Tchau, 2020. Oi, 2021.

Atibaia, 3 de janeiro de 2021.

2 0 2 1. Como quisemos mudar a página de 2020, né? Enfim, o novo chegou. E mesmo o anterior sendo de tantos desafios, consegui felizmente senti o ar de esperança pairando no ar. E como me senti feliz por isso…

Minha retrospectiva do ano que passou foi feita da maneira tradicional: com papel, caneta e presença. Se tem uma coisa que amei em 2020 foi ter voltado pra este antigo hábito, a escrita manual.

Parecia urgente sair um pouco das telas, sair um pouco da ansiedade de achar que a vida do outro é o que ele posta no Instagram, porque isso está bem longe de ser a realidade. E não encontrar pessoas reais para compartilhar é uma das grandes tristezas na minha opinião. Fico feliz por ter em meu círculo de amizades pessoas reais que compartilham comigo ideias, alegrias, mas especialmente as angústias e dilemas existenciais que todos nós temos.

Isso pra mim é de uma riqueza enorme. Eu amo uma frase de Manoel de Barros que diz que “a maior riqueza do homem é a sua incompletude”.

Gosto de me sentir incompleta. Porque assim, todo dia pode me trazer algo novo. E se a gente reparar, todo santo dia a gente aprende algo novo, literalmente: um novo cantor, uma nova música, um novo poeta, uma nova palavra, um novo texto, uma nova habilidade, um novo olhar sobre a mesma coisa, um novo percurso na caminhada, enfim, são infinitas novidades diárias de tivermos a percepção. E é isso que quero treinar em 2021.

E também quero me dar mais o direito de fazer coisas que eu amo: ficar pelo menos 20 minutos da rede todos os dias apreciando a dança das nuvens, ler todos os dias, revisitar trechos de livros que amo, parar de ler os livros que achei chato e que sempre terminei por “questão de honra, vai que fica melhor depois” – tirando Dostoiévski que foi mesmo impossível pra mim -; fotografar céus, tomar um café comigo mesma, estudar mais, escrever pra mim, trocar cartas…

É isso!

Que 2021 seja um ano mais intensamente vivido com seus familiares e as pessoas que você ama, porque se tem um ensinamento que 2020 nos deixou é que a vida é hoje, agora.

Minha música escolhida para ilustrar 2020 é essa:

Que sempre exista amor pra recomeçar.
Meu beijo,
L.

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