolo esotérico das Asas Divinas estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria. A presença da Divina Sabedoria manifesta-se aqui. A presença da Alegria Divina é profundamente sentida por todos os que aqui penetram. Na mais perfeita comunhão entre o meu Eu Inferior e o meu Eu Superior, que é Deus em mim, consagro este recinto a mais perfeita expressão de todas as qualidades divinas que há em mim e em todos os seres. As vibrações do meu pensamento são forças de Deus em mim, que aqui ficam armazenadas e daqui se irradiam para todos os seres, constituindo este lugar um centro de emissão e recepção de tudo o quanto é Bom, Alegre e Próspero.
Assim Seja!

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Tchau, 2016. Oi, 2017!

Atibaia, 22 de dezembro de 2016.

Dezembro. Último mês deste ano que nem vimos passar.

Foi um ano dificilmente especial…

Janeiro começou com encontros de amigos; quis reunir o quanto pude todos eles em casa porque sabia que o primeiro ano na fusão mãe-bebê é especialmente isolador. Era o último mês de Miguel em minha barriga e meu Deus, como esta gestação passou rápido!

Fevereiro veio e com ele um carnaval animado, em família, acolhedor e divertido, destas coisas simples que são capazes de marcar nossas vidas. Neste mês, lembro muito particularmente de três episódios: o primeiro, no terceiro domingo, onde eu, Lu e Beni fomos passear pela praça da Matriz. Eu ali, emocionada, me despedindo da barrigona e vibrando luz e amor para um parto tranquilo. Que sensação! Que mistura de sentimentos!

O segundo aconteceu no nascimento de Miguel, na bênção dele ter chegado com saúde, no respeito pelas minhas escolhas, no receber pessoas no hospital como sempre sonhei e no não desgrudar do meu menino. Deus preparou para mim este grande presente, para tirar tudo que havia ficado de memória ruim no pós parto do Beni. Minha gratidão foi infinita!

E o terceiro, como não podia deixar de ser, deu-se no primeiro encontro entre os irmãos. Nunca vou esquecer daquele momento, do amor sendo construído pelo Mimi e da angústia que eu sentia em saber que Beni ia precisar de tempo e espaço para se acostumar, se adaptar a nossa nova realidade familiar. No meio de tanto sentimento, agradeci a Deus por ter tido a oportunidade de amamentar. E por ter tido um puerpério mais tranquilo.

Em março, ganhamos de presente da Mimas nossa primeira sessão de fotos em família. Foi muito especial registrar depois de 19 dias do nascimento do meu Pequenino o caos e o amor compartilhado, o sorriso tímido do Beni, o olhar de quem ainda não estava entendendo o que acontecia. Foi um mês de grande turbulência emocional. Os dois ficaram muito doentes, assim como eu e o Lu. Mas, dia após dia, tudo passou.

Em abril, mais desafios. Beni teve sua primeira estomatite. Começou a ter terror noturno. Mimi com bronquiolite. Os dois precisando de tantos cuidados e eu mesma precisando precisando tanto de uma pausa. Chorei. Como eu chorei! Mas também ficou pra trás. Sorte ter sido mês da Páscoa – o santo chocolate ajudou muito. O que valeu muito neste mês foi a visita da nossa amiga amada Dezinha, que veio conhecer o Mimi, contar sobre sua nova vida e onde passamos um dia muito gostoso, só com um bom papo, um bom vinho e boas risadas.

Maio veio para florescer o primeiro trimestre desafiador e nos presenteou com momentos mágicos, encontros com amigos, dia das mães especial, nossa primeira ida ao parque juntos em família, nossa primeira ida a Aparecida do Norte para agradecer a nossa Mãezinha por tantos desafios enfrentados e superados. Foi um mês e tanto. Também recebi auxílio divino para me mostrar um meio de conseguir me sentir eu mesma, e a propaganda de um curso sobre Gestão Escolar pela Esapq/USP apareceu bem na minha frente. Iniciei meus estudos no MBA e passei a me sentir muito feliz por voltar a estudar e fazer algo por mim.

Junho foi muito esperado. Alguns episódios muito significativos marcaram este mês.
Viajamos pela primeira vez para celebrar nosso primeiro aniversário de casamento com a família completa. Foi um final de semana inesquecível, onde eu e o Lu pudemos enfrentar dores e delícias de viajarmos sozinhos com nossos filhos com demandas totalmente diferentes. Foi amorosamente enlouquecedor! Outra vivência marcante, aconteceu na festa da lanterna da escola do Beni; eu e o Lu vivíamos a exaustão que ter dois filhos em casa traz, e nesta festa nos emocionamos muito quando nos foi pedido que colocássemos todos os desafios enfrentados em um papel para que o fogo levasse e restabelecesse a harmonia e o amor; chorei muito, me emocionei muito. Parece ter sido uma resposta à renovação de esperanças que eu pedia a Deus. Ficou marcado no coração! Além disso tudo, conseguimos almoçar juntos no Dia dos Namorados. Simplicidades da vida, tão valiosas. E pra fechar um mês abençoado, teve também um show gratuito em SP só com meu Amado do Paralamas, Kid Abelha e Nando Reis, onde fui presenteada com a presença de Dado Vila Lobos tocando Legião, o que me fez EXPLODIR de amor.

Em julho fomos abençoados com dias de sol absoluto em nossa semana de férias em Brotas. Foi uma viagem muitíssimo especial onde nos conectamos com nossos Pequeninos, estávamos presentes 100% e nos divertimos muito. Cansaço a parte, foi tudo muito gostoso! Com o Lu de férias, pudemos comemorar juntos o aniversário do Beni na escolinha e preparar uma festinha simples mas muito amorosa aqui em casa. Ele ficou muito feliz e nós mais ainda por esta oportunidade de celebração da vida de nosso menino.

Em agosto, comemoramos a vida de muita gente querida. O dia dos pais foi especial. Encontramos amigos, meditamos luz pelo nosso lar, restabelecemos nosso equilíbrio, Lu entrou em seu 36° ano de vida e agradecemos a oportunidade de vivermos juntos, de compartilharmos histórias de vida e de tanto ensinamento mútuo.

Setembro, mês sempre especial: fomos ver os dragões com o Beni, que ficou encantado! Eu e o Lu tivemos nosso momento indo assistir ao musical Cartola, pré comemorando nosso 9° aniversário de namoro. Comemorei meu aniversário na praia, como sonhei. Foi muito especial a entrada dos meus 31 anos… tanto a agradecer! No dia de Cosme e Damião, tive uma visão linda: éramos eu, Lu, Beni e Mimi – todos crianças – brincando juntos e plantando árvores no quintal de casa. Foi muito emocionante este momento, porque senti uma conexão com o divino latente. Um momento mágico.

Sendo assim, em outubro, resolvi comprar as árvores para plantar. Beni não estava muito bem, de novo com amidalite, mas desta vez apesar da febre, não perdeu apetite e ficou disposto. Foi uma grande aventura pra ele plantar e regar seu pé de goiaba – sua fruta favorita – junto com o avô. Trouxemos VIDA a nossa casa através dos pés de goiaba, limão, mexerica, romã e da minha planta favorita: dama da noite. Mais uma vez, fomos a Aparecida do Norte agradecer. Pedir proteção. Renovar nossas forças de fé, nos permanecer nutridos de amor e união e nos reconectar com nossos mentores para estarmos sempre atentos ao melhor caminho a seguir, pedir que nossa intuição nos leve às escolhas determinantes com paz no coração. Também tivemos nosso segundo ensaio em família com a Mimas. Lindo. Divertido. Emocionante.

Em novembro, Mimi já estava maior e começou a engatinhar. Esta é uma fase linda de início de liberdade, mas por outro lado, não conseguia mais fazer nada sozinha. Era hora de tomar a grande decisão de colocá-lo ou não no berçário. Optamos pelo sim. Dia 29 de novembro, meu Passarinho começou seu voo junto com o Beni. E eu pude pela primeira vez estar realmente só – e como isso me fazia falta! Com esta grande oportunidade de fazer o que quisesse com meu tempo, fiz um curso chamado “Fazer a Ponte”, sobre um sistema de educação que gosto tanto próximo a Porto, em Portugal. Esperança pela educação!

 

Enfim, chegamos a dezembro. Um mês inesquecível. Dia 16, 3 meses após completar 31 anos, tive um sonho lindo, adicionado a sinais latentes sobre novas possibilidades. Isso fez vibrar e acelerar meu coração. Certas adrenalinas só fazem bem e pensar na possibilidade real da realização de um grande sonho, um grande projeto, traz grande renovação para a vida.

♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥

Faço sempre questão de olhar carinhosamente mês a mês para relembrar o quanto Deus age em meu dia a dia, o quanto termos fé e buscar equilíbrio é sempre fator crucial para vivermos bem. Se olharmos sempre para o plano geral, muitas vezes só enxergaremos cansaço em nosso dia a dia, mas existem tantos momentos mágicos escondidos em cada virada das 24 horas que só podemos agradecer por tamanhos presentes diários.

Além de tudo que nos aconteceu, tivemos saúde, disposição para enfrentar os desafios e arregaçar as mangas para pensar em possibilidades para o que sabemos que pode ser mudado, transformado, melhorado.

Pra mim, foi um ano BOLHA. Poucos amigos restaram, mas os que ficaram são de uma qualidade tremenda, que trazem paz e aconchego ao meu coração quando preciso de auxílio ou colo, e que vibram quando divido alegrias! Fiquei em minha própria casa grande parte do tempo e isso me ajudou a fortificar meu lar, fortificar meus laços comigo mesma e com minha família, minha maior bênção. O que vivi com meu marido e meus filhos é inexplicável, é uma experiência única onde cada um aprendeu e ensinou muito e por toda esta vivência me sinto lisonjeada. Pelo meu abrir de olhos. Por buscar novos conhecimentos. Pela capacitação. Por enxergar tantas possibilidades. Pelo início da quebra de tantos bloqueios emocionais. Pela quebra das amarras. Por tudo.

E por ainda termos tanta vida pela frente, e por ter sonhado com ela esta noite, tenho como minha música do ano Vilarejo, da Marisa Monte.

Que o vento bom areje e permaneça.

E que os Anjos digam Amém.

Minha mensagem de fim de ano, enviada pela minha mãe para mim, é o que eu desejo a vocês:

“Eu estive pensando sobre o que poderia desejar-lhe além das bênçãos de saúde e felicidade; te desejo um ano abençoado por Deus com festas e comemorações, com pais saudáveis e filhos felizes. Desejo-lhe tranquilidade e noites bem dormidas. Jornais com boas notícias e projetos de paz. Desejo-lhe muitos cafezinhos cheios de boas conversas, livros bem lidos e trabalhos bem feitos. Que as idas a farmácia sejam por cosméticos e não remédios e que as idas ao mercado sejam por chocolates e não por dietas. Eu quero que você seja amada, querida e respeitada. Que os homens da sua vida te tirem o batom e não o rímel. Te desejo tantas coisas… boas mamografias, bons exames médicos e se necessitar de injeções, que sejam de botox e não de antibióticos. Que ninguém te faça chorar e que você cante bem alto no carro quando estiver sozinha. Que tenhas um ano com férias, feriados, viagens e escapadelas. Que não te falte nada e que não te roubem nada. Desejo-lhe risadas e gargalhadas, daquelas que fazem chorar. Risos daqueles que afugentam os medos e eliminam as rugas…Te desejo mel nos seus desafios e mel nos momentos amargos. Muito sucesso e saúde durante todo o próximo ano e que Deus te abençoe e te acompanhe sempre.”

 

Meu beijo,

L.