Publicado em Vida real

“A vida cabe na sala de casa”

Atibaia, 17 de julho de 2018.

Ouvindo “Olha” – versão da Ivetinha.

Um dia comprei a revista Vida Simples e a primeira frase que li quando abri a revista foi esta, escrita por Ana Holanda: “a vida cabe na sala de casa”.

Pensei em minha própria trajetória e me lembrei de momentos lindos que aconteceram nas tantas salas onde morei e visitei: a família reunida aos domingos para almoçar na cada de minha avó materna – não cabíamos todos na cozinha. Éramos mais de 20 pessoas comendo com os pratos nas mãos, sendo felizes e compartilhando a alegria em estarmos juntos. Se tinha jogo do Botafogo então…

Na sala da primeira casa onde morei em Atibaia me lembrei dos tantos jogos de tabuleiro que joguei, onde aprendi a brincar de “Jogo da Vida” – ainda criança, sem saber que a realidade do Jogo da Vida não era tão simples assim…

Foi também na sala onde aconteciam os momentos com a família completa, com meu pai cortando laranja pra todo mundo – ou cortando minhas unhas das mãos e dos pés.  

Foi na sala que descobri amor por assistir aos jogos de vôlei só em ver a empolgação do meu pai. Ou no gosto pela leitura quando via minha mãe lendo…

Na sala da casa das minhas melhores amigas da infância comi muito Bono com leite enquanto choramingava meus dramas existenciais ou planejava minha próxima tentativa de fuga – rs.

Dormi muito no sofá da sala assistindo a filmes, roubei muitos beijos do Lu. Era a sala o lugar onde eu ficava esperando ele voltar do plantão. Foi na sala onde sentei com amigos para petiscar e celebrar a vida – seja brindando com vinho, ou não!

Decorei com flores, porta-retratos, fiquei de pernas para o ar.

A sala foi o lugar onde passei a maior parte do tempo quando meus filhos nasceram. Entre sonecas, choros, cólicas, madrugadas, balanços, estão lá gravadas as minhas grandes memórias afetivas.

Foi também na sala onde soube como seriam os próximos passos da minha nova trajetória profissional, tendo como bônus a descoberta que trabalharia com meu melhor amigo. (Sem saber ainda que daria certo trabalhar também com o Lu).

Chego à minha sala atual, espaçosa, onde todos os dias jogamos bola, assistimos ao programa “Que Seja Doce”, contamos estórias, jogamos o colchão para o filme com pipoca ser mais confortável.

É ali na sala o lugar onde relaxamos, onde o incenso fica depois de já termos realizado a defumação e vibrado amor por todos os cantinhos da casa. É na sala onde existe bagunça, porque existe vida.

Como foi possível a leitura de uma simples frase me levar a todos esses momentos inesquecíveis? Bom mesmo foi acessar todas essas memórias e ter a certeza de que tudo que resgatei está diretamente relacionamento ao verbo SENTIR.

Pra mim, só assim vale a pena.

Meu beijo,
L.

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Uma alma pulsante!

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