Publicado em Vida real

“O mundo anda tão complicado”

Atibaia, 29 de outubro de 2018.

Ouvindo “O mundo anda tão complicado”, de Legião Urbana

Não teve como não ter Legião Urbana como trilha sonora depois dos últimos acontecimentos. Perdi as contas de quantas vezes ouvi “Metal contra as nuvens” ontem… um repeat louco de 11 minutos. Já falei aqui no blog o quanto adoro esta música; ela tem ‘humores’: ora fica lenta, ora fica pesada, ora calma. Termina com esperança.

“{…} E nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz, teremos coisas bonitas para contar. E até lá, vamos viver, temos muito ainda por fazer, não olhe para trás, apenas começamos, o mundo começa agora, apenas começamos.”

Assim como nós na vida real precisamos ter agora.

Tirei da trilha sonora o repeat e começou a tocar “O Mundo Anda Tão Complicado”.
Não sei se é meu estado de sensibilidade aguçado, se foi a cerveja que tomei pra relaxar hoje a noite ou se o pós adrenalina, mas esta música fez eu me acabar em lágrimas. E olha que ela parecia inofensiva.

É que a música tem esse dom de nos levar para alguma fase importante da vida. Eu me lembro quando cantava essa música para o Lu.

Tínhamos manias tão bobas quando não tínhamos filhos. Eu sempre acendia a luz do quarto quando acordava pra ele se irritar. A gente sempre escovava os dentes juntos no banheiro. Ele sempre me chamava de ‘Pequena’ e eu adorava – achava lindo! Era tão gostoso quando nossos finais de semana eram regados de filmes, pizza, colchão na sala e cobertores. Ou quando abríamos um vinho para preparar nosso almoço ou jantar com calma.

A gente não esquecia nem um dia 20 sequer. Sempre chegava um e-mail inesperado ou achávamos um bilhetinho escondido no dia do nosso aniversário. (Bilhetes inesperados e manuscritos sempre foram e sempre serão o meu melhor presente.) 

Mas no meio de tantas coisas perdidas, uma mania resistiu: a de brindarmos em cada bebida que tomamos juntos. E a gentileza dele de abrir a porta do carro para mim.

Fomos ao chá bar de uns amigos no último sábado.
Na brincadeira entre os noivos, participamos do nosso jeito.
Perguntaram a eles: “qual o sentimento que o noivo/a mais ama e o que ele/a menos gosta?” Virei pra ele e disse: “E se fosse com a gente? Tenho certeza que o sentimento que mais te incomoda é a injustiça!”
Ele disse: “E o seu é a ingratidão”.

Ele estava certo – eu também estava, só pra constar. 

Tão diferentes. Tão iguais.
Neste mês de outubro que, graças ao bom Deusinho está acabando, muitas coisas aconteceram. Pareceu um ano em um mês.

Tudo virou de cabeça pra baixo de novo. Mas estamos aqui, cansados, mas felizes por estarmos juntos, com saúde, com nossos filhos. Sejamos gratos pela oportunidade de estarmos caminhando uma jornada de tanto amor, alguns desacordos, algumas caras feias, mas muito respeito e especialmente, vontade de seguirmos olhando juntos para a mesma direção.

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
É a chave o que sempre esqueço

(…)

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor

É tudo novo de novo, meu Amor.
Já diria Paulinho Moska, ‘vamos nos jogar onde já caímos!’ 

Eu amo você.
Ainda falta tanta coisa…

Meu beijo,
Lillica.

Autor:

Uma alma pulsante!

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