Publicado em Desafios, Desafios do casal, Escolhas da vida, Experiência, Simplicidade, Transformação, Vida real

Valeu, Deusinho.

Atibaia, 21 de maio de 2020.

Ouvindo Your Song, versão Lady Gaga

Já nem sei mais há quantos dias estamos em casa. Parei de contar a partir dos 60…
Tem sido uma jornada e tanto de autoconhecimento, reconhecimento e mais que nunca, cumplicidade com meus filhos e meu marido.

Mas sabe… pensando em tudo que vem acontecendo, relembro o início dessa jornada e claro, há dias em que a insegurança e tristeza tomam conta, mas venho tentando me acolher e acolher meu núcleo, porque penso que se começarmos a estar bem em casa, este sentimento será de alguma forma entendido pelo Universo como bom e positivo e as ondas serão propagadas.

Algumas coisas me ajudaram muito neste processo:

Ter feito meu mapa astral com a Carla Bariquelli, onde soube quais são as minhas verdadeiras vocações.
Ter feito o curso de Inteligência Emocional da Conquer e a partir dos exercícios, conseguir de fato materializar a partir da escrita meu propósito de vida.
Ter ouvido encontros de educadoras da Primeira Infância e o quanto elas sentiam falta do olhar das crianças para enxergar o lado bom da vida, o que mudou com.ple.ta.men.te a minha perspectiva de estar em casa com as crianças.
Estar participando dos 21 dias de abundância de Deepak Chopra pela 2ª vez, mas agora com outro olhar, muito mais profundo e entregue.

Quando a gente escuta falar que sobre o exercício da felicidade, sobre a verdadeira abundância, sobre enxergar o lado bom da vida, pode parecer clichê tudo isso. Mas a verdade é que comecei a partir de pequenos passos, já que tenho uma tendência ao otimismo. Quis melhorar.

Li um pouco mais sobre vibrações na Física Quântica, me cerquei durante meus dias da obrigação de fazer todos os dias algo por mim, por menor que fosse, passei a usar mais roupas coloridas e a me arrumar todos os dias, voltei a escrever meu caderno da gratidão e me forcei a encontrar boas novas até mesmo nos dias mais desafiadores. Sempre, sempre, sempre tem alguma coisa.

Depois de tomar algumas decisões, tudo passou a fluir de maneira melhor – não necessariamente mais fácil – mas melhor.

Teve um dia que estava tomando banho, e de repente, me veio uma clareza tão grande da presença de Deus – ou seja lá como você chama esta energia – em minha vida.

Deusinho, hoje sei que nos preparou para este momento.
Quando mudamos de nossa última casa para onde moramos hoje.
Quando me fez enxergar que meus filhos eram minha prioridade e que eu precisaria fazer uma escolha consciente das conquências.
Quando eu e o Lu passamos a trabalhar em casa e, ainda que trabalhando para empresas diferentes, tivemos que nos adaptar a estarmos novamente juntos na nova rotina.
Quando eu e o Lu tivemos conversas duras e tentamos dividir a versão profissional da versão pessoal.
Quando a grana ficou mais curta ano passado, nos forçando a reestruturar algumas rotas.
Quando a gente passou a fazer o Evangelho no Lar em família.
Quando fez a ajuda chegar na hora certa.
Quando colocou pessoas especiais, verdadeiros Anjos de caminhada.

E eu só tenho a agradecer…

Pela nossa saúde física.
Pelo nosso lar.
Pelo alimento na mesa.
Por estarmos protegidos, em família.
Pela oportunidade de melhoramento.
Pelos amigos que nos edificam a alma.
Pela inteligência concedida.
Pela coragem de recomeçar quantas vezes necessárias.
Pelo nosso trabalho.
Pelo calor do sol diário.
Pela natureza curadora.
Por termos a chance de cuidarmos melhor de nossos templos: nosso corpo, nossa mente, nossa casa.

E hoje especialmente, por finalmente ter chegado o remédio da minha sogrinha, possibilitando o início do tratamento de metástase.

Valeu, Deusinho. De todo meu coração.

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Meu beijo,
L.

Publicado em Coragem, Experiência, Gratidão, Vida real

Curso Conquer – Inteligência Emocional

Atibaia, 4 de maio de 2020.

Ouvindo “The Way You Look Tonight”, do meu cantor favorito Rod Stewart

Foi o Lu quem me contou que a Conquer tinha liberado gratuitamente o curso de Inteligência Emocional nesta quarentena, porque ele sabe o quanto me sinto atraída por assuntos como esse.

O tempo foi passando e pensei que não conseguiria incluir meus estudos no dia a dia, mas um e-mail lembrete na semana passada me ajudou a ter como meta me permitir este presente.

Realizar as aulas, os exercícios em tempo real, mergulhar naquele que se transformou em meu momento de meditação diários me trouxe uma experiência linda!

Foi muito mais que simplesmente adquirir novos conhecimentos. Foi um processo onde encontrei minhas forças. Foi a revisão de tudo que poderia ser melhor durante esta quarentena.

Foi a descoberta de que meu otimismo e olhos de enxergar o extraordinário no ordinário é uma habilidade que muitos não possuem e que pode ser treinada a partir do que se chama ‘ativação reticular’.

Foi o treino da Comunicação Não Violenta para discutir assuntos com meu marido, que também é meu sócio e tentar ativar muito mais o lado racional do meu cérebro que o emocional, que gerava antes tanto desgaste na comunicação.

Foi a rotina estabelecida como um dos pilares da felicidade. E que trouxe resultados desde o dia um.

Foi a descoberta de que meu repertório de vida me fez chegar à conclusão que trabalhar com cultura organizacional é minha grande paixão, e que, apesar de não ser formada na área, sempre imprimi esse meu lado em absolutamente todos os lugares por onde passei.

Foi a descoberta que ainda tenho um longo caminho na prática do autoconhecimento e da gestão das minhas emoções.

Foi ver que inacreditavelmente minha maior habilidade está na sociabilidade, o que quebrou de vez minha crença limitante de que não me dou com ‘gente’ apenas pelo fato de observar mais e ter mais escuta ativa que ter o tempo todo tempo de fala. Descobri que isso é uma baita qualidade.

Fazer este curso foi descobrir que tenho ainda pontos de melhoria para transformar o modelo reativo em modelo antifrágil, mas que com exercícios práticos, é possível.

Ao responder ‘Quem sou eu’, me dediquei a olhar pra dentro e focar na essência, em quem eu sou e não em quem ‘estou’.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Pude de maneira muito prática encontrar meu propósito de vida.

Usando minhas capacidades de comunicação afetuosa, olhar sensível e escrita eu pretendo levar mensagens e experiências de amor e cuidado para minha família, meus filhos, meu marido, meus clientes, amigos e desconhecidos como a propagação de prosperidade para então me sentir plena por ter encontrado meu lugar e realizado minha missão no mundo.
{Meu propósito de vida}

Este curso representou muito mais que 10 horas de conteúdo.

Representou uma série de novos conceitos, novos olhares, quebra de paradigmas. Foi um grande presente nesta quarenta.

Estudar faz meu coração vibrar.
Meu beijo,
L.

Publicado em Desafios, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Vida real

Organize-se!

Atibaia, 20 de agosto de 2019.

Ouvindo Dueto – Ahhhh, Chico!

Lembro quando dois meses atrás minha cartela de anticoncepcional tinha terminado e decidi parar com a pílula. Tomei a decisão depois de retomar a leitura de Mulheres que Correm com Lobos e também de ser mais assídua nas observações e conteúdos contidos na Mandala Lunar.

Percebi o quanto estava distante do meu feminino e queria retomar rituais, percepções, intuições, tudo que estivesse relacionado aos ciclos, ás fases da Lua, ao Universo existente em cada uma de nós.

Aliado a isso, quis investigar melhor como ficariam minhas emoções e sensações neste meu novo momento de vida, decisão tomada de maneira consciente mas que traz o novo em tanto: o LAR como templo definitivo de Prosperidade em todos os campos: pessoal, profissional, familiar.

Ainda estou me adequando à nova rotina e sendo tantas. No alimento, o amor para nutrir à mim e aos meus amores. No trabalho, a concentração para criações e processos. Pessoalmente, na auto-observação. No lar, organização para a fluidez.

Meu signo é Virgem com ascendente em Capricórnio e Lua em Libra. Organização, comprometimento e entrega às emoções. Meu mapa astral e a leitura dele me definiram bem, e foi uma experiência incrível quando soube de todas as minhas características e desafios para lidar melhor com isso, para conseguir expressar ao outro meus sentimentos e para aprender a ter compaixão por mim mesma.

Na investigação das emoções comentada há pouco, comecei a escrever diariamente os dias em que me sinto mais produtiva, mais criativa, mais serena, mais agitada, mais melancólica, mais mundo da Lua… e hoje, poderia me definir como ‘a louca da faxina’.

Lembrei da TPM. Lembrei do inferno astral. E lembrei do meu lado virginiano que crê em Feng-Shui e que não conseguiria mais escrever um e-mail sequer enquanto não arrumasse cada canto da casa – rs.

A terapia tem sido ótima. Estou aprendendo a exercitar a ‘não crítica’ àqueles que são diferentes de mim. Colei na minha agenda os propósitos todos que me fizeram seguir este novo caminho e sei que certas características deste caminho são só minhas; o Lu, por exemplo, não se importa em trabalhar com o escritório em desalinho e nem com as 1.000 abas abertas no desktop.

Venho aprendendo e trazendo para consciência que quando o outro faz algo que me irrita, às vezes o problema está comigo e não com o outro. Pois bem.

Hoje acordamos todos e percebi que a falta de um ambiente na casa que estivesse em ordem estava “me dando coisas”. Respirei fundo, me despedi dos meninos, Lu foi levá-los para a escola e só pedi sabedoria pra não surtar, porque o incômodo estava comigo e quando o incômodo está comigo, só eu posso resolver.

Fiz uma oração, coloquei uma música e lá fui eu ‘matar o que estava me matando’. Pelo menos um dia no mês eu sinto essa necessidade louca de organizar, destralhar, ajeitar tudo. Não sei explicar porquê, mas é como se eu sentisse que a minha fluidez e entrega total só acontecerá depois desta limpeza e organização física.

Com tudo organizado, me sinto mais feliz e produtiva.

É impossível ser feliz no meio da bagunça. – Marie Kondo.

Tento manter uma organização mental e também gerenciar o tempo de minhas atividades para que consiga dar conta dos checks e seguir sendo tantas todos os dias.

Qual será a próxima emoção a vir pela frente? Você também têm o costume de fazer este ‘mapa emocional’? Pra mim tem sido revelador!

Falando sobre ciclos e sobre essa auto-observação na terapia, a Mari me indicou um TED sen-sa-cio-nal a respeito. Compartilho a quem possa interessar.

Assim seguimos. Conscientes, fortes e observadoras neste grande e apaixonante caminhar da vida – com ou sem organização (rs)

Meu beijo,
L.

Publicado em Amor multiplicado, Experiência, Família, Filhos, Gratidão, Maternidade real, Mãe de dois, Pais e filhos

Viajando com amigos.

Atibaia, 09 de abril de 2018.

Ouvindo “Toda forma de amor” – de Lulu.

 

No último final de semana, fomos convidados para viajar com alguns pais e filhos da escolinha dos meninos para Peruíbe. Fiquei muito animada porque sempre quis que uma viagem como essa acontecesse, mas sequer imaginava o quanto seria bom e inesquecível!

A antiga Lillian talvez ficasse irritada por ter querido viajar na sexta mas ter ido apenas no sábado. Já disse aqui no blog em outra ocasião que tenho tentado pegar mais leve comigo e esta foi mais uma oportunidade de colocar este desejo em prática. (De pouquinho em pouquinho…) 

Chegamos por volta de 12h e fomos encontrar os amigos na praia. Dava gosto de ver a alegria das crianças por estarem juntas. Tudo contribuiu: o céu estava ensolarado, a praia vazia, o mar tranquilo e quentinho.

É impressionante a verdade por trás do conselho: “não crie expectativas!”. A verdade é que tudo se torna mais leve e feliz.

Papeamos, trocamos experiências e curtimos muito – nós e as crianças.
São estes momentos que ficam eternizados no coração.

Teve sol. Teve mar quentinho. Teve caldo. Teve cervejinha. Teve caipirinha. Teve tequila (!). Teve risada. Teve milho. Teve açaí. Teve suco. Teve bolo. Teve churrasco. Teve café quentinho. Teve banana com canela e caramelo. Teve salgadinho de legumes. Teve chá. Teve alegria. Teve birra. Teve noite bem dormida (♥). Teve abraço apertado. Teve despedida. Teve agradecimento. Teve desejo de boa sorte. Teve presença. Teve celular só pra registrar este momento. E teve retorno mais cedo.

Depois do sufoco que passamos na nossa primeira viagem juntos (os 4!), sempre optamos por viajar na hora do soninho das crianças. Você pode entender o motivo clicando aqui – rs. (Vale a pena se quiser ler sobre maternidade real!)

14 pessoas e grandes momentos. Valeu cada minuto. Ô se valeu!

Viajar é cura! Se for para ver o mar então… 🙂

Meu beijo,
L.

 

Publicado em Alegria, Emoção, Experiência, Gratidão, Simplicidade

Curso de Escrita Criativa e Afetuosa – Ana Holanda

Atibaia, 26 de fevereiro de 2018.

Ouvindo “You are the best thing” – Ray LaMontagne

Estou atrasada 7 meses com este post, mas como diz o ditado: “antes tarde que mais tarde” – risos.  Sabe quando você vive uma experiência tão marcante que quer transcrever cada detalhe dela para não esquecer? Pois então.

Era maio quando o Lu encontrou o curso que Ana Holanda faria sobre Escrita Criativa e Afetuosa que aconteceria na The School of Life. Fiquei super entusiasmada mas pensei em como nos dividiríamos para participar, já que não contamos com a ajuda de ninguém para olhar Beni e Mimi. “Daremos um jeito” – ele disse, enquanto segurava minhas mãos. E pouco tempo depois, a confirmação deste grande presente para nós dois chegou em meu e-mail.

Minha super cunhada ajudou na missão. E assim, fomos felizes e tranquilos aprimorar nossos exercícios de autoconhecimento e prática da empatia.

O curso aconteceu no dia 8 de julho.

8, número infinito. Assim como as emoções que senti naquele dia.

Normalmente, realizava cursos online. Além de mais baratos, era uma maneira onde conseguia me organizar para assistir mesmo com os meninos em casa. O Lu, no entanto, sempre insistia na importância de estar um ambiente com outras pessoas, para conhecer suas histórias, trocar experiências.

Histórias… Quantas histórias!
Fazia tempo que não chorava tanto ao ouvir alguém se apresentar.

Acha que minha sensibilidade estava exacerbada? Então veja se não tenho motivos: 

A irmã estava lá porque o irmão havia falecido e deixado dois sobrinhos de 2 e 4 anos; ela queria aprender a contar de uma forma afetuosa o legado dele.
A mãe solo estava lá para aprender a escrever um livro para o pai do filho que não aceitou ser pai.
A esposa que ficou viúva há pouco tempo e que para sair do luto quer usar a escrita em seu processo de renascimento e fé.
A menina que perdeu o pai com câncer e quer ajudar outras pessoas a passar por isso.
A empresária bem sucedida que se encontrou na escrita por meio das novas estórias que precisou criar para a filha aquariana que não gostava dos contos tradicionais.
A menina de 13 anos que é muito sensível e sente como uma esponja; ela deseja escrever para aprender a lidar melhor com suas emoções.

E mais tantas outras…

Foi a apresentação mais linda e cheia de sentimentos que já participei. Ninguém teve medo de falar sobre suas vulnerabilidades e se expressaram da forma mais genuína possível. Não sei se era o local, se era o propósito, mas eu sei que foi lindo! Fez meu coração vibrar muito!

O curso começou…

“Um texto é reflexo de nossa alma e daquilo que somos. Existe um pouco de cada um de nós nas palavras que colocamos no papel.”

Sensibilidade. Sutileza. Amor. Presença. Olhar e enxergar.

Durante todo o dia, fomos motivados a acreditar em nossas ideias e a enxergar beleza até nas narrativas mais simples. Se prestarmos atenção, há tantas delas ao nosso redor. Tantas árvores, tantos passarinhos cantando, tantas formas de céus, tantas pessoas sorrindo, tantas músicas favoritas tocando na rádio que sequer enxergamos como presente, tantas mensagens inesperadas de quem amamos, tantos instantes mágicos que fazem com que cada dia seja único.

Aprendemos muito sobre a grandeza das pequenas coisas.

Deixo aqui parte da bibliografia e autores citados :

  • Livro A Coragem de Ser Imperfeito – de Brené Brown
  • Livro Por uma vida com mais reparos – de Márcio Vassallo
  • Livro A vida que ninguém vê – de Eliane Brum
  • Artigo A descolonização do olhar – por Marcelo Rosenbaum
  • Série YouTube O Valor do Feminino: Humanidade [Em mim] 
  • Autores: João Anzanello e Michael Pollan 
  • Perfis Instagram: @clubedobordado, @parisianfloors, @calcadassp, @olhaoqueeupiso, @humansofny

Foi um grande prazer conhecer tantas pessoas incríveis que até hoje mantenho contato: Fê, Carol, Bruno, Mari, Tati, Adriana, Silvia.

Senti-me feliz em ter estado em contato com aqueles que, assim como eu, levam o “sentir” a sério. Com amor e sensibilidade vamos curar o mundo! ♥

20170709_194821.jpg

Foi mesmo inesquecível. Recomendo fortemente que todos façam este curso.
Ele fica gravado na alma.

Meu beijo,
L.

Publicado em Alegria, Experiência, Vida real

Tchau, 31. Oi, 32. :-)

Atibaia, 14 de setembro de 2017.

Em dois dias completo 32 primaveras.
Meus 31 anos ficaram marcados como um dos capítulos mais especiais da vida.

Foram tantos grandes motivos para comemorar:

O início do Mimi na escola junto com Beni
Alguém me valorizar e empoderar meus textos
Meu retorno para o mercado de trabalho
A vinda do Lu para Atibaia
A possibilidade de recomeçarmos juntos e na mesma empresa uma nova carreira

Foram tantos pequenos-grandes motivos para celebrar:

Beni ter desfraldado
Nossas idas aos parques para piqueniques em família
Termos sido abençoados pela oportunidade de levar e buscar juntos nossos filhos na escola
Nossos cafés-da-manhã  em família sempre tão amorosos e igualmente caóticos
Nossa família junta na sala de casa brincando com a Luna e a Paçoca
Os presentes diários que recebi enxergando céus maravilhosos e que traduzem metaforicamente – e diariamente – todo o sentido da vida e sua efemeridade.

Foram tantos prazeres vividos: 

Ter conseguido experimentar coisas novas
Ter desfrutado de um day spa com meu amor
Ir ao cinema e lembrarmos o que é namorar no escurinho
Conseguir comemorar os aniversários do Beni e do Mimi do jeitinho que queríamos
Levar o Beni pela primeira vez ao cinema
Ganharmos um ensaio da Mimas – e repetir a dose 6 meses depois
Assistir ao show do Andrea Boccelli
Assistir ao show do Tiago Iorc – e ganhar um vale sono dos cunhados e sogros
Termos viajado em família para a praia, para o campo
Ter sido presenteada com meu curso de fotografia
Termos conseguido encontrar uma casa para morar que atenda a toda nossa necessidade
Receber repentinamente a mensagem de alguém que nunca vi e que se identificou com o que eu havia escrito no blog
Ir à Aparecida e sentir a energia daquele lugar maravilhoso

Foram tantas descobertas:

Sobre empoderamento, amor próprio, organização do tempo, novos estudos, novas rotinas, novos e infinitos cenários.

Diferentemente dos outros anos, não dá pra dizer que foi um ano desafiador.
Fui agraciada com a dádiva de ter meu marido perto de mim e da nossa família para compartilhar todo ônus e bônus envolvidos na criação dos filhos.
Pude experimentar a rotina em um trabalho que eu jamais imaginei que pudesse existir, tamanha leveza e liberdade que gera ainda maior comprometimento da equipe.
Pude enfim viver a leveza de conseguir começar a equilibrar minha saúde física, emocional e espiritual.

E por mais tantos motivos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, não consigo traduzir este ano com nenhuma palavra além da GRATIDÃO. Gratidão por cada espera que valeu a pena, por cada prece que de pouquinho em pouquinho foi ganhando cada vez mais força, por cada bênção diária enxergada nos instantes mágicos mesmo nos dias mais desafiadores, por todo retorno de tantas coisas boas que o Universo me proporcionou.

Gratidão por ser merecedora de viver uma vida com propósitos.
De poder doar tanto amor.
De poder receber tanto amor.

Sem fé em um plano maior nada disso seria possível.
Obrigada por tudo, Deusinho.
Você é maravilhoso.

Escolho esta a trilha sonora oficial dos meus 31!

Pode chegar, 32.
Viver é maravilhoso!


Meu beijo,
L.

Publicado em Céus de todo dia, Experiência, Família

Meu curso de fotografia.

9 de fevereiro de 2017.
Ouvindo ‘This Girl’ – Kungs vs Cookin’
Queria escrever este post com calma, porque ele começa lááááááááá em 2009, quando eu e o Lu pela primeira vez fizemos nossa lista de desejos juntos assim que mudamos para nosso primeiro apê. Achamos a lista esses dias fuçando uns papeis e estava lá o bendito: “fazer um curso de fotografia”.
Sou dessas que todo ano escreve sua lista de desejos. Não penso muito, prefiro deixar que o inconsciente fale por mim. E é bonito quando encontro essas listas e vejo tudo que de pouquinho em pouquinho fui conquistando.
Já tem bastante tempo que temos uma câmera semi-profissional mas ela estava sempre parada. Foi quando a minha amiga Mimas começou um projeto chamado “Oficina Foto”, onde ela ensina leigos como eu – ou não leigos – a tirar fotos com mais qualidade.
Minha intenção foi de aprender para registrar as coisas que mais me encantam {coisas que muitas vezes as palavras não descrevem e é preciso registrar a sensibilidade exacerbada de uma nova forma} : a natureza de modo geral, a efemeridade dos céus de cada dia, o balanço e as cores das árvores passando por transformações em cada estação, traçando uma metáfora com a minha própria vida, tão cheia de altos e baixos. Eu quis fazer este curso para registrar o crescimento dos meus meninos, para criar memórias afetivas e relembrar daqueles momentos que são mágicos apenas para quem vive comigo meu cotidiano: a dança e o brinde em família no café da manhã aos finais de semana, a risada das crianças na hora da chegada do pai no fim do dia e a cosquinha que ele faz nelas, as danças esquisitas que a gente cria, as birras que são o início do amadurecimento emocional dos meus pequenos, as viagens que fazemos e o quanto elas são recheadas de cansaço e amor, os sorrisos e as expressões deles e de como cada um de nós vem se transformando a partir deste nosso círculo familiar. Eu quero registrar aquela flor nascendo no meio das pedras, provando que devemos sempre encontrar motivos para ter esperança; ou aquela escrita no muro que nos lembra poesia ou os tantos problemas sociais insolúveis de nosso país. Quero registrar a minha visão abstrata e confusa de alguma imagem para lembrar que cada um tem uma visão sob determinado assunto e que algumas discussões são sempre construtivas.
Este curso representou muito pra mim. Ganhei de Natal do Lu mas só conseguimos realizá-lo no final de janeiro. Além de todo ensinamento, a Mimas ainda mudou o layout do meu blog, porque achava que esta nova fase merecia uma visão mais moderna – comemoração aos 10 anos de existência deste meu livro aberto.
Desde então, tento diariamente treinar possibilidades de luzes, ângulos, tratamentos. Aprender é sempre maravilhoso, traz uma porção de novas possibilidades.
Pra quem quiser fazer este curso incrível e altamente recomendável, o site e contato da Mimas é este aqui.
Escritas e fotografias retratam nossa alma. Pura arte e poesia!
Viva o mundo dos sensíveis por natureza. 💗

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu beijo,
L.
Publicado em Alegria, Casamento, Experiência, Família, Férias, Filhos, Maternidade real, Mãe de dois, Pais e filhos

Sobre as férias – Texto de 11.08.2016

Atibaia, 10 de agosto de 2016.

Ouvindo Norah Jones.

Já faz um tempo queria ter passado por aqui para deixar registrado como foram os 30 deliciosos dias de férias em que o Lu ficou aqui comigo. Para muitos, pode parecer que nada fizemos de interessante neste período. Para nós, coisas incríveis aconteceram: finalmente tivemos tempo de organizar armários, ajeitar bagunças, tirar a poeira dos livros, remexer esta energia estagnada por um ano. A casa ficou mais leve. Comprei novas almofadas e mantas coloridas. Troquei o cheirinho ambiente. Fiz arte. Montei um painel de fotos e um quadrinho com quatro mini corujas representando nossa família. O Lu levou o Beni para a escola de bicicleta, coisa que ele sonhava fazer. E o buscou na escola podendo ver a alegria dele ao ver o pai. Nos conectamos mais com a espiritualidade. Mandamos o carro para arrumar. Organizamos juntos e com amor a festinha de 2 anos do Pequeno. Estivemos – a família toda – presentes no parabéns da escola e aqui de casa. Marcamos finalmente o batizado do Mimi. Pensamos em diversas possibilidades para o futuro. Sonhamos juntos e cansamos muito olhando as crianças. Decidimos usar melhor o poder da gratidão. O Lu voltou para a terapia, e apesar disso mexer com a gente, tenho consciência absoluta de que alguns nós internos precisam – e devem – ser desatados. Eu me embolei toda com a pós porque não queria perder um segundo de tudo de rotineiro que poderíamos fazer juntos tendo tempo. Ainda conseguimos viajar por uma semana, para cansarmos em outro lugar (rs).

🙂

A viagem para São Bento do Sapucaí havia sido um estágio incrível do que nos esperava para nossa semana em Brotas. Aí que me enganei. Em nossa primeira viagem em família, nossas expectativas eram grandes, por isso houve frustração. Apesar de ser EXTREMAMENTE difícil viver uma vida sem expectativas, quando conseguimos somos mais gratos por tudo, porque se não esperamos nada, tudo que chega é bom. Para ter paz de espírito, resolvemos abdicar de refeições juntos (eu e o Lu) e seguimos criteriosamente a mesma rotina que aplicamos em casa com os meninos. Assim tivemos uma semana incrível em família com muito menos perrengues, birras e choradeira.

De novo, se o casal não estiver muito bem estruturado para passar por estes, digamos, “afastamentos”, de modo a encarar como uma fase e enxergando a parceria no criar e cuidar como um afrodisíaco nato, fica muito difícil a coisa não azedar. Para falar o português correto, é FODA! Mas é como encarar a vida como um grande desafio e criar jogos mentais para ir se auto-motivando. Ao mesmo tempo, dentro desta bipolaridade louca entre amar os filhos e a família e querer a liberdade e a ‘antiga’ vida de volta, as pequenas coisas funcionam REALMENTE como combustível. Pra mim, a gargalhada das crianças tira todo meu mau humor. Ou a imagem do Beni fazendo carinho no Mimi. Ou quando só o Beni consegue acalmar o irmão com uma brincadeira que só as crianças devem entender. E como é precioso nos forçarmos a enxergar a vida com os olhos deles, para ver belezas puras e singelas.

É tudo tão enlouquecedor. Tudo passa tão rápido mas demora tanto para passar. Pedimos tanto que eles cresçam mas ao mesmo tempo choramos porque não são mais bebês. É uma mistura tão bizarra que só quem passa por isso vai entender.

E embora seja FODA, o casamento e os filhos continuam sendo altamente recomendados por mim. Crescimento e amadurecimento mútuos; nada é parecido com isso. Nenhuma experiência. Nenhum emprego. Nenhuma viagem. Nada traz a vivência deste conviver. Nada!

Meu beijo, com amor, e já pensando nas próximas férias!

L.

IMG-20160708-WA0050
IMG-20160708-WA0048
IMG-20160708-WA0038
20160708_070817-1
20160708_083859
IMG_20160711_212001
IMG-20160712-WA0071
IMG-20160712-WA0040
IMG_20160711_125608
IMG-20160713-WA0025
IMG-20160714-WA0026
IMG-20160714-WA0022
Publicado em Casamento, Desafios do casamento, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Férias, Filhos, Maternidade real, Mãe de dois, Mães, Pais e filhos, Simplicidade

A primeira viagem de nós quatro – Texto de 21.06.2016

Atibaia, 21 de junho de 2016.

Ouvindo “Dia Especial”- Tiago Iorc.

Desde o começo do ano esperava pelo final de semana passado. Pensei com muito amor e carinho sobre como seria a comemoração do primeiro aniversário de casamento sendo pai e mãe de dois filhos, além dos quase 2 anos do Beni e também do primeiro trimestre completo do Miguel.

Eram muitos os motivos para celebrar a vida e a dádiva de ter uma família! Vibrei com uma intensidade infinita que todos nós estivéssemos com saúde e disposição para curtir o quanto possível este respiro da vida cotidiana, sempre tão insana.

São Bento do Sapucaí foi a cidade escolhida e a Pousada do Quilombo para a estadia.

Benício chegou querendo fazer amizade e jogando beijos para os tios e tias no restaurante da pousada; enquanto esperávamos pela pizza do jantar, a missão dele era convencer alguém a levá-lo até a sala da lareira ou ver o olhar de aprovação sobre a vontade incessante que ele tinha em sair correndo e subir e descer incansavelmente as escadas de lá. Quando viu que nem com toda simpatia conseguiria, iniciou a famosa birra. Tratamos de comer a pizza rapidinho porque tem horas que doutrinar é muito cansativo e nós não queríamos iniciar a viagem com ele chorando. Depois de comer pedaços da pizza de abobrinha, eis que surge “a visão”. Quando Benício vê uma criança, ele se transforma. Quer interagir de qualquer maneira! – e é muito gostoso de se ver, diga-se de passagem. A menininha, chamada Maria Vitória, ou Mavi, era uma fofura!! Ele quis chamar a atenção dela – como se chamando-a para brincar – e saiu correndo pelo corredor como um foguete; calculou mal o espaço, meteu a cara na cadeira, caiu, chorou por meio minuto, beijou a própria mão e passou na testa para se “auto sarar”, chamou a cadeira de boba, mostrou a língua e sorriu de novo para Mavi, que a esta altura já estava tranquila na mesa com os pais assistindo a “Pepa” em seu tablet. Mesmo chegando perto dela e olhando a telinha, o negócio dele era mesmo conseguir subir as escadas sozinho. Êita sapequice cansativa! É porque eu, como mãe, sempre imagino os perigos, enquanto ele só enxerga desafios a serem vencidos. Pois bem. Na hora de ir para o quarto, ele finalmente conseguiu o que queria! As palmas e o sorriso dele ao chegar do outro lado da escada foi impagável – e passou rápido a empolgação, porque ele logo já enxergou outras coisas para brincar e se desafiar.

Estava uma noite fria, então resolvemos acender a lareira. Para ajudar o pai, Benício ficou de longe soprando para fazer fogo – sem que ninguém o tivesse ensinado – e depois apontava para a lareira e para nós e dizia “enti” e “dodói”, querendo dizer que ali era muito quente e poderia fazer dodói. É quase poético quando a criança reproduz aquilo que acabamos de ensinar, mas só consigo pensar nesta beleza agora, porque logo depois desta quase frase, ele já começou a ficar inquieto por ter que ficar preso no quarto e tratou de arrumar outras coisas para fazer: pegou o telefone e discou para a “titia”, falando “alô, alô”, mas não de modo quieto. Era mais legal falar “alô” tentando subir no criado mudo para alcançar o objetivo de se jogar na cama. “Benício, vai machucar, filho. Fica quietinho um pouquinho” – repeti no mínimo umas trezentas vezes – sem sucesso. Depois de muito pular na cama, reconhecer o território, finalmente adormeceu. Miguel conseguiu dormir em seguida, já que com o irmão tão animado ficou difícil fechar os olhos antes – rs.

No dia seguinte, acordamos e troca um, troca outro – estamos saindo – um faz cocô, troca de novo e uma hora e meia depois, conseguimos! – “Vamos correr, está terminando a hora do café!”

O dia estava maravilhoso, um céu de brigadeiro e o restaurante tinha uma vista espetacular para as montanhas – e também para o parquinho que levava a uma ponte bamba e bem alta. Sentamos. Peguei goiaba, manga, pão e bolo para o Beni e não durou 10 minutos para a birra começar, porque o desafio da vez era sair correndo para ir não ao parquinho, mas atravessar a ponte e de preferência sozinho. – “Benício, Benício, vamos comer, filho. Precisa comer pra ficar forte e saudável igual ao dinossauro que você adora!”

– “Ã, ã, ã, ali, ali, ali, mamãe, mamãe, ali, mamãe, ali, ã, ã, ã, buáááááááááááááááááááá”

Nessas horas eu me lembro da professora Leila me dizendo que o desafio não é meditar quando existe silêncio e o momento colabora, mas sim quando presenciamos especialmente um momento de caos.

Respiro fundo, conto até trezentos e para não ver mais olhares de reprovação, vou até o parque com ele. – “No parque, porque tenho medo de altura e na ponte você só vai com o papai.”

Vinte minutos depois, o Lu chegou e fui finalmente tomar meu café. Ufa! Silêncio e uma vista linda de presente! Pensei em como a natureza é linda!

Estando todos alimentados e depois de Beni ter ido na ponte e querer descer correndo a área de paralelepípedos só pra ficar mais emocionante, encontramos um lugar plano para brincar, correr, jogar bola, tomar sol, nos divertir. Mas ali perto tinha um barranco. Meu filho aventureiro queria era ficar ali, na beiradinha, só pra ver o que poderia acontecer. Deusinho nunca foi tão solicitado para me dar paciência quanto neste dia!

A brincadeira durou cerca de duas horas e começou a choradeira. Miguel com fome e Beni com sono. Fomos correndo para o quarto e algum tempo depois, os dois dormiram simultaneamente.

Olhei para o Lu e depois do “ufa!”, eu disse: “Finalmente! Vamos tomar nosso vinho?”

Quando solteiros, tudo era diferente: o local escolhido era sempre o que não aceitava crianças, afinal, são realmente desagradáveis os ataques de birra e sempre queríamos privacidade total. O dia era todo tomado para passeios na cidade, ofurôs e massagens e a noite, para a lareira, o foundue e um vinho pra terminar a noite meio breacos, com aquela sensação gostosa que o álcool na medida traz. Uma completa despreocupação e “cabeça leve”.

Maaaas… estávamos comemorando nosso aniversário de casamento e agora temos dois filhos, ou seja, muita coisa mudou – senão tudo! Então, a regra é dançar conforme a música. Nós, enfim, tivemos nossa hora e meia de sossego, risada, uma garrafa de vinho vazia e a dúvida: sobre o que falávamos quando não tínhamos filhos?

Decidimos tentar ser mais criativos no assunto na próxima vez.

Os meninos acordaram, almoçamos em paz, passeamos mais um pouco e o fim de tarde chegava. Com previsão de muito frio, ficamos quietinhos (quando digo quietinhos entende-se juntos em um só ambiente, porque meu filho curioso de quase 2 anos ainda não sabe o que essa palavra significa) e 20h30 os dois finalmente dormiram. Pedimos nosso jantar no quarto, o Lu foi fazer massagem e eu fiz o que eu mais amo fazer quando sobra tempo: DORMIR. A alegria de deitar às 21h00 é realmente impagável, porque sei que, ainda que eu tenha o sono interrompido, o saldo final será positivo e eu acordarei bem humorada e descansada.

Dia seguinte, antes da birra começar, nos dividimos para ficar com os meninos e tomar um café gostoso e contemplador. Beni quis andar de bicicleta com o pai enquanto eu fiquei passeando com Miguel. E assim, seguimos a rotina do dia. Horas depois, respeitando a hora do soninho vespertino dos dois, eu e o Lu conseguimos almoçar na varanda do quarto, curtindo o silêncio tão sagrado que traz tanta paz. Conversamos sobre aquela vista linda das montanhas, sobre o verde, sobre o quanto as pessoas daquela cidade deveriam viver por 200 anos, sobre a contemplação, sobre nossos sonhos e futuro. Lembramos como chegamos até ali, relembramos episódios engraçados e dramáticos da nossa relação e depois de longos abraços que muitas vezes são tão acolhedores e curadores, os meninos acordaram e era hora de ir embora.

Lembra que deixamos os meninos dormirem o soninho da tarde? Pois então! Descobrimos na raça o quanto isso pode nos custar na hora de retornar pra casa. Filhos descansados e querendo sair do carro para brincar, waze mandando para uma estrada ‘uó’ e choro incessante. Na próxima, lembraremos de ir embora na hora do soninho e a conversa despretensiosa acontecerá no carro mesmo, de mãos dadas – rs.

Resumo da ópera: se você aceita que uma viagem com seus filhos vai te trazer momentos incríveis e outros estressantes, você cria a realidade correta em sua mente. Se os dois dormirem ao mesmo tempo, encare como um baita bônus. Uma coisa que eu e o Lu já estamos craques é olhar para estes momentos como verdadeiros presentes.

Não dá pra dizer que viajar com eles é relaxante e um convite ao descanso, mas dá pra imaginar o quanto estes momentos em família são importantes para a construção dos vínculos duradouros, para o treinamento de sentimentos como a paciência e também, para testemunhar a alegria ingênua de uma criança ao ver um tronco de árvore no chão e já imaginar um cavalinho.

Eles nos ensinam tantas coisas!

Cansaço e amor. As duas grandes palavras que resumem esta experiência.

13435556_10209699161819607_4136749787227779789_n

Em breve, teremos a nossa próxima viagem, se Deus quiser!

L.

Publicado em Alegria, Amor multiplicado, Ano novo - reflexões, bebê, Casamento, Coragem, Desafios, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Filhos, Gratidão, Mãe de dois, Mães, Pais e filhos, Reflexões de ano novo, Segundo filho

Tchau, 2016. Oi, 2017!

Atibaia, 22 de dezembro de 2016.

Dezembro. Último mês deste ano que nem vimos passar.

Foi um ano dificilmente especial…

Janeiro começou com encontros de amigos; quis reunir o quanto pude todos eles em casa porque sabia que o primeiro ano na fusão mãe-bebê é especialmente isolador. Era o último mês de Miguel em minha barriga e meu Deus, como esta gestação passou rápido!

Fevereiro veio e com ele um carnaval animado, em família, acolhedor e divertido, destas coisas simples que são capazes de marcar nossas vidas. Neste mês, lembro muito particularmente de três episódios: o primeiro, no terceiro domingo, onde eu, Lu e Beni fomos passear pela praça da Matriz. Eu ali, emocionada, me despedindo da barrigona e vibrando luz e amor para um parto tranquilo. Que sensação! Que mistura de sentimentos!

O segundo aconteceu no nascimento de Miguel, na bênção dele ter chegado com saúde, no respeito pelas minhas escolhas, no receber pessoas no hospital como sempre sonhei e no não desgrudar do meu menino. Deus preparou para mim este grande presente, para tirar tudo que havia ficado de memória ruim no pós parto do Beni. Minha gratidão foi infinita!

E o terceiro, como não podia deixar de ser, deu-se no primeiro encontro entre os irmãos. Nunca vou esquecer daquele momento, do amor sendo construído pelo Mimi e da angústia que eu sentia em saber que Beni ia precisar de tempo e espaço para se acostumar, se adaptar a nossa nova realidade familiar. No meio de tanto sentimento, agradeci a Deus por ter tido a oportunidade de amamentar. E por ter tido um puerpério mais tranquilo.

Em março, ganhamos de presente da Mimas nossa primeira sessão de fotos em família. Foi muito especial registrar depois de 19 dias do nascimento do meu Pequenino o caos e o amor compartilhado, o sorriso tímido do Beni, o olhar de quem ainda não estava entendendo o que acontecia. Foi um mês de grande turbulência emocional. Os dois ficaram muito doentes, assim como eu e o Lu. Mas, dia após dia, tudo passou.

Em abril, mais desafios. Beni teve sua primeira estomatite. Começou a ter terror noturno. Mimi com bronquiolite. Os dois precisando de tantos cuidados e eu mesma precisando precisando tanto de uma pausa. Chorei. Como eu chorei! Mas também ficou pra trás. Sorte ter sido mês da Páscoa – o santo chocolate ajudou muito. O que valeu muito neste mês foi a visita da nossa amiga amada Dezinha, que veio conhecer o Mimi, contar sobre sua nova vida e onde passamos um dia muito gostoso, só com um bom papo, um bom vinho e boas risadas.

Maio veio para florescer o primeiro trimestre desafiador e nos presenteou com momentos mágicos, encontros com amigos, dia das mães especial, nossa primeira ida ao parque juntos em família, nossa primeira ida a Aparecida do Norte para agradecer a nossa Mãezinha por tantos desafios enfrentados e superados. Foi um mês e tanto. Também recebi auxílio divino para me mostrar um meio de conseguir me sentir eu mesma, e a propaganda de um curso sobre Gestão Escolar pela Esapq/USP apareceu bem na minha frente. Iniciei meus estudos no MBA e passei a me sentir muito feliz por voltar a estudar e fazer algo por mim.

Junho foi muito esperado. Alguns episódios muito significativos marcaram este mês.
Viajamos pela primeira vez para celebrar nosso primeiro aniversário de casamento com a família completa. Foi um final de semana inesquecível, onde eu e o Lu pudemos enfrentar dores e delícias de viajarmos sozinhos com nossos filhos com demandas totalmente diferentes. Foi amorosamente enlouquecedor! Outra vivência marcante, aconteceu na festa da lanterna da escola do Beni; eu e o Lu vivíamos a exaustão que ter dois filhos em casa traz, e nesta festa nos emocionamos muito quando nos foi pedido que colocássemos todos os desafios enfrentados em um papel para que o fogo levasse e restabelecesse a harmonia e o amor; chorei muito, me emocionei muito. Parece ter sido uma resposta à renovação de esperanças que eu pedia a Deus. Ficou marcado no coração! Além disso tudo, conseguimos almoçar juntos no Dia dos Namorados. Simplicidades da vida, tão valiosas. E pra fechar um mês abençoado, teve também um show gratuito em SP só com meu Amado do Paralamas, Kid Abelha e Nando Reis, onde fui presenteada com a presença de Dado Vila Lobos tocando Legião, o que me fez EXPLODIR de amor.

Em julho fomos abençoados com dias de sol absoluto em nossa semana de férias em Brotas. Foi uma viagem muitíssimo especial onde nos conectamos com nossos Pequeninos, estávamos presentes 100% e nos divertimos muito. Cansaço a parte, foi tudo muito gostoso! Com o Lu de férias, pudemos comemorar juntos o aniversário do Beni na escolinha e preparar uma festinha simples mas muito amorosa aqui em casa. Ele ficou muito feliz e nós mais ainda por esta oportunidade de celebração da vida de nosso menino.

Em agosto, comemoramos a vida de muita gente querida. O dia dos pais foi especial. Encontramos amigos, meditamos luz pelo nosso lar, restabelecemos nosso equilíbrio, Lu entrou em seu 36° ano de vida e agradecemos a oportunidade de vivermos juntos, de compartilharmos histórias de vida e de tanto ensinamento mútuo.

Setembro, mês sempre especial: fomos ver os dragões com o Beni, que ficou encantado! Eu e o Lu tivemos nosso momento indo assistir ao musical Cartola, pré comemorando nosso 9° aniversário de namoro. Comemorei meu aniversário na praia, como sonhei. Foi muito especial a entrada dos meus 31 anos… tanto a agradecer! No dia de Cosme e Damião, tive uma visão linda: éramos eu, Lu, Beni e Mimi – todos crianças – brincando juntos e plantando árvores no quintal de casa. Foi muito emocionante este momento, porque senti uma conexão com o divino latente. Um momento mágico.

Sendo assim, em outubro, resolvi comprar as árvores para plantar. Beni não estava muito bem, de novo com amidalite, mas desta vez apesar da febre, não perdeu apetite e ficou disposto. Foi uma grande aventura pra ele plantar e regar seu pé de goiaba – sua fruta favorita – junto com o avô. Trouxemos VIDA a nossa casa através dos pés de goiaba, limão, mexerica, romã e da minha planta favorita: dama da noite. Mais uma vez, fomos a Aparecida do Norte agradecer. Pedir proteção. Renovar nossas forças de fé, nos permanecer nutridos de amor e união e nos reconectar com nossos mentores para estarmos sempre atentos ao melhor caminho a seguir, pedir que nossa intuição nos leve às escolhas determinantes com paz no coração. Também tivemos nosso segundo ensaio em família com a Mimas. Lindo. Divertido. Emocionante.

Em novembro, Mimi já estava maior e começou a engatinhar. Esta é uma fase linda de início de liberdade, mas por outro lado, não conseguia mais fazer nada sozinha. Era hora de tomar a grande decisão de colocá-lo ou não no berçário. Optamos pelo sim. Dia 29 de novembro, meu Passarinho começou seu voo junto com o Beni. E eu pude pela primeira vez estar realmente só – e como isso me fazia falta! Com esta grande oportunidade de fazer o que quisesse com meu tempo, fiz um curso chamado “Fazer a Ponte”, sobre um sistema de educação que gosto tanto próximo a Porto, em Portugal. Esperança pela educação!

 

Enfim, chegamos a dezembro. Um mês inesquecível. Dia 16, 3 meses após completar 31 anos, tive um sonho lindo, adicionado a sinais latentes sobre novas possibilidades. Isso fez vibrar e acelerar meu coração. Certas adrenalinas só fazem bem e pensar na possibilidade real da realização de um grande sonho, um grande projeto, traz grande renovação para a vida.

♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥

Faço sempre questão de olhar carinhosamente mês a mês para relembrar o quanto Deus age em meu dia a dia, o quanto termos fé e buscar equilíbrio é sempre fator crucial para vivermos bem. Se olharmos sempre para o plano geral, muitas vezes só enxergaremos cansaço em nosso dia a dia, mas existem tantos momentos mágicos escondidos em cada virada das 24 horas que só podemos agradecer por tamanhos presentes diários.

Além de tudo que nos aconteceu, tivemos saúde, disposição para enfrentar os desafios e arregaçar as mangas para pensar em possibilidades para o que sabemos que pode ser mudado, transformado, melhorado.

Pra mim, foi um ano BOLHA. Poucos amigos restaram, mas os que ficaram são de uma qualidade tremenda, que trazem paz e aconchego ao meu coração quando preciso de auxílio ou colo, e que vibram quando divido alegrias! Fiquei em minha própria casa grande parte do tempo e isso me ajudou a fortificar meu lar, fortificar meus laços comigo mesma e com minha família, minha maior bênção. O que vivi com meu marido e meus filhos é inexplicável, é uma experiência única onde cada um aprendeu e ensinou muito e por toda esta vivência me sinto lisonjeada. Pelo meu abrir de olhos. Por buscar novos conhecimentos. Pela capacitação. Por enxergar tantas possibilidades. Pelo início da quebra de tantos bloqueios emocionais. Pela quebra das amarras. Por tudo.

E por ainda termos tanta vida pela frente, e por ter sonhado com ela esta noite, tenho como minha música do ano Vilarejo, da Marisa Monte.

Que o vento bom areje e permaneça.

E que os Anjos digam Amém.

Minha mensagem de fim de ano, enviada pela minha mãe para mim, é o que eu desejo a vocês:

“Eu estive pensando sobre o que poderia desejar-lhe além das bênçãos de saúde e felicidade; te desejo um ano abençoado por Deus com festas e comemorações, com pais saudáveis e filhos felizes. Desejo-lhe tranquilidade e noites bem dormidas. Jornais com boas notícias e projetos de paz. Desejo-lhe muitos cafezinhos cheios de boas conversas, livros bem lidos e trabalhos bem feitos. Que as idas a farmácia sejam por cosméticos e não remédios e que as idas ao mercado sejam por chocolates e não por dietas. Eu quero que você seja amada, querida e respeitada. Que os homens da sua vida te tirem o batom e não o rímel. Te desejo tantas coisas… boas mamografias, bons exames médicos e se necessitar de injeções, que sejam de botox e não de antibióticos. Que ninguém te faça chorar e que você cante bem alto no carro quando estiver sozinha. Que tenhas um ano com férias, feriados, viagens e escapadelas. Que não te falte nada e que não te roubem nada. Desejo-lhe risadas e gargalhadas, daquelas que fazem chorar. Risos daqueles que afugentam os medos e eliminam as rugas…Te desejo mel nos seus desafios e mel nos momentos amargos. Muito sucesso e saúde durante todo o próximo ano e que Deus te abençoe e te acompanhe sempre.”

 

Meu beijo,

L.