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Valeu, Deusinho.

Atibaia, 21 de maio de 2020.

Ouvindo Your Song, versão Lady Gaga

Já nem sei mais há quantos dias estamos em casa. Parei de contar a partir dos 60…
Tem sido uma jornada e tanto de autoconhecimento, reconhecimento e mais que nunca, cumplicidade com meus filhos e meu marido.

Mas sabe… pensando em tudo que vem acontecendo, relembro o início dessa jornada e claro, há dias em que a insegurança e tristeza tomam conta, mas venho tentando me acolher e acolher meu núcleo, porque penso que se começarmos a estar bem em casa, este sentimento será de alguma forma entendido pelo Universo como bom e positivo e as ondas serão propagadas.

Algumas coisas me ajudaram muito neste processo:

Ter feito meu mapa astral com a Carla Bariquelli, onde soube quais são as minhas verdadeiras vocações.
Ter feito o curso de Inteligência Emocional da Conquer e a partir dos exercícios, conseguir de fato materializar a partir da escrita meu propósito de vida.
Ter ouvido encontros de educadoras da Primeira Infância e o quanto elas sentiam falta do olhar das crianças para enxergar o lado bom da vida, o que mudou com.ple.ta.men.te a minha perspectiva de estar em casa com as crianças.
Estar participando dos 21 dias de abundância de Deepak Chopra pela 2ª vez, mas agora com outro olhar, muito mais profundo e entregue.

Quando a gente escuta falar que sobre o exercício da felicidade, sobre a verdadeira abundância, sobre enxergar o lado bom da vida, pode parecer clichê tudo isso. Mas a verdade é que comecei a partir de pequenos passos, já que tenho uma tendência ao otimismo. Quis melhorar.

Li um pouco mais sobre vibrações na Física Quântica, me cerquei durante meus dias da obrigação de fazer todos os dias algo por mim, por menor que fosse, passei a usar mais roupas coloridas e a me arrumar todos os dias, voltei a escrever meu caderno da gratidão e me forcei a encontrar boas novas até mesmo nos dias mais desafiadores. Sempre, sempre, sempre tem alguma coisa.

Depois de tomar algumas decisões, tudo passou a fluir de maneira melhor – não necessariamente mais fácil – mas melhor.

Teve um dia que estava tomando banho, e de repente, me veio uma clareza tão grande da presença de Deus – ou seja lá como você chama esta energia – em minha vida.

Deusinho, hoje sei que nos preparou para este momento.
Quando mudamos de nossa última casa para onde moramos hoje.
Quando me fez enxergar que meus filhos eram minha prioridade e que eu precisaria fazer uma escolha consciente das conquências.
Quando eu e o Lu passamos a trabalhar em casa e, ainda que trabalhando para empresas diferentes, tivemos que nos adaptar a estarmos novamente juntos na nova rotina.
Quando eu e o Lu tivemos conversas duras e tentamos dividir a versão profissional da versão pessoal.
Quando a grana ficou mais curta ano passado, nos forçando a reestruturar algumas rotas.
Quando a gente passou a fazer o Evangelho no Lar em família.
Quando fez a ajuda chegar na hora certa.
Quando colocou pessoas especiais, verdadeiros Anjos de caminhada.

E eu só tenho a agradecer…

Pela nossa saúde física.
Pelo nosso lar.
Pelo alimento na mesa.
Por estarmos protegidos, em família.
Pela oportunidade de melhoramento.
Pelos amigos que nos edificam a alma.
Pela inteligência concedida.
Pela coragem de recomeçar quantas vezes necessárias.
Pelo nosso trabalho.
Pelo calor do sol diário.
Pela natureza curadora.
Por termos a chance de cuidarmos melhor de nossos templos: nosso corpo, nossa mente, nossa casa.

E hoje especialmente, por finalmente ter chegado o remédio da minha sogrinha, possibilitando o início do tratamento de metástase.

Valeu, Deusinho. De todo meu coração.

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Meu beijo,
L.

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Qual a parte que me faltava?

Atibaia, 19 de março de 2018.

Ouvindo “Nó” – O Terno [Ouça você também! Adoro esta música!]

 

Este blog vai ficar extenso… é que era pra ele ter saído na semana passada, mas na hora de colocar os meninos pra dormir às 20h30, fui junto e só acordei no dia seguinte.

Três semanas atrás, fomos em família ao mercado no sábado, por volta de 19h. Normalmente fazemos isso aos domingos, mas não naquele final de semana.

Chegando lá nos deparamos com várias turmas e casais escolhendo as bebidas e carnes para o churrasco na casa dos amigos, e eu francamente só conseguia pensar: “que tempo bom!”

Lembrei do início do namoro, de como tudo é maravilhoso quando estamos apaixonados, como temos disposição, olhos brilhando. Por mais que a calmaria do amor seja um sentimento bom, às vezes sinto falta da espontaneidade e da cegueira positiva que sofremos nesta fase da relação.

Tive vontade de dizer àquelas pessoas que aproveitassem aquela fase da vida; eu só pensava em tomar um pileque e ficar com a cabeça leve, mas voltei pra órbita quando ouvi “mamãe, mamãe”.

Percebi que depois deste dia, os próximos foram esquisitos. Existem fases da vida que se tornam chatas; são muitos compromissos, responsabilidade, filhos exigindo mais que o normal, trabalho com demandas infinitas, passagens chatas do casamento.

Lembro que não parava de ouvir a música “Índios” do Legião que dizia “no meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… tentei chorar e não consegui…” 

E também teve… “e nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos…”

E por ouvir Legião, eu me lembrei do escoteiro. Lembrei da minha adolescência. Das amizades. Tentei acessar pessoas daquela época pra ver se meu coração se acalmava, se eu me reencontrava, me resgatava. Foi estranho. Sofri quando percebi que tudo que vivi ficou no passado e que hoje nada mais é e nem será igual.

As pessoas de antes não são mais as pessoas de hoje. Tem vezes que me sinto um pouco ingênua demais em tentar manter certos sentimentos que um dia me fizeram bem; esqueço que algumas coisas na vida para darem certo precisam efetivamente de algo chamado re.ci.pro.ci.da.de.

É difícil isso acontecer comigo, mas diante de tanto ‘sentir’, entendi que era hora de me recolher.

Percebi que eu estava fugindo. Que eu queria acessar alguma outra versão de mim mesma que não esposa e nem mãe. Esses dois papeis me exigem muita responsabilidade… eu não queria mais ser tão responsável.

Já aconteceu com vocês?

Às vezes eu entro em colapso, especialmente quando meu casamento passa por situações estranhas. Não é culpa de ninguém, mas quando percebemos, somos soterrados pelo cotidiano, pelo dia a dia maçante, pela falta de cuidado, pela exaustão.

E aí eu sempre tento relembrar quantas já fui, quantas sou, quantas ainda serei.

Eu estava era com saudade de mim mesma. De não sentir cobranças. De viver com liberdade e tempo para fazer o que eu quisesse. Ler a hora que eu quisesse. Escrever a hora que eu quisesse. Assistir a programas de decoração e moda. Ver filmes adoráveis, sem interrupções, com calma. Ficar na rede. Caminhar tranquila. Sair, simplesmente.

Quando a vida entra nesta energia densa, eu normalmente me recupero fácil. Desta vez foi mais difícil. A gente tem que encarar nossos monstros internos, repensar o que tem nos deixado tão infelizes, sermos o mais transparente possível conosco – e com quem vive com a gente -, aceitar e acolher nossas fragilidades, lembrar que somos humanos e esperar que os dias passem para nos trazer de volta.

Era um sentimento ambíguo.
Sentia falta da Lillian do passado – livre – sem reconhecer a Lillian do presente – que enxerga beleza em tudo.

Depois de falar muito comigo mesma, as coisas começaram a se ajustar. Primeiro, em mim – depois, no outro.

Quem diria que uma simples ida ao mercado seria o estopim de mais um destes tantos momentos mais desafiadores da vida?

Quando a vida dá um nó
Não adianta sentir dó
De si mesmo

Há uma chance de um novo começo
Um tempo bom pra fazer diferente
A gente pensa que sabe da gente
Mas nunca é tarde pra abrir nossa mente

O sol voltou pra esquentar sua vida
Há um olá depois da despedida
Depois de tudo que você chorou
Lavou a alma e encontrou o amor

Passou, passou.

metamorfose

Meu beijo,
L.

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Ouse sonhar!

Neste 20 de maio de 2017, eu e o Lu completamos 9 anos e 8 meses de namoro. Todo dia 20, tem brinde e beijinho especial… mas hoje, a comemoração foi maior!

Escrevi o texto abaixo quase um mês atrás. Com tudo já acertado, deixo mais este registro de um dos momentos mais importantes da minha vida e do Lu.

………

Atibaia, 26 de abril de 2017

Ouvindo “Acoustic Concentration” – lista favorita do Spotify para trabalhar.

O dia amanheceu abafado. Dormimos muito bem a noite inteira – toda a família! Isso sempre nos traz uma paz inenarrável.

Venho sentindo e vivendo de forma cada vez mais evidente a presença de Deus. Vivencio esta comunhão divina alinhada a práticas meditativas e de visualizações que de tão lindas me fazem chorar. Estamos todos em uma grande cúpula de luz, proteção, amor e conexão lindas. Luzes multicoloridas! Ao sentir tudo isso, sinto vontade de deixar meu santuário protegido e habitável apenas a quem sei que meu bem querer é recíproco. 

Já saí de casa e deixei as crianças. Agora, estamos todos no escritório. Olho pra frente e visualizo a nossa paisagem cotidiana: árvores que fazem nossos olhos brilharem com as diferentes nuances de verde e seus movimentos. A chuva que chega desavisada traz consigo um barulhinho que contribui ainda mais para toda esta paz no ambiente.

É um dia especial. Estamos esperando a resposta de uma concorrência importante, que mudará o cenário da Soul e da minha própria vida.

A chuva intensifica. A reunião começa. O coração acelera. Não consigo mais me concentrar em nada! Pego a agenda e começo a escrever. Nada pode passar em branco neste momento especial. 

Olho para a foto da minha família em cima da mesa e oro, peço proteção e especialmente agradeço. Não sei dizer, mas naquele 10 de março, quando enviamos a proposta para este cliente, eu senti que este seria O MOMENTO.

Relembro de todas as minhas promessas aos santos que sempre rogam por mim e penso: ‘não vejo a hora de cumpri-las’.

De repente, escuto um “that’s good news, that’s really good news” e entendo como uma confirmação do que eu já sentia; momento único, épico, a realização de nosso maior sonho: finalmente, é chegada a hora do Lu dar tchau pra São Paulo e vir trabalhar no interior, na nossa cidade abençoada, tão pertinho de nossos filhos.

Mais do que a mudança de emprego, isso significa a realização dos nossos maiores pequenos-grandes sonhos:

  • tomaremos café da manhã e jantaremos em família;
  • levaremos e buscaremos nossos filhos juntos na escola;
  • teremos uma vida mais espiritualizada;
  • teremos tempo para cuidar de nós mesmos.

Quando dizem que as melhores coisas da vida não são coisas, não poderia concordar mais. E eu me sinto plena, consciente de que batalhamos duro e fomos ajustando nossos aprendizados até que nos fosse permitido vivenciar esta nova alegria cotidiana.

Agradeço às forças universais que uniram nossos caminhos e nos direcionaram à Cris, instrumento maior que fez tudo isso tornar-se possível. Que sejamos sempre merecedores de toda abundância de vida, saúde, união, paz, equilíbrio, sucesso e prosperidade que vem chegando a todos nós.

E que este estágio de alma renovada e esperança que invade por inteiro todos os poros do meu corpo físico, mental e espiritual permaneçam intactos e sempre acessíveis, me trazendo sempre de volta a este que é um dos maiores e melhores sentimentos de plenitude que alguém pode experienciar.

Enfim, ganhamos mais VIDA. Gratidão, Senhor!

Meu beijo,

L.

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Vai ficando cada vez melhor…

27 de fevereiro de 2017.

Ouvindo “Um dia após o outro” – Tiago Iorc {meu favorito do momento!}

Eu me lembro quando estava grávida de meu primeiro filho; durante toda a gestação, ouvi conselhos até mesmo sem pedir. Todos eles sempre giravam em torno de dificuldades, normalmente relacionadas ao sono, a um afastamento temporário no relacionamento, a mudanças internas e também na solidão inicial e novo rol de amigos. Ficava brava com essas pessoas que só me alertavam sobre as dificuldades mas não amaciavam isso com o lado bom da maternidade. Dizia ao Lu: ‘quanto pessimismo em torno de uma nova vida!’
Até que um belo dia um casal de amigos finalmente nos disse: “dá trabalho, mas vai ficando cada vez melhor!”
Meu primogênito então, nasceu. Enfim eu me tornava mãe. O tempo foi passando e eu finalmente entendi cada um dos conselhos que me haviam sido dados. A verdade é que ali não se instalava qualquer tipo de pessimismo e sim, a realidade, a vida como ela é.
Todavia, aquele casal amigo que apesar de tudo sempre enxergava o copo meio cheio não me saía da cabeça: “vai ficando cada vez melhor”.
Tenho absoluta certeza que é este realmente o fluxo para ganharmos fôlego e assim, querer continuar.
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 2 meses, no intenso, profundo e único período do puerpério, seu filho começa a sorrir pra você;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 4 meses, ele começa a virar pra lá e pra cá e a interação  entre vocês começa a ficar mais gostosa;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 6 meses, ele começa a sentar e suas costas, a agradecer;
Vai ficando cada vez melhor porque, a partir de então, logo ele começa a engatinhar e a ter um pouquinho mais de liberdade e você, de fôlego;
Vai ficando cada vez melhor porque, de repente, seu filho está andando pra lá e pra cá, desbravando e explorando;

Vai ficando cada vez melhor porque, um belo dia, inesperadamente, você vai ganhar um abraço e ouvir o ‘eu te amo’ mais sincero da sua vida.

E olha que meu primogênito tem apenas 2 anos e meio. Fico imaginando o que vem pela frente!

É claro que tudo realmente mudou, se transformou: a exaustão pelas noites mal dormidas está presente; o afastamento temporário do meu marido acontece pelas tantas e tantas demandas imediatas de nossos filhos, exigindo tanto ou quase tudo de nós; na mudança do rol de amigos também rolou um ‘checked’ e a transformação interna, então, esta veio vestida de realidade escrachada desde quando peguei meu filho no colo pela primeira vez. Porém, ela foi sempre muito edificante e única, sendo possível unicamente através desta vivência da maternidade e da paternidade.

Tem uma frase de Artur da Távola que eu gosto demais e que levo pra minha vida. É uma de minhas frases preferidas. Assim ele escreveu:  Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.”

Minha família é e sempre será meu sonho da felicidade.
E é por isso que vai ficando cada vez melhor… ❤

Meu beijo,
L.

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Dores e delícias de um casal com filhos.

Atibaia, 04 de dezembro de 2015

Ouvindo “Baby” – Bebel Gilberto

Hoje foi dia de fazer curva glicêmica. Não que seja um dos exames mais prazerosos do mundo, mas pelo menos ele me concede algumas horas de ócio e – veja só! – isso se torna um baita presente para quem é mãe.

Aproveitei para levar ao laboratório papel, caneta e um livro; senti-me ostentando em meio a todo o resto das pessoas que estavam totalmente voltados para seus próprios celulares e, devo confessar, como foi bom sentir esta sensação de “regressão”.

Bem, vamos ao que me levou a escrever a este post. 

Semana passada comecei uma grande ‘observação’; Benício segue crescendo de forma ativa e exigindo cada vez mais. Creio que a parte da infância mais difícil para muitos pais acabou de bater em nossa porta e isso não inclui apenas controlar gritos, birras e manhas. A verdade é que, na minha humilde opinião, a grande dificuldade está mesmo em encontrar a saída para que não aconteça a desconexão total do casal neste momento. 

Explico: parte desta ‘observação’ tem acontecido quando eu e Lu temos saído com Beni. Restaurantes se tornam cada vez mais escassos porque, primeiro, não dá mais pra ‘relaxar’ e nem pensar em ficar por muito tempo e, segundo, porque quando saímos acabamos sempre ficando mais sozinhos que se tivéssemos permanecido em casa, já que eu ou ele precisamos interagir integralmente com nosso filho que, de modo legítimo, está tentando descobrir o mundo a seu jeito e sempre acha o máximo ter oportunidade de explorar novos lugares – nem sempre permitidos, gerando muitos ‘nãos’ e, inevitavelmente, irritação. 

Por outro lado, em casa, com a energia do Pequeno praticamente inesgotável e a minha e do Lu na reserva há bastante tempo, vejo o estado de caos que toma conta: cômodos da casa parecendo que foram pegos por um furacão, a frustração por não conseguir esperar meu marido chegar do trabalho já cheirosa e renovada – aprendizado que veio da minha mãe – para a melhor parte de nosso dia, o momento com a família completa. 

É o que o Lu diz: “muitas vezes nos falta energia para o que de fato importa”. 

Se é bem verdade que filhos são a melhor coisa que podem acontecer na vida, também é verdade que muitos deles são mestres únicos que nos exigem diariamente um novo olhar sobre tudo que já havíamos aprendido até aqui a respeito de resignação, tolerância, paciência, flexibilidade e o principal, a resiliência. 

Então, nesta fase, digamos, mais ‘desafiadora’, as saídas vão dando lugar aos encontros cada vez mais caseiros com amigos, para que fiquemos mais a vontade e tranquilos em relação a Benício e sua rotina, além de nos proporcionar maior interação com os que ficaram. Sim, outra grande revelação da maternidade foi ter visto muitos de nossos amigos ficando para trás por conta deste filtro natural que infelizmente acontece. São mudanças grandes que não permitem mais que a vida seja a mesma e poucos são o que entendem e se adequam para que o esforço mútuo do encontro continue acontecendo… e assim, muitas vezes, nos sentimos sozinhos como indivíduos e precisamos reinventar amizades, sentimentos e praticar algo realmente difícil quando as coisas não dependem de nós: a aceitação. 

Às vezes, bate uma saudade grande de quando a preocupação era apenas decidir para onde ir à noite, sem precisar pensar em um local que tenha espaço kids, se é cedo ou tarde, se o tempo vai mudar e esfriar ou se terá comida apropriada para a fome de meu filho. 

Também sinto muita saudade da espontaneidade que existia dentro da minha relação; a maternidade acaba tornando tudo muito previsível, embora os momentos espontâneos sejam realmente uma surpresa. E é aí, nesses pequenos instantes escondidos na loucura diária, que sentimos a esperança e que, apesar dos desafios enfrentados, vamos dando conta do recado da forma como sempre dissemos que seria: juntos, de mãos dadas! 

Crescer nem sempre é fácil. O mundo adulto é exigente demais! 

A parte deliciosa disso tudo é olhar para Benício e ver em seu reflexo e em suas atitudes o quanto ele se sente criado em um ambiente de amor e tranquilidade e, por mais que em alguns momentos exista nostalgia e saudade, olhar para o presente e nos enxergar pessoas muito menos egoístas e pensando juntas por um bem comum é muito gratificante. É um sentimento de plenitude e loucura, porque apesar de todas as dificuldades, dos problemas enfrentados, se eu me pergunto se trocaria o meu cenário por algum outro a resposta é definitivamente não. 

Não que seja fácil; se o casal não estiver bem afinado, muita coisa pode realmente ir por água abaixo.

Por isso é tão importante o diálogo e um pedido extra do divino para que nos olhe e cuide de nossas decisões e atitudes sempre. “Orai e vigiai” todo o tempo. 

Em fevereiro, Miguelito chega para completar o quarteto e certamente nos apresentará mais uma série de situações onde a reflexão será obrigatória e um consenso definido. É nossa grande evolução: tentarmos ser melhores aos olhos de nossos pequenos para, assim, nos tornarmos melhores para o mundo como um todo. 

Só peço sempre serenidade e a que tenhamos sempre a certeza destas fases transitórias que são tão importantes para nosso próprio crescimento e que, como casal, sigamos unidos e nos cuidando mutuamente. 

Temos a vida pela frente para nos olharmos com olhar amoroso e ainda mais admirável por estarmos nos dedicando tão de corpo e alma para a realização de um de nossos grandes sonhos: sermos bons pais. Que Deus esteja sempre presente em nossas vidas e nos auxiliando nesta grande jornada.

“Baby, baby 
I know that’s the way…
(…) 
It’s time now to learn what I know
And what I don’t know
And what I don’t know
And what I don’t know”

Meu beijo, 

L.