Há 10 anos bem casados.

Atibaia, 20 de junho de 2019.

Ouvindo “Calma” – Pedro Capó

Só porque você está viciado nesta música…

“Vocês não têm preguiça de ser feliz…”

Um dia, a Paulinha me disse esta frase quando soube que eu e você nos mudaríamos de novo. Hoje, vejo o quanto ela faz sentido.

Decidimos juntar nossas escovas de dentes cedo. Não fazia sentido a vida longe… e em janeiro de 2009, lá fomos nós para nosso primeiro apartamento na Vila Ipojuca.
Tão lindo. Tão nosso.

A ideia de casar no papel veio de você. Agendamos a data no cartório. Fomos escolher nossas alianças. Lembro até hoje de você dizendo que não usaria antes de casar.
“Incomoda…”
No dia de buscá-las, veio a pergunta:
“Quer usá-la na mão direita até o dia de assinarmos os papeis?” rs…

A melhor parte de recordar estes nossos 10 anos de casamento, Duri, é lembrar com emoção daquele dia 20 de junho. Cada detalhe. Minha mãe aparecendo de surpresa. A Lu aparecendo de surpresa. Nossos amigos reunidos mesmo sabendo que não poderíamos oferecer luxo algum. Relembrar a vaquinha deles comprando chopp a mais porque ninguém queria ir embora.

Eu amo pensar que este sentimento de amor que nos une é capaz de criar um campo magnético que atrai para perto de nós essas pessoas queridas e especiais, amigos de toda uma vida.

Foram tantas situações nestes 10 anos.
A saudade que nos acompanhou quando você trocava de horário, de programas, de canal…
Você desempregado. Eu desempregada. E justo no 1º ano de casamento.
Sua ida à África. Minha primeira viagem de avião e internacional. Alguns empregos. Alguns CEPs. Mudanças… quantas mudanças. Físicas, emocionais, materiais.

Viramos adultos de verdade. Por vezes chatos de verdade.

E entre tantas mudanças, algumas coisas permaneceram as mesmas.

Seus apelidinhos fofos. Sua mania de tentar cantar mesmo sem saber nenhuma letra inteira das músicas, mas com uma vocação nata para compositor de novas canções a partir da melodia – rs. Sua mania de passar a mão nos meus cabelos. O café da manhã preparado todos os dias por você. Abrir a porta do carro. Brindar a cada nova bebida. Beijinho na testa + sinal da cruz quando vamos nos despedir. Abraço esmagante no reencontro, antes de voltarmos para vida adulta. As vitaminas separada toda manhã. Quando dá – rs – escovar os dentes abraçadinhos. Suas descobertas de músicas legais que eu só digo que são legais depois de ouvir algumas vezes – rs.

Dez anos. D E Z A N O S.

Uma década nos reinventando, nos tornando diferentes a cada dia e tornando a nos escolher a cada dia. É bem verdade, não temos preguiça de ser feliz. E nossa inquietude me traz muito orgulho, apesar de às vezes ser enlouquecedor.

Dez anos. Duas cachorras. Dois filhos.
Um longo exercício diário de escutatória. Longos silêncios ensurdecedores. Respirações longas na tentativa de não descontarmos um no outro – ou nas crianças – nossas próprias frustrações e falta de respostas, mas com uma vontade real de continuarmos seguindo de mãos dadas.

É preciso força de vontade para fazer uma relação durar. Uma dose grande de respeito mútuo. Depois dos filhos, uma resiliência sem igual. É preciso parceria. Cafuné em dias difíceis. Cafuné em dias de paz. Abraços reconciliadores e revigorantes. Olhares que só a intimidade é capaz de traduzir. É preciso compaixão com a fase individual da vida de cada um. Paciência. Paciência. Paciência. Repetidamente paciência. É preciso uma ajuda extra dos astros para que nos dias de estresse da minha parte, te sobre calma. E vice-versa. É preciso conversa, franqueza, clareza nas expectativas. É preciso interesse real um pelo outro.

Mas também é preciso tempo individual. Choro no banheiro pra acalmar. Aquela olhadinha pra cima pra bater um papo reto com Deusinho. É preciso amor próprio. Amigos que te escutem, mas que nem sempre concordam com você e te mostram um novo ponto de vista. Acolhimento. Carinho. Limites.

São muitas variáveis pra fazer um amor seguir durando “na alegria e na tristeza”. E nesta jornada, acho que a felicidade está muito mais em nosso olhar sensível que em qualquer outra coisa. Porque perrengues a gente tem de sobra, mas nem por isso deixamos de agradecer pela dádiva deste reencontro. Da nossa história. De seguirmos escolhendo ser dois inteiros que se completam.

Que Deus nos abençoe, Duri. Abençoe nossos propósitos, nossa inquietude, nossos caminhos. Que nos dê saúde, prosperidade. E que, acima de tudo, nunca nos falte amor e proteção para nós e nossa família equipe gente fina.

Ainda falta tanta coisa.

Dez anos. E é só o começo.
Te amo. Até que nunca acabe.
Feliz nós!
Quer casar comigo? 🙂


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