Relembrando a minha criança.

Ouvindo La Valse d’Amélie:

este post faz parte do exercício proposto durante o curso Fotolegenda da Mimas que eu amei fazer, para relembrar o que fazia minha criança interior feliz.

Avaliação: 5 de 5.

a mania de sair andando de casa para andar sem rumo. pés descalços. escrever diariamente na agenda e guardar ingressos, embalagens, chicletes que comi ‘naquele momento especial’. comprar alianças e usar mesmo sem ter namorado. sonhar em andar de mãos dadas na praia. observar o mar. deitar embaixo das árvores. subir nelas para ver o tempo passar. observar mais que falar. provar mil roupas quando não tinha nada pra fazer. ver e rever os mesmos filmes de sempre. tentar dançar igual a shakira e ter como meta não travar língua na música ‘estoy aqui’. ouvir ‘no te preocupes mas’ e me lembrar imediatamente do programa as 7 melhores da Pan, que esperava todos os meses para comprar os cds. nunca mais assistir a filmes de terror depois da experiência de ‘faces da morte’ na adolescência. aprender a andar de bicicleta em uma tentativa de fuga e voltar feliz pra casa depois de uma briga avisando que tinha conseguido me equilibrar – literalmente! ganhar vida jogando adedanha com meus primos. relembrar que ‘o jogo da vida’ de tabuleiro é mais fácil que a vida real. gritar e chorar cantando legião urbana, tamanha conexão que eu fazia com as letras e melodia. chorar lendo um livro especial. boicotar as aulas de educação física. a paixão por desenhos abstratos. associar bons momentos às músicas. esperar ansiosamente pelas 18h para assistir ao disk mtv. me imaginar protagonista de todos os cliques das músicas que amava, e assistir a todos sorrindo. pisar na grama. dançar em entrega. abraçar apertado. sorrir e diminuir ainda mais os olhos. sorrir com os olhos. olhar para o céu. amar a lua. contar estrelas. ver desenhos em nuvens. comprar 10 chicletes com 1 real de troco. comprar 10 pães com 1 real. suar com forró e lambaeróbica. sair correndo para dançar quando começava a tocar ‘entre na roda’ do bom balanço. ouvir o cd do terrasamba e do harmonia do samba um milhão de vezes. amar dançar buribai. cantar no karaokê – amava o K9! amar aprender inglês a partir de letras de músicas. deitar na rede, mas sem balançar. dormir com barulho de chuva, mas ir pra cama da minha mãe se tivesse relâmpagos. brincar com argila. queimar a borda do papel sulfite e espalhar borra de café para o papel parecer antigo antes de escrever nele. colecionar papeis de carta. amar o cheiro da colher quente moldando o isopor. amar apontar lápis e depois criar um desenho com as cascas e colorir com o pózinho colorido. trocar cartas. enviar cartões de natal. ouvir jack tequila e recordar de uma tarde especial com as amigas na palavra da vida. amar visitar bibliotecas. amar os trabalhos entregues em folhas de papel sulfite com capa personalizada por mim mesma. deixar recadinhos para os professores nas provas. amar o cheiro de dama da noite. imaginar alguém cantando ‘menina’ do netinho pra mim. imaginar alguém cantando ‘você é linda’ pra mim. me lembrar sempre de djavan quando ‘o dia estava frio’. escutar mil vezes ‘so help me girl’ que era minha música de fossa da época. deixar o gravador pronto com rec e pause pra não perder a chance de ter minhas músicas favoritas. passar a tarde na casa das amigas depois da escola ou dormir até a hora de malhação se estava em casa. provar espuminha de malzbier. quanto de minha criança ainda há em mim. que delícia! 🖤

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