Mais um dia extraordinariamente comum

Atibaia, 04 de fevereiro de 2021.

Ouvindo “Dress up in you” – Stuart Murdoch

Hoje me deu vontade de compartilhar os passos de como tem seguido este dia. Ainda são 15h15, mas de vez em quando sinto essa necessidade de partilhar detalhe por detalhe dessa rotina.

Fui a última a acordar – como em todos os dias. Eram 8h13 quando levantei. Crianças já tinham brigado porque Beni não deu espaço para Mimi deitar na minha cama. Sentia o cheiro de café e dos ovos que o Lu prepara para nossa família toda manhã.

Tomamos café. Comi os ovos mas não resisti e comi metade de um pão francês murcho (eu amo!) com manteiga salgadinha e queijo minas. Tirei a mesa do café e enquanto estava no banheiro fazendo minha rotina de limpeza de pele, escutava os ensinamentos da Igreja Messiânica. Troquei de roupa e 9h15 comecei a preparar o almoço. Lu já tinha lavado a louça da manhã.

Coloquei feijão de molho e comecei a descascar beterrabas.
Montei mentalmente o menu do dia: arroz fresquinho, feijão, beterraba, salada de tomate e linguiça assada. Quando comecei a cozinhar, briguei com Mimi porque ele fez uma bobagem perto dos colegas e ficou de castigo chorando na minha cabeça. Resolvi pegar o fone de ouvido e colocar uma música no volume máximo pra mudar minha vibração e não contaminhar o alimento com energia negativa. Percebi que estava rindo timidamente e dançando quando começou a tocar “morning light” – do Justin e Alicia Keys. AMO ESSA MÚSICA! Acho a vibe dela uma delícia!

Mimi voltou a brincar com os amiguinhos no condomínio quando vi a mensagem da Alê falando sobre o Evangelho que ela ouviu ontem todo baseado no livro “O Pequeno Príncipe”.

Antes de abrir a live, escutei Cris Guerra ler a crônica de seu livro “Procurava o amor em jardins de cacto”, A flor da idade. Pensei em comprar o livro, apesar de ainda ter vários para ler… ouvi uma frase que fez muito sentido para meu momento: “Quero mais VIDA no tempo”.

Na sequência, abri o link que a Ale tinha me mandado. Ainda de fone, consegui lavar a louça e seguir na preparação do almoço enquanto ouvia. Foram 53 minutos de uma clareza em palavras, delicadeza de sentimentos e uma mensagem tão linda… Prometi a mim mesma que tentaria transcrever pra não perder, mas enquanto isso, deixo aqui o link pra quem quiser assistir e se encantar também (a partir do minuto 22).

Terminei de ouvir, agradeci à Alê por ter enviado mensagem tão linda e encaminhei pra Tati – acho que ela vai gostar também.

Temperei o feijão – que cheirinho bom! – e arrumei a mesa bonita para o almoço.
Almocei primeiro com o Lu e depois Beni chegou com Mimi, Dedé e Luca – que sentaram à mesa para comer juntos entre amigos.

O relógio a essa hora batia 13h e já tinha montado meu escritório lá fora, porque hoje é dia de lavar roupa. Coloquei roupa na máquina e liguei meu computador. Abri o livro de Clarice para ler enquanto não ligava por completo – sou dessas que tem sempre um na mão para aproveitar qualquer momento que apareça. Dei de cara com a frase: “… viver, afinal, não passava de se aproximar cada vez mais da morte”. É isso!

Comecei o trabalho e as análises da Diálogos, parei para colocar amaciante na máquina, depois pra estender as roupas. Cheirinho gostoso de roupa limpa, um sol intenso com um ventinho gostoso e a dança das peças no varal indo e voltando. Agradeci por este espaço, por esta casa que eu amo morar e que posso chamar de lar.

Dei uma pausa com o Lu pra tomar café, comer um pedaço de bolo de banana e tentar encontrar amenidades para falar. A parte das amenidades passamos, porque seguimos preocupados com a saúde da minha sogrinha que segue fraca e sem melhora, apesar de estar em casa. Percebo a tristeza no olhar do Lu e não sei muito bem como lidar, mas sigo tentando meu melhor. Mandei uma playlist do The Smiths pra ele ouvir enquanto trabalhava no escritório, sei que ele ama a banda.

Reparei uma formiga no meu computador, na parte de cima da tela. Isso me permitiu ver seu caminhar enquanto escrevia essas palavras. Não sei em busca do que ela está, se está perdida, se está apenas conhecendo uma nova textura – já que deve estar acostumada a chãos, pedras, terras e o novo território ‘lisinho’ provavelmente traz nova sensação.

Olho pelas frestas da porta lateral de casa e vejo as folhas das árvores se mexendo. Olho pra cima e as nuvens estão ‘caminhando’ no céu. Algumas mais carregadas me fazem ter a sensação de que vai chover.

Escuto a máquina parar de bater.
Vou lá estender mais roupas e recomeçar.

Hoje acho que não precisarei de contraturno. Pelo menos há um presságio…
Pensar no início da noite para ler, assistir a mais algum filme da minha lista ou conjugar o verbo ‘maratonar’. Aliás, maratonei “Amor Ocasional” da Netflix – série francesa, bem levinha. Adorei!

16h09. Todo santo dia olho no relógio nessa hora.
Dia do meu aniversário.

Bóra que ainda tem metade do dia pela frente!
Meu beijo,
L.

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