Quem sou eu?

Atibaia, 21 de setembro de 2020.

Quem sou eu?


A frase ecoa em mim. Provocação vinda do curso #fotolegenda♥. 

Já respondi a essa frase outras vezes, mas não em tanta profundidade. Escolhi Claire de Lune para me inspirar, uma de minhas músicas favoritas da vida (hoje!). Provavelmente em minha definição de “Quem sou eu” da minha época de adolescente, a música escolhida seria “Você é Linda”, do Caetano Veloso (rs)

Tendo dito isso, começo me descrevendo como uma mulher romântica, apaixonada. O mapa astral diz que é culpa da Lua em Libra, já que não poderia vir de Virgem com ascendente em Capricórnio. Sou apaixonada pela vida, sou apaixonada em fazer e receber declarações de afeto. As pequenas gentilezas cotidianas fazem meu coração vibrar muito! Sempre acreditei em um amor longo, duradouro… leve! Ouvia meus pais rindo quando morava com eles e pensava: “quero um amor bem humorado” – o Universo entendeu direitinho. 

Sou a única de 3 irmãos que não nasceu com olhos claros e que achava que era adotada por isso – até olhar para as mãos do meu pai. Não gosto de ler biografias. Gosto de sentir a natureza, deitar sob uma árvore e observar o vento balançando suas folhas, ou parar em frente ao mar e ver o indo e vindo infinito. Tiro fotos diárias do céu para entender mais sobre finitude, sobre o momento presente. 

Tenho pés grossos de tanto andar descalça. Amo abraçar árvores. Detesto discussões… sou capaz de escrever tudo que sinto e queimar no fogo para transmutar a falar verbalmente. Mas tenho tentado mudar isso porque descobri em terapia que isso está vinculado ao meu autocontrole e ao que os outros vão pensar. 

Tenho isso arraigado em mim, esse medo de magoar, machucar, de não atender a expectativa do outro. 

Sou calma – mas teimosa. Minha maternidade me ajudou a não planejar tanto (começando pelas próprias gestações em si). 

Gosto da relação de confiança que as pessoas têm em mim. Sou muito disciplinada quando o assunto é trabalho, mas a disciplina da prática de esportes não é muito minha praia. Sempre fugi das aulas de Educação Física, um dos motivos pelos quais as meninas do 2º ano me detestavam – já que não formava time suficiente. Mas quando faço, prefiro os exercícios introspecção – yoga, natação (desde que a piscina esteja bem quentinha). 

Apesar de amar natureza, cachoeiras me trazem certo pânico, porque sempre acho que algum animal chegará irritado por estar invadindo seu habitat natural. Entrar em lagos ou cachoeiras em saber onde estou pisando também me dão agonia. Acho que isso tem a ver com autocontrole também, pensando bem. 

Apesar de muito romântica, não sou mundo da lua. Racionalizo muito. Sempre. Foi um desafio me entregar ao fluxo desta pandemia e realmente exercitar este desapego do controle, da falta de informações. 

Depois de 3 crises de pânico, hoje me sinto bem. 
Meu filho diz que ‘sou calma demais’. 

Tenho mania de ‘olhar pra cima’ sem motivo, quase um tique. 
Prefiro café a chá, mas estou mudando meus hábitos porque café tem me feito mal ultimamente, especialmente se tomo à noite. 
Tenho mania de colocar pedaços grandes de comida na boca – herança do meu pai. 
Sou apaixonada por azeitona e ainda tomo a água do pote, mega salgadinha! 
Já tive crises de labirintite e hipoglicemia. 
Sou hipotérmica e tive febre reumática quando criança. Por causa disso Benzetacil toda semana por um ano! Furei meus tímpanos 7 vezes por causa de uma otite, mas hoje ouço bem 🙂 

Como bolo com requeijão ou manteiga. 
Amo sunday com batata frita.

Não gosto de vaca-preta. 
Manteiga derretida na torrada quentinha é uma das coisas que mais amo na vida! 
Sou apaixonada por rosas por causa do livro O Pequeno Príncipe e porque elas também me lembram casa de vó. Aliás, tenho espírito de vó. Sonho em comprar um conjunto de xícaras e bules vintage, tenho xales para me aquecer e plantei minha própria roseira em casa. 

Livro sem dedicatória pra mim não é livro – rs. Quando compro meus próprios, sempre faço uma dedicatória pra mim mesma ♥

Não assisto a filmes de terror. 
Não curto montanha-russa. 
Não sou muito chegada a nada com muita adrenalina. 

Sou caseira. Sempre fui…Acendo incenso todos os dias e durante o dia minha casa tem cheiro de capim-limão. Passei a ter e cuidar do meu jardim durante a pandemia. Amo minha casa florida. Passei a conversar com as paredes para agradecer pelo meu Lar. Tenho plaquinhas com as palavras Amor e LOVE pela minha casa inteira. 

Minha estação do ano favorita é a Primavera, mas amo o sol de outono que traz aconchego para a alma em dias frios. É a materialização da palavra acolhimento. 
Gosto da calma e ter tempo de sentir o tempo passar. 

Espero todos dormirem para ter o prazer de ouvir o silêncio. Sempre fui muito silenciosa… 
Gosto de sair comigo mesma. Um café diferente, com uma vista bonita. Um piquenique improvisado. Um tempo sozinha na rede. 

Gosto de trabalhar ouvindo música clássica. Elas me deixam mais focada… 
Amo estar com meus filhos e minha família… me vejo a partir deles, matéria-prima ao meu melhoramento como pessoa. Sou quem amou ficar grávida! Sou quem ama ser mãe! Mas também sou quem ama ter dias de filha e sair com minha mãe sem rumo… amo chegar na casa dela e deitar em sua casa, parece que nada de mal pode acontecer. Percebo que meus filhos sentem a mesma coisa quando deitam na minha. 

Escrevo para não esquecer que cada dia é um presente. Uma vez li “Nas Margens do Rio Piedra eu Sentei e Chorei” de Paulo Coelho e uma trecho nunca mais saiu da minha cabeça: 

É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual à ontem – e será igual à amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico.Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres. A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. 

Desde então, sempre tento enxergar qual “instante mágico” faz aquele dia ser diferente de outro. Minha amiga Tati um dia me descreveu como a “caçadora de momentos extraordinários” – me senti honrada e amei a descrição. 

Gosto de me enxergar a partir do olhar do outro. Faz com que eu me reconheça ou me reencontre caso esteja perdida. 

Osho também me descreve quando diz “Opte por aquilo que faz seu coração vibrar”. Vibrar e pulsar são dois verbos que gosto muito. Frequentemente me pergunto pelo que tem pulsado minha alma… é muito bom! 

Sou quem gosta de escrever cartas de amor a si mesma. 
Sou muito família.
Sou agregadora. 
A palavra que mais falo diariamente é “fofo”. 
Sou quem acredita em finais felizes e mais que isso, que histórias reais e imperfeitas são capazes de nos fazer muito mais felizes que contos de fada. 

Sou quem nunca teve lá muitos amigos, mas alguns muito importantes e duradouros. 
Sou quem gosta de conversar em profundidade. 
Sou quem sorri com os olhos. 
Sou quem ama margaridas.
Sou quem abraça apertado. 
Sou quem ama meditar! 
Sou quem ama dançar! 
Sou alguém que honra toda incompletude e que aceita que a cada novo dia, é possível ser de uma maneira diferente. 

E assim, me abro para as infinitas novas possibilidades de aprendizado que a vida me proporciona. Sou feliz! 

🙂 

Meu beijo,
L.

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