Atibaia, 19 de junho de 2020.

Ouvindo “Vilarejo”, da Marisa Monte.

Escolhi essa música porque está na minha história e na delas também. Telma e Fabi. Elas que fazem parte dos fios condutores da minha vida.
Por este encontro nesta vida, tenho muito que agradecer ao Sérgio, ao Bruno, à Inbound Soul, porque foi a partir do entrelaçamento destas vidas que cheguei a elas e à Diálogos.

Tive o prazer de atendê-las como clientes da agência em 2008, e neste tempo, com algumas pausas, nos reencontramos em janeiro de 2020 para um novo período de trabalho juntas, sem sequer imaginar que o isolamento social nos traria tanta intimidade e proximidade.

O que acontece nesta relação pessoal-profissional está muito além das horas mensais de consultoria. Está na escuta, está na preocupação comigo, está na minha preocupação com elas, está na emoção em fazer parte deste movimento que traz tanto para tantos educadores, está neste entusiasmo por cada nova ideia, por cada novo projeto, por casa olhinho brilhante e também, pelo partilhar da exaustão mental em tempos de inovação.

Amo nossos encontros semanais. Me arrumo, passo perfume, maquiagem.
É que com elas posso exercer mais papéis que apenas o da maternidade.
Ouço atentamente, mas também sou ouvida.
Então, é troca o tempo todo.

Esta relação está muito além do que as palavras podem explicar.

Eu ando mais sensível que o normal. Esta semana especialmente.
Então tô mais na minha, quietinha, vivendo as horas, os momentos, os segundos e sem querer tanto me conectar. Nem pensar. Nem nada. Só abstrair. Esperar passar.

Daí que nesta semana especialmente especial, vou à portaria retirar uma encomenda.
Era um envelope laranja, velho conhecido meu.

Já na etiqueta do destinatário, uma alegria: “À Querida Lillian Ambrosio”.
Abri. Tinham lá dois livros incríveis e uma cartinha.

Quanta troca desde o início desta pandemia. Quanto cuidado. Quanto acolhimento.
Por vezes me comporto como filha, n’outros como irmã.
E esta linha tênue de envolvimento já não temos mais.
Já conheço as expressões. Os olhares.
Tudo ficou tão nítido, mesmo olhando nos olhos através das câmeras.
Como é bom estar na vida de vocês.
Nunca vou esquecer tudo isso. Nunca mesmo.
Vocês ressignificaram. Transformaram.
É isso. Naquele 2018, quando a palavra do ano de vocês foi ‘transformação’, eu também fui transformada. Pra melhor, depois deste encontro.
Gratidão por me permitirem viver a educação a partir de vocês.

Meu beijo,
L.

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