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Curso Conquer – Inteligência Emocional

Atibaia, 4 de maio de 2020.

Ouvindo “The Way You Look Tonight”, do meu cantor favorito Rod Stewart

Foi o Lu quem me contou que a Conquer tinha liberado gratuitamente o curso de Inteligência Emocional nesta quarentena, porque ele sabe o quanto me sinto atraída por assuntos como esse.

O tempo foi passando e pensei que não conseguiria incluir meus estudos no dia a dia, mas um e-mail lembrete na semana passada me ajudou a ter como meta me permitir este presente.

Realizar as aulas, os exercícios em tempo real, mergulhar naquele que se transformou em meu momento de meditação diários me trouxe uma experiência linda!

Foi muito mais que simplesmente adquirir novos conhecimentos. Foi um processo onde encontrei minhas forças. Foi a revisão de tudo que poderia ser melhor durante esta quarentena.

Foi a descoberta de que meu otimismo e olhos de enxergar o extraordinário no ordinário é uma habilidade que muitos não possuem e que pode ser treinada a partir do que se chama ‘ativação reticular’.

Foi o treino da Comunicação Não Violenta para discutir assuntos com meu marido, que também é meu sócio e tentar ativar muito mais o lado racional do meu cérebro que o emocional, que gerava antes tanto desgaste na comunicação.

Foi a rotina estabelecida como um dos pilares da felicidade. E que trouxe resultados desde o dia um.

Foi a descoberta de que meu repertório de vida me fez chegar à conclusão que trabalhar com cultura organizacional é minha grande paixão, e que, apesar de não ser formada na área, sempre imprimi esse meu lado em absolutamente todos os lugares por onde passei.

Foi a descoberta que ainda tenho um longo caminho na prática do autoconhecimento e da gestão das minhas emoções.

Foi ver que inacreditavelmente minha maior habilidade está na sociabilidade, o que quebrou de vez minha crença limitante de que não me dou com ‘gente’ apenas pelo fato de observar mais e ter mais escuta ativa que ter o tempo todo tempo de fala. Descobri que isso é uma baita qualidade.

Fazer este curso foi descobrir que tenho ainda pontos de melhoria para transformar o modelo reativo em modelo antifrágil, mas que com exercícios práticos, é possível.

Ao responder ‘Quem sou eu’, me dediquei a olhar pra dentro e focar na essência, em quem eu sou e não em quem ‘estou’.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Pude de maneira muito prática encontrar meu propósito de vida.

Usando minhas capacidades de comunicação afetuosa, olhar sensível e escrita eu pretendo levar mensagens e experiências de amor e cuidado para minha família, meus filhos, meu marido, meus clientes, amigos e desconhecidos como a propagação de prosperidade para então me sentir plena por ter encontrado meu lugar e realizado minha missão no mundo.
{Meu propósito de vida}

Este curso representou muito mais que 10 horas de conteúdo.

Representou uma série de novos conceitos, novos olhares, quebra de paradigmas. Foi um grande presente nesta quarenta.

Estudar faz meu coração vibrar.
Meu beijo,
L.

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Qual a parte que me faltava?

Atibaia, 19 de março de 2018.

Ouvindo “Nó” – O Terno [Ouça você também! Adoro esta música!]

 

Este blog vai ficar extenso… é que era pra ele ter saído na semana passada, mas na hora de colocar os meninos pra dormir às 20h30, fui junto e só acordei no dia seguinte.

Três semanas atrás, fomos em família ao mercado no sábado, por volta de 19h. Normalmente fazemos isso aos domingos, mas não naquele final de semana.

Chegando lá nos deparamos com várias turmas e casais escolhendo as bebidas e carnes para o churrasco na casa dos amigos, e eu francamente só conseguia pensar: “que tempo bom!”

Lembrei do início do namoro, de como tudo é maravilhoso quando estamos apaixonados, como temos disposição, olhos brilhando. Por mais que a calmaria do amor seja um sentimento bom, às vezes sinto falta da espontaneidade e da cegueira positiva que sofremos nesta fase da relação.

Tive vontade de dizer àquelas pessoas que aproveitassem aquela fase da vida; eu só pensava em tomar um pileque e ficar com a cabeça leve, mas voltei pra órbita quando ouvi “mamãe, mamãe”.

Percebi que depois deste dia, os próximos foram esquisitos. Existem fases da vida que se tornam chatas; são muitos compromissos, responsabilidade, filhos exigindo mais que o normal, trabalho com demandas infinitas, passagens chatas do casamento.

Lembro que não parava de ouvir a música “Índios” do Legião que dizia “no meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… tentei chorar e não consegui…” 

E também teve… “e nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos…”

E por ouvir Legião, eu me lembrei do escoteiro. Lembrei da minha adolescência. Das amizades. Tentei acessar pessoas daquela época pra ver se meu coração se acalmava, se eu me reencontrava, me resgatava. Foi estranho. Sofri quando percebi que tudo que vivi ficou no passado e que hoje nada mais é e nem será igual.

As pessoas de antes não são mais as pessoas de hoje. Tem vezes que me sinto um pouco ingênua demais em tentar manter certos sentimentos que um dia me fizeram bem; esqueço que algumas coisas na vida para darem certo precisam efetivamente de algo chamado re.ci.pro.ci.da.de.

É difícil isso acontecer comigo, mas diante de tanto ‘sentir’, entendi que era hora de me recolher.

Percebi que eu estava fugindo. Que eu queria acessar alguma outra versão de mim mesma que não esposa e nem mãe. Esses dois papeis me exigem muita responsabilidade… eu não queria mais ser tão responsável.

Já aconteceu com vocês?

Às vezes eu entro em colapso, especialmente quando meu casamento passa por situações estranhas. Não é culpa de ninguém, mas quando percebemos, somos soterrados pelo cotidiano, pelo dia a dia maçante, pela falta de cuidado, pela exaustão.

E aí eu sempre tento relembrar quantas já fui, quantas sou, quantas ainda serei.

Eu estava era com saudade de mim mesma. De não sentir cobranças. De viver com liberdade e tempo para fazer o que eu quisesse. Ler a hora que eu quisesse. Escrever a hora que eu quisesse. Assistir a programas de decoração e moda. Ver filmes adoráveis, sem interrupções, com calma. Ficar na rede. Caminhar tranquila. Sair, simplesmente.

Quando a vida entra nesta energia densa, eu normalmente me recupero fácil. Desta vez foi mais difícil. A gente tem que encarar nossos monstros internos, repensar o que tem nos deixado tão infelizes, sermos o mais transparente possível conosco – e com quem vive com a gente -, aceitar e acolher nossas fragilidades, lembrar que somos humanos e esperar que os dias passem para nos trazer de volta.

Era um sentimento ambíguo.
Sentia falta da Lillian do passado – livre – sem reconhecer a Lillian do presente – que enxerga beleza em tudo.

Depois de falar muito comigo mesma, as coisas começaram a se ajustar. Primeiro, em mim – depois, no outro.

Quem diria que uma simples ida ao mercado seria o estopim de mais um destes tantos momentos mais desafiadores da vida?

Quando a vida dá um nó
Não adianta sentir dó
De si mesmo

Há uma chance de um novo começo
Um tempo bom pra fazer diferente
A gente pensa que sabe da gente
Mas nunca é tarde pra abrir nossa mente

O sol voltou pra esquentar sua vida
Há um olá depois da despedida
Depois de tudo que você chorou
Lavou a alma e encontrou o amor

Passou, passou.

metamorfose

Meu beijo,
L.

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Encarando meus medos.

10 de fevereiro de 2017.

Ouvindo ‘Passarinhos’ – Emicida e Vanessa da Mata

 

Não sei onde isso tudo começa. Se na reflexão sobre o nascimento dos meus filhos, se na minha vontade absoluta que eles tenham coragem para enfrentar todos seus medos, se na minha cobrança positiva em vivenciar aquilo que eu prego a eles para que esta transferência emocional seja mesmo real ou se nas minhas tantas leituras de Osho e de tantos outros autores espiritualistas que comprovam por A+B que o medo é uma construção de nossa mente.
Por quê sentimos medo? Do que sentimos medo? Por quê cada um sente um medo diferente?
Medo de ficar sozinho. Medo da morte. Medo da solidão. Medo de avião. Medo de bicho.
Medo. Medo. Medo.
Conforme fui crescendo, meus medos foram se tornando quase aterrorizantes.
Medo de cidade grande. Medo de barata. Medo do mar. Medo de avião. Medo de pegar estrada. Medo de não ter ajuda. Medo de sair da minha zona de conforto. Medo. Medo. Medo. Medo.
No dia 16 de dezembro de 2016 tive uma visão. Foi um dia inteiro sendo divisor de águas na minha existência por inúmeros motivos. Os sinais mostravam por todos os lados que tudo que preciso na vida é aprender a CONFIAR, ENTREGAR. Eu me lembro como se fosse hoje daquele sonho maravilhoso com minha família na Praça do Comércio em Lisboa. No meu sonho, havíamos nos mudado para Portugal e era uma cena linda olhar Benício e Miguel correndo pra lá e pra lá no verão europeu com o sol iluminando o rio Tejo. Há tanto tempo eu não sonhava. Eu senti PAZ. Ouvia vozes o dia todo que me diziam insistentemente: “tudo depende de você, tudo depende de você”. Eu entendi tudo. Entendi o que vozes me mostravam. A noite, disse ao Lu que topava ir embora, topava ir para qualquer lugar que trouxesse equilíbrio, segurança e mais tempo juntos em família. Foi um dia emocionante porque senti um desbloqueio emocional inexplicável. Jamais esquecerei daquela sensação.
Desde este dia, venho tentando não pensar. Racionalizar situações sempre me fizeram enxergar tudo que pudesse dar errado; talvez esta seja uma defesa minha, não sei dizer. O fato é que imaginar qualquer situação que possivelmente me tirasse da minha zona de conforto ativava em meu cérebro apenas dificuldades. Meu padrão vibratório passou a me forçar a ver o contrário: e o que pode dar CERTO? Esta tem sido minha grande transformação pessoal, iniciada a partir daquele 16 de dezembro.
Para conseguir visualizar com maior clareza tudo isso e entender cientificamente tudo que acontece quando sentimentos medo, busquei ajuda em um livro que tem me feito muito bem a leitura. O nome é ATREVA-SE A VIVER, de Miriam Subirana. Quanto terminá-lo, certamente deixarei aqui no blog os melhores trechos, os que me tocaram, porque realmente este tem sido um livro essencial nesta minha busca pela transformação e desbloqueio emocional.
Desde então, listo mentalmente coisas bobas e até as mais grandiosas para mim.
– Puxar assunto com estranhos.
– Experimentar coisas novas.
– Fazer coisas não planejadas.
– Fazer coisas sozinha.
– Dirigir em estrada.
– Sentar sozinha em um voo.
E por aí vai.
Tudo isso deixo de fazer por este bloqueio mental do medo e venho, uma a uma, tentando eliminar definitivamente tudo isso da minha vida. Abrir novos caminhos. Fluir para novas possibilidades. Ser mais espontânea. Aceitar tudo que vier. Não pensar, não racionalizar.
Não é fácil. É preciso sentir tudo que o medo traz para, então, perceber que tudo realmente se trata apenas de controlar a mente e os pensamentos.
Dia desses fomos a um restaurante e pedi algo que nunca havia experimentado. É uma idiotice tamanha mas eu sempre pensava que pedir o trivial jamais me deixaria com fome. Entende a extensão da pequeneza mental ao qual estava acostumada? Algo tão pequeno para qualquer pessoa. Algo tão significativo pra mim. Adorei a comida. Adorei a experiência. Sensação de ter iniciado os primeiros passos.
Esta semana fui ao hospital pedir ajuda para tratamento da minha sinusite e conjuntivite que havia iniciado. Saindo de lá, olhei a Fernão Dias na minha frente, um dia lindo e ensolarado e pensei: é agora! Da minha lista de medos, esta é realmente uma das mais bloqueadoras pra mim. Pedi ajuda divina, dei seta e entrei. Minha boca secou. Minha perna tremeu. Minha mão quase não segurava o volante de tanto suar. Percebi que o barulho dos carros passando em alta velocidade enquanto estava com os vidros abertos me incomodava. Fechei os vidros. Fiquei em silêncio. Permaneci na direita e acelerei até a velocidade máxima permitida. Nunca tinha dirigido a 110km por hora. Fui apenas dois retornos pra frente. Voltei. Consegui. E me senti a pessoa mais corajosa do mundo inteiro.
Ontem, comprando coisas no mercado para o jantar, parei para puxar conversa com uma moça. Ela foi super receptiva e me abriu um sorrisão que só. Se despediu depressa porque entravria no trabalho às 17h. Ia até 1h da manhã. Desejei força e bom trabalho. Ela me disse: ‘Amém. Deus te abençoe. Obrigada pela sua simpatia.’
Ela não sabia que estava sendo ‘cobaia’ da tentativa de finalizar meus bloqueios emocionais. E eu não esperava tamanha receptividade.
Treino em treino. Dia após dia. Um pouquinho de cada vez. Exercício de fé, de confiança, de meditação, de crença em mim mesma. Depois de um sinal tão significativo e dado de presente com um laço bonito naquele dia 16 de dezembro, eu não poderia ficar inerte. Eu precisava modificar algo em mim.
Sentir medo e encará-lo me fez sentir VIVA.
Os sinais corporais não mentem. Tontura. Taquicardia. Suador.
Aí é que entra o processo mais transformador: SENTIR A RESPIRAÇÃO.
Aprendi na yoga. Ô prática boa!
E assim, vamos nos transformando. E transformando. E transformando.
E sentindo. E vivendo. E dizendo menos ‘nãos’. E falando mais ‘sins’.
Nunca desejei tanto me colocar a prova a partir da nova versão nascendo em mim mesma.
Gratidão, vida. Eu amo viver.
E pra você? Quais são seus medos bobos e duas coragens absurdas?
Meu beijo,
L.
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Os benditos 3 meses – Texto de 30.05.2016

Atibaia, 30 de maio de 2016.

Ouvindo “O Seu Olhar” – Seu Jorge

Oito dias atrás, foi mêsversário dos meus Pequenos Príncipes. Beni completou 1 ano e 10 meses e Guel finalmente completou seu primeiro trimestre de vida.

Eu já era mãe quando Miguel chegou. E foi impressionante o quanto fui/sou exigida de tantas e outras formas sendo mãe de dois. Lidar com um recém nascido é bem mais fácil quando já se sabe o que vem pela frente. O dia a dia é bem tranquilo e não há mais desespero com um choro mais forte ou o mais fraquinho, que indica a hora do sono.

A parte mais difícil sobre a chegada do Miguel foi lidar com emoções, especialmente as emoções do meu primogênito Benício.

Nestes três meses, vivi o que até agora foi o período máximo de exaustão. Noites maldormidas, filhos ficando doentes e exigindo colo, carinho e atenção redobrados, um dos períodos mais desgastantes no trabalho de meu marido e eu me sentindo impotente, sem saber o que fazer diante de tantas coisas que fogem ao controle.

Os “sinais” escondidos sempre me dizem: ‘acredita! tenha mais fé!’. E assim, vivendo um dia de cada vez, como se a ampulheta das 24 horas girasse a cada novo badalar da meia-noite, fomos seguindo, vivendo na exaustão temporária por ter dois bebês em casa com uma dinâmica totalmente diferente, mas também experimentando aqueles momentos mágicos únicos que nos renovam: as primeiras palavras do filho mais velho, os primeiros sorrisos e gargalhadas do filho mais novo, os abraços em família e nossos apertos na pequena grande cama de casal.

Não dá pra dizer que é o período mais fácil de minha vida, mas tenho preferido olhar com olhos de poesia cada pedido de colo e chamado de “mamãe” no meio da madrugada.

Meu único pedido ao Universo é que estejamos sempre cercados pela saúde. Para tudo, absolutamente TUDO se dá jeito na vida com saúde. O sono a gente recupera nos próximos anos… agora é hora de construir uma infância feliz e presente para nosso melhor legado: nossos filhos.

E que o ‘ENTREGO. CONFIO. ACEITO. AGRADEÇO.’ esteja cada vez mais presente e intrínseco em meus dias, meus pensamentos, meu caminhar…

Espalhamos o que somos. Simples assim.

Minha família é meu bem mais precioso ♥ Que venha a merecida onda zen…

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Dentro do círculo infinito da divina presença que me envolve inteiramente, afirmo: há uma só presença aqui, é a da Harmonia, que faz vibrar todos os corações de felicidade e alegria. Quem quer que aqui entre, sentirá as vibrações da Divina Harmonia. Há uma só presença aqui, é a do Amor. Deus é o Amor que envolve todos os seres num só sentimento de unidade. Este recinto está cheio da presença do Amor. No Amor eu vivo, me movo e existo. Quem quer que aqui entre, sentirá a pura e santa presença do Amor. Há uma só presença aqui, é a da Verdade. Tudo que aqui existe, tudo que aqui se fala, tudo que se pensa é a expressão da Verdade. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Verdade. Há uma só presença aqui, é a da Justiça. A Justiça reina neste recinto. Todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela Justiça. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença da Justiça. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus o Bem. Nenhum mal pode entrar aqui. Não há mal em Deus. Deus, o bem, reside aqui. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença divina do Bem. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus a Vida. Deus é a Vida essencial de todos os seres. É a Saúde do corpo e da mente. Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da Vida e da Saúde. Há uma só presença aqui, é a presença de Deus a Prosperidade. Deus é Prosperidade, pois Ele faz tudo crescer e prosperar. Deus se expressa na Prosperidade de tudo o que aqui é empreendido em seu nome. Quem quer que aqui entre, sentirá a divina presença da Prosperidade e da Abundância. Pelo símbolo esotérico das Asas Divinas estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria. A presença da Divina Sabedoria manifesta-se aqui. A presença da Alegria Divina é profundamente sentida por todos os que aqui penetram. Na mais perfeita comunhão entre o meu Eu Inferior e o meu Eu Superior, que é Deus em mim, consagro este recinto a mais perfeita expressão de todas as qualidades divinas que há em mim e em todos os seres. As vibrações do meu pensamento são forças de Deus em mim, que aqui ficam armazenadas e daqui se irradiam para todos os seres, constituindo este lugar um centro de emissão e recepção de tudo o quanto é Bom, Alegre e Próspero.
Assim Seja!

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Tchau, 2016. Oi, 2017!

Atibaia, 22 de dezembro de 2016.

Dezembro. Último mês deste ano que nem vimos passar.

Foi um ano dificilmente especial…

Janeiro começou com encontros de amigos; quis reunir o quanto pude todos eles em casa porque sabia que o primeiro ano na fusão mãe-bebê é especialmente isolador. Era o último mês de Miguel em minha barriga e meu Deus, como esta gestação passou rápido!

Fevereiro veio e com ele um carnaval animado, em família, acolhedor e divertido, destas coisas simples que são capazes de marcar nossas vidas. Neste mês, lembro muito particularmente de três episódios: o primeiro, no terceiro domingo, onde eu, Lu e Beni fomos passear pela praça da Matriz. Eu ali, emocionada, me despedindo da barrigona e vibrando luz e amor para um parto tranquilo. Que sensação! Que mistura de sentimentos!

O segundo aconteceu no nascimento de Miguel, na bênção dele ter chegado com saúde, no respeito pelas minhas escolhas, no receber pessoas no hospital como sempre sonhei e no não desgrudar do meu menino. Deus preparou para mim este grande presente, para tirar tudo que havia ficado de memória ruim no pós parto do Beni. Minha gratidão foi infinita!

E o terceiro, como não podia deixar de ser, deu-se no primeiro encontro entre os irmãos. Nunca vou esquecer daquele momento, do amor sendo construído pelo Mimi e da angústia que eu sentia em saber que Beni ia precisar de tempo e espaço para se acostumar, se adaptar a nossa nova realidade familiar. No meio de tanto sentimento, agradeci a Deus por ter tido a oportunidade de amamentar. E por ter tido um puerpério mais tranquilo.

Em março, ganhamos de presente da Mimas nossa primeira sessão de fotos em família. Foi muito especial registrar depois de 19 dias do nascimento do meu Pequenino o caos e o amor compartilhado, o sorriso tímido do Beni, o olhar de quem ainda não estava entendendo o que acontecia. Foi um mês de grande turbulência emocional. Os dois ficaram muito doentes, assim como eu e o Lu. Mas, dia após dia, tudo passou.

Em abril, mais desafios. Beni teve sua primeira estomatite. Começou a ter terror noturno. Mimi com bronquiolite. Os dois precisando de tantos cuidados e eu mesma precisando precisando tanto de uma pausa. Chorei. Como eu chorei! Mas também ficou pra trás. Sorte ter sido mês da Páscoa – o santo chocolate ajudou muito. O que valeu muito neste mês foi a visita da nossa amiga amada Dezinha, que veio conhecer o Mimi, contar sobre sua nova vida e onde passamos um dia muito gostoso, só com um bom papo, um bom vinho e boas risadas.

Maio veio para florescer o primeiro trimestre desafiador e nos presenteou com momentos mágicos, encontros com amigos, dia das mães especial, nossa primeira ida ao parque juntos em família, nossa primeira ida a Aparecida do Norte para agradecer a nossa Mãezinha por tantos desafios enfrentados e superados. Foi um mês e tanto. Também recebi auxílio divino para me mostrar um meio de conseguir me sentir eu mesma, e a propaganda de um curso sobre Gestão Escolar pela Esapq/USP apareceu bem na minha frente. Iniciei meus estudos no MBA e passei a me sentir muito feliz por voltar a estudar e fazer algo por mim.

Junho foi muito esperado. Alguns episódios muito significativos marcaram este mês.
Viajamos pela primeira vez para celebrar nosso primeiro aniversário de casamento com a família completa. Foi um final de semana inesquecível, onde eu e o Lu pudemos enfrentar dores e delícias de viajarmos sozinhos com nossos filhos com demandas totalmente diferentes. Foi amorosamente enlouquecedor! Outra vivência marcante, aconteceu na festa da lanterna da escola do Beni; eu e o Lu vivíamos a exaustão que ter dois filhos em casa traz, e nesta festa nos emocionamos muito quando nos foi pedido que colocássemos todos os desafios enfrentados em um papel para que o fogo levasse e restabelecesse a harmonia e o amor; chorei muito, me emocionei muito. Parece ter sido uma resposta à renovação de esperanças que eu pedia a Deus. Ficou marcado no coração! Além disso tudo, conseguimos almoçar juntos no Dia dos Namorados. Simplicidades da vida, tão valiosas. E pra fechar um mês abençoado, teve também um show gratuito em SP só com meu Amado do Paralamas, Kid Abelha e Nando Reis, onde fui presenteada com a presença de Dado Vila Lobos tocando Legião, o que me fez EXPLODIR de amor.

Em julho fomos abençoados com dias de sol absoluto em nossa semana de férias em Brotas. Foi uma viagem muitíssimo especial onde nos conectamos com nossos Pequeninos, estávamos presentes 100% e nos divertimos muito. Cansaço a parte, foi tudo muito gostoso! Com o Lu de férias, pudemos comemorar juntos o aniversário do Beni na escolinha e preparar uma festinha simples mas muito amorosa aqui em casa. Ele ficou muito feliz e nós mais ainda por esta oportunidade de celebração da vida de nosso menino.

Em agosto, comemoramos a vida de muita gente querida. O dia dos pais foi especial. Encontramos amigos, meditamos luz pelo nosso lar, restabelecemos nosso equilíbrio, Lu entrou em seu 36° ano de vida e agradecemos a oportunidade de vivermos juntos, de compartilharmos histórias de vida e de tanto ensinamento mútuo.

Setembro, mês sempre especial: fomos ver os dragões com o Beni, que ficou encantado! Eu e o Lu tivemos nosso momento indo assistir ao musical Cartola, pré comemorando nosso 9° aniversário de namoro. Comemorei meu aniversário na praia, como sonhei. Foi muito especial a entrada dos meus 31 anos… tanto a agradecer! No dia de Cosme e Damião, tive uma visão linda: éramos eu, Lu, Beni e Mimi – todos crianças – brincando juntos e plantando árvores no quintal de casa. Foi muito emocionante este momento, porque senti uma conexão com o divino latente. Um momento mágico.

Sendo assim, em outubro, resolvi comprar as árvores para plantar. Beni não estava muito bem, de novo com amidalite, mas desta vez apesar da febre, não perdeu apetite e ficou disposto. Foi uma grande aventura pra ele plantar e regar seu pé de goiaba – sua fruta favorita – junto com o avô. Trouxemos VIDA a nossa casa através dos pés de goiaba, limão, mexerica, romã e da minha planta favorita: dama da noite. Mais uma vez, fomos a Aparecida do Norte agradecer. Pedir proteção. Renovar nossas forças de fé, nos permanecer nutridos de amor e união e nos reconectar com nossos mentores para estarmos sempre atentos ao melhor caminho a seguir, pedir que nossa intuição nos leve às escolhas determinantes com paz no coração. Também tivemos nosso segundo ensaio em família com a Mimas. Lindo. Divertido. Emocionante.

Em novembro, Mimi já estava maior e começou a engatinhar. Esta é uma fase linda de início de liberdade, mas por outro lado, não conseguia mais fazer nada sozinha. Era hora de tomar a grande decisão de colocá-lo ou não no berçário. Optamos pelo sim. Dia 29 de novembro, meu Passarinho começou seu voo junto com o Beni. E eu pude pela primeira vez estar realmente só – e como isso me fazia falta! Com esta grande oportunidade de fazer o que quisesse com meu tempo, fiz um curso chamado “Fazer a Ponte”, sobre um sistema de educação que gosto tanto próximo a Porto, em Portugal. Esperança pela educação!

 

Enfim, chegamos a dezembro. Um mês inesquecível. Dia 16, 3 meses após completar 31 anos, tive um sonho lindo, adicionado a sinais latentes sobre novas possibilidades. Isso fez vibrar e acelerar meu coração. Certas adrenalinas só fazem bem e pensar na possibilidade real da realização de um grande sonho, um grande projeto, traz grande renovação para a vida.

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Faço sempre questão de olhar carinhosamente mês a mês para relembrar o quanto Deus age em meu dia a dia, o quanto termos fé e buscar equilíbrio é sempre fator crucial para vivermos bem. Se olharmos sempre para o plano geral, muitas vezes só enxergaremos cansaço em nosso dia a dia, mas existem tantos momentos mágicos escondidos em cada virada das 24 horas que só podemos agradecer por tamanhos presentes diários.

Além de tudo que nos aconteceu, tivemos saúde, disposição para enfrentar os desafios e arregaçar as mangas para pensar em possibilidades para o que sabemos que pode ser mudado, transformado, melhorado.

Pra mim, foi um ano BOLHA. Poucos amigos restaram, mas os que ficaram são de uma qualidade tremenda, que trazem paz e aconchego ao meu coração quando preciso de auxílio ou colo, e que vibram quando divido alegrias! Fiquei em minha própria casa grande parte do tempo e isso me ajudou a fortificar meu lar, fortificar meus laços comigo mesma e com minha família, minha maior bênção. O que vivi com meu marido e meus filhos é inexplicável, é uma experiência única onde cada um aprendeu e ensinou muito e por toda esta vivência me sinto lisonjeada. Pelo meu abrir de olhos. Por buscar novos conhecimentos. Pela capacitação. Por enxergar tantas possibilidades. Pelo início da quebra de tantos bloqueios emocionais. Pela quebra das amarras. Por tudo.

E por ainda termos tanta vida pela frente, e por ter sonhado com ela esta noite, tenho como minha música do ano Vilarejo, da Marisa Monte.

Que o vento bom areje e permaneça.

E que os Anjos digam Amém.

Minha mensagem de fim de ano, enviada pela minha mãe para mim, é o que eu desejo a vocês:

“Eu estive pensando sobre o que poderia desejar-lhe além das bênçãos de saúde e felicidade; te desejo um ano abençoado por Deus com festas e comemorações, com pais saudáveis e filhos felizes. Desejo-lhe tranquilidade e noites bem dormidas. Jornais com boas notícias e projetos de paz. Desejo-lhe muitos cafezinhos cheios de boas conversas, livros bem lidos e trabalhos bem feitos. Que as idas a farmácia sejam por cosméticos e não remédios e que as idas ao mercado sejam por chocolates e não por dietas. Eu quero que você seja amada, querida e respeitada. Que os homens da sua vida te tirem o batom e não o rímel. Te desejo tantas coisas… boas mamografias, bons exames médicos e se necessitar de injeções, que sejam de botox e não de antibióticos. Que ninguém te faça chorar e que você cante bem alto no carro quando estiver sozinha. Que tenhas um ano com férias, feriados, viagens e escapadelas. Que não te falte nada e que não te roubem nada. Desejo-lhe risadas e gargalhadas, daquelas que fazem chorar. Risos daqueles que afugentam os medos e eliminam as rugas…Te desejo mel nos seus desafios e mel nos momentos amargos. Muito sucesso e saúde durante todo o próximo ano e que Deus te abençoe e te acompanhe sempre.”

 

Meu beijo,

L.