Os 7 anos de Beni

Atibaia, 22 de julho de 2021

Ouvindo 93 Million Miles – Jason Mraz

Filho,

já escrevi outras vezes sobre o quanto lembro daquele exato momento de 2 de dezembro de 2013 quando soube que você estava a caminho.
Noite chuvosa, eu mais “mandona” que o normal, papai achou a situação estranha e resolveu investigar. Foi ele quem sentiu algo diferente primeiro…

Fizemos o teste de sangue só pra ter certeza do que já sabíamos, e que fase mais mágica é essa de gerar um filho. Nunca na vida passei por nada parecido – e sei que nunca passarei.

Um corpo em outro corpo.
Dois corações no mesmo espaço.
Nutrição mútua.
Interdependência.
Autocuidado.

Depois daquele dia, todos os seguintes eu ouvia esta música: 93 Million Miles, do Jason Mraz. Uma das músicas mais lindas que já ouvi… ela traduz a vida real, traduz os altos e baixos, as luzes e sombras, mas mostra que se tivermos uns aos outros, sempre poderemos voltar pra casa.

Ainda em dezembro, fui com o papai e a tia Isa assistir ao show dele e do Stevie Wonder.
Celebramos sua vinda, o aniversário da tia Isa ouvindo ao vivo duas importantes músicas da trilha sonora da minha vida: “You are the sunshine of my life” e “93 million miles”.

Não consigo calcular quantas lágrimas caíram de mim ouvindo essa música.
Até hoje, é incontrolável.

Ver você completar 7 anos, ver você saudável, pulsante, é sentir uma energia calorosa no coração.
Você está fazendo um belo trabalho, filho. E sei que nossa família também.

Foram grandes desafios, mas quantas foram as alegrias neste período.

Obrigada por não desistir de vir em busca do nosso resgate.
Obrigada por ter dado mais uma chance ao amor.
Obrigada por nos escolher.

Sete anos de vida pulsante.
De uma infância feliz, livre.
Que alegria poder proporcionar isso pra você, meu Passarinho…

Serão voos cada dia maiores.
E aqui, deixo o trecho desta música/conselho que tanto ouvi enquanto você crescia em mim:

“Son sometimes it may seem dark
But the absence of the light is a necessary part
Just know, that you’re never alone
You can always come back home
Every road is a slippery slope
There is always a hand that you can hold on to
Looking deeper through the telescope
You can see that your homes inside of you”


Hoje pela manhã, você acordou pra ir pra escola.
Mimi ficou. Por causa da pandemia, as aulas ainda estão acontecendo de maneira escalonada.

Ele decidiu fazer uma surpresa pra você.
Pediu pra eu imprimir o desenho do CR7, do Messi e o número 7.
Pintou. Pediu pra encher balões.
Decorou o bolo com coisas que você ama: waffer, pirulito.
Improvisou a vela.

Daí quis tomar banho e se arrumar pra te esperar.
“Preciso estar bonito pra quando o Be chegar, né mãe?”

Eu entrei na onda.
Quis ver até onde ia.
Esta conexão que me deixa cada dia mais emocionada.

Você chegou da escola, viu aquela lindeza, disse que tem o melhor irmão do mundo e que ama muito o irmão. Depois, seguiu o ritual de sempre: colocou o uniforme do Juventus e saiu pra jogar bola.
Quanto voltou, cantamos parabéns!

E você disse que estava feliz celebrando seu dia.
Viva você, meu amor!

Escrevo para não esquecer cada extraordinário no ordinário de nossas vidas.
Que os seres de luz te guiem e que esteja sempre bem nutrido de saúde, amor, alegrias e proteção.

Te amo muito! Do âmago, do umbigo.
Mamãe.


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