A renovação do amor.

Atibaia, 17 de fevereiro de 2019.

Ouvindo “Um Amor Puro” – versão Iza e Gadú

“O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar…”

Eu precisava escrever. Depois de presenciar dois casamentos inesquecíveis nos dois últimos fins de semana, não dava para não registrar. No ano em que completamos 10 anos de casamento, com tantas fases de altos e baixos, estar presente nessas celebrações foi muito especial.

O casamento da Rê e do Junior nos tocou muito. Eu e o Lu andávamos muito fragilizados emocionalmente por diversas razões; parece que aquele dia nos reconectamos.

Começou com a Re entrando ao som de ‘La Vie en Rose’, música que me lembrou Paris e nossa última viagem juntos e sozinhos (mas com Beni na barriga). Foi um momento muito especial de nossas vidas e um monte de coisa passou pela minha cabeça. Lembranças da gente feliz, numa viagem sem roteiros, parando em parques, sentindo o pulsar da cidade do amor. Eu me apaixonei pelo Lu olhando uma foto dele em frente à Torre Eiffel. Ele me ‘pediu’ para nosso Deusinho em Notre Dame.

Ouvir La Vie en Rose naquele momento foi relembrar o ponto inicial disso tudo. Parecia que era mesmo o Universo dizendo: preste atenção aos sinais que vocês terão grandes emoções.


Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l’homme auquel j’appartiens

E foi por causa desta foto que eu me apaixonei.

Ouvi o Junior olhar para a Rê e dizer que apesar de eles morarem juntos, ele sentia a falta dela todos os dias. A Rê comentou sobre todo bom coração do Junior, sobre sua alegria, bom humor e espontaneidade.

Essas frases soaram como nossas velhas conhecidas. Eu me lembro de sentir exatamente isso tudo… olhamos um para o outro neste momento e, já chorando muito, nos abraçamos. Era como se soubéssemos o quanto andamos com essas sensações adormecidas, mas que elas permanecem ali, em algum lugar quentinho do nosso coração… e que em breve tudo voltaria ao normal.

Curtimos muito. Dançamos muito. Nos beijamos muito. A sensação do toque de quem a gente ama é maravilhosa, ainda mais quando há muito tempo não há um momento assim, onde podemos nos dedicar exclusivamente um ao outro, sem dividir atenções, sem ter o diálogo interrompido.

Lembrei dos nossos votos em todas as vezes que casamos. Lembrei do começo do nosso namoro, onde ficar na casa dos seus pais aqui em Atibaia do lado de fora olhando as estrelas e conversando sobre a vida nos bastava. Lembrei da nossa simplicidade. Lembrei do nosso amor.

Foi um dia muito especial. Uma dose de fôlego e o resgate de quem somos originalmente. A nossa essência.

E aí, chegou este final de semana.
Eu não estava acreditando que seria a primeira vez depois de 4 anos e 7 meses que eu e o Lu iríamos dormir longe dos meninos e poderíamos curtir o casamento do meu irmão e da minha cunhadinha sem pensar na madrugada e em acordar as 6h do dia seguinte.

De tão utópica a notícia, lembro de ter feito apenas uma sutil celebração, tamanho medo da ‘zica’ que poderia acontecer. E aconteceram.
No dia anterior ao casamento, o Lu – que tinha planos de estar mais cedo em casa para dormirmos mais cedo e estarmos descansados – chegou 00h50 em casa, exausto.

No dia seguinte, a moça que ficaria com as crianças aos 45 do segundo tempo disse que não conseguiria mais vir; meus sogros amados nos salvaram. E enfim, assim que entramos no carro, respiramos aliviados. Assim que ligamos o rádio, começou a tocar “Sunrise”. Nunca mais tínhamos escutado nossa música juntos. Ali nos emocionamos e eu soube que era o sinal de Deus me dizendo que tudo ficaria bem. Pegamos a estrada com o porta-malas carregado e felizes.

Chegando na casa dos pais da minha cunhadinha, a emoção tomou conta.
Eu e minha irmã falamos sobre a alegria da Nat, sobre como ela é apaixonante, sobre como ela faz do meu irmão uma pessoa melhor.

Ouvi depoimentos lindos de amigos falando sobre a importância da amizade, sobre o quanto o medo fica pequeno quando temos amigos, sobre o quanto existem aquelas amigas especiais que deixam a vida tão mais leve e nos mostram outros caminhos até mesmo para nossas verdades absolutas. Pensei tanto na Isa e na Li, materialização de tudo isso que foi dito. Chorei de saudade da presença física e do abraço das duas.

Outro depoimento falava da importância do diálogo nas relações – sobre o quanto ele é fator fundamental pra fazer dar certo. Já outro falava sobre a diferença dos relacionamentos: os que mais se parecem com um jogo de tênis e os que preferem jogar frescobol. Fiquei muito feliz em saber eu e o Lu estamos jogando frescobol despretensiosamente na praia. 🙂

Chorei, sorri, pulei, cansei, descansei, me esbaldei. Bebi. Fiquei trilili. Eu e o Lu nos acabamos quando começou a tocar “Um Anjo do Céu” – música que ele cantava para o Beni assim que chegamos em casa após seu nascimento e alguns dias de UTI. E na sequência, quando tocou “Dona Maria”, a música que eles amam cantar.

Pensei no quanto aquele momento era mágico, mas na alegria em saber que temos nossa família – e que exatamente por isso aquele momento tinha um sabor mais especial.

Curti com meus pais. Dancei com a minha irmã. Grudei no Lu. Acabados de tanto sentimento exacerbado, chegamos ao hotel e depois de um banho quentinho em um chuveiro delicioso, aquela cama incrível e confortável nos esperava para uma noite dos Anjos.

Foi tudo perfeito. Até a ressaca.

Que este sentimento de pertencimento e de amor siga pulsando firme, forte. Que a rotina seja reinventada. Que o diálogo persista. Que o humor não falte. Que as viagens oxigenem nossa vida cotidiana, por vezes tão pesada. Que sigamos unidos, protegidos, abençoados por Deus e por nossos anjos amigos. Que não nos falte fé e vontade de fazer dar certo.

Eu amo nós dois juntos. Eu amo nossa família. Eu amo o que construímos.
E que estes momentos tão importantes de toque e olho no olho sejam frequentes. Quando estamos bem, tudo fica bem.

Valeu, Deusinho. Você foi incrível.

Meu beijo,
L.

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