Publicado em Vida real

Dia 31.

Atibaia, 16 de abril de 2020.

Ouvindo “Drão”, de Gilberto Gil

Tô aqui ouvindo ‘Drão’, lembrando do filme delícia “Todas as Canções de Amor” – se você ainda não assistiu, vale a pena!

31 dias de Quarentena.

Beni hoje quis tirar a rodinha da bicicleta, mas tá bravo porque a bike dele é pequena.
Ele e Mimi tiveram um momento ‘super irmãos’ que durou pouco; Mimi deu um gole na água do Beni e a guerra começou.

Ó céus.

Demos nossa caminhada matutina e tomamos um pouco de vitamina D.
Comecei a assistir de novo meu curso do Officeless; fico encantada com a cultura de trabalho remoto, com tanta coisa a aprender.

Baixei mais livros na Amazon e comprei meu kindle.
Agora tô que nem criança em noite de Natal esperando pelo presente.

Ler tem sido uma maneira de mesmo aqui em casa, “fugir” para um mundo diferente.
Reli uma frase de Caio Fernando e já vou eu no meu mundinho imaginário, pensando nele no canto de um banco de casa com seu cigarrinho e me dando o conselho:

“Ô menina, veja bem… Ouça uma boa música, leia um bom livro e bola pra frente. Pode parecer clichê, mas funciona. Vá por mim.”

Eu acredito, Caio F.

Ontem os meninos estavam com meu celular e recuperei um velho hábito: o de fotografar com a câmera. Saí pelo condomínio em pesquisa de campo.

Vi incontáveis passarinhos voando. Pensei na liberdade.
Vi o coqueiro criando uma super sombra no chão. Pensei em nossas luzes e sombras.

Voltei pra casa e ganhei um abraço do Lu.
Aqueceu meu coração… fiquei incrivelmente mais calma.

À noite, enquanto ele fazia panqueca com as crianças, revisitei os controles administrativos da Prosperidade, fiz as previsões para maio, conversei com o Lu sobre este momento de vida.

Adorei um grupo criado pela Mazí para falar a “real” de como cada mãe anda neste período de quarentena. As dores, as delícias, os monstros internos de cada uma, o que tem sido bom.

Prometi que ia listar algumas coisas boas para tentar permanecer mais na minha ‘luz’ que na minha ‘sombra’, mas confesso que me permitir falar a real para o grupo foi libertador.

Compreender e ser compreendida por um grupo afim. Às vezes a gente só precisa disso.
Hoje já me sinto melhor. Consegui até fazer uma lista. Ó que jóia! 🙂

Das coisas boas pessoais:
– Passar menos tempo escrava das redes sociais
– Ler mais livros, agora virtualmente
– Voltar a fotografar
– Agora voltar a escrever no blog
– Descobrir minha tribo de pessoas reais

Das coisas boas em família:
– Os meninos estão mais particiipativos nas tarefas de casa
– Estamos dormindo até mais tarde e descansando mais
– Eles estão felizes por estarem com nós dois em casa
– Estamos orando mais em casa, praticando mais a gratidão

Das coisas boas em casal:
– Colocar alguns pingos nos is pra não adoecer
– Falar e ouvir
– Fazer planos para quando isso tudo acabar

E assim, vamos caminhando.
Um dia de cada vez.

De modo geral, esta imagem resume bem minha quarentena:

Vamo que vamo!
Lillica.

Autor:

Uma alma pulsante!

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