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Valeu, Deusinho.

Atibaia, 21 de maio de 2020.

Ouvindo Your Song, versão Lady Gaga

Já nem sei mais há quantos dias estamos em casa. Parei de contar a partir dos 60…
Tem sido uma jornada e tanto de autoconhecimento, reconhecimento e mais que nunca, cumplicidade com meus filhos e meu marido.

Mas sabe… pensando em tudo que vem acontecendo, relembro o início dessa jornada e claro, há dias em que a insegurança e tristeza tomam conta, mas venho tentando me acolher e acolher meu núcleo, porque penso que se começarmos a estar bem em casa, este sentimento será de alguma forma entendido pelo Universo como bom e positivo e as ondas serão propagadas.

Algumas coisas me ajudaram muito neste processo:

Ter feito meu mapa astral com a Carla Bariquelli, onde soube quais são as minhas verdadeiras vocações.
Ter feito o curso de Inteligência Emocional da Conquer e a partir dos exercícios, conseguir de fato materializar a partir da escrita meu propósito de vida.
Ter ouvido encontros de educadoras da Primeira Infância e o quanto elas sentiam falta do olhar das crianças para enxergar o lado bom da vida, o que mudou com.ple.ta.men.te a minha perspectiva de estar em casa com as crianças.
Estar participando dos 21 dias de abundância de Deepak Chopra pela 2ª vez, mas agora com outro olhar, muito mais profundo e entregue.

Quando a gente escuta falar que sobre o exercício da felicidade, sobre a verdadeira abundância, sobre enxergar o lado bom da vida, pode parecer clichê tudo isso. Mas a verdade é que comecei a partir de pequenos passos, já que tenho uma tendência ao otimismo. Quis melhorar.

Li um pouco mais sobre vibrações na Física Quântica, me cerquei durante meus dias da obrigação de fazer todos os dias algo por mim, por menor que fosse, passei a usar mais roupas coloridas e a me arrumar todos os dias, voltei a escrever meu caderno da gratidão e me forcei a encontrar boas novas até mesmo nos dias mais desafiadores. Sempre, sempre, sempre tem alguma coisa.

Depois de tomar algumas decisões, tudo passou a fluir de maneira melhor – não necessariamente mais fácil – mas melhor.

Teve um dia que estava tomando banho, e de repente, me veio uma clareza tão grande da presença de Deus – ou seja lá como você chama esta energia – em minha vida.

Deusinho, hoje sei que nos preparou para este momento.
Quando mudamos de nossa última casa para onde moramos hoje.
Quando me fez enxergar que meus filhos eram minha prioridade e que eu precisaria fazer uma escolha consciente das conquências.
Quando eu e o Lu passamos a trabalhar em casa e, ainda que trabalhando para empresas diferentes, tivemos que nos adaptar a estarmos novamente juntos na nova rotina.
Quando eu e o Lu tivemos conversas duras e tentamos dividir a versão profissional da versão pessoal.
Quando a grana ficou mais curta ano passado, nos forçando a reestruturar algumas rotas.
Quando a gente passou a fazer o Evangelho no Lar em família.
Quando fez a ajuda chegar na hora certa.
Quando colocou pessoas especiais, verdadeiros Anjos de caminhada.

E eu só tenho a agradecer…

Pela nossa saúde física.
Pelo nosso lar.
Pelo alimento na mesa.
Por estarmos protegidos, em família.
Pela oportunidade de melhoramento.
Pelos amigos que nos edificam a alma.
Pela inteligência concedida.
Pela coragem de recomeçar quantas vezes necessárias.
Pelo nosso trabalho.
Pelo calor do sol diário.
Pela natureza curadora.
Por termos a chance de cuidarmos melhor de nossos templos: nosso corpo, nossa mente, nossa casa.

E hoje especialmente, por finalmente ter chegado o remédio da minha sogrinha, possibilitando o início do tratamento de metástase.

Valeu, Deusinho. De todo meu coração.

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Meu beijo,
L.

Publicado em Desafios, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Vida real

Organize-se!

Atibaia, 20 de agosto de 2019.

Ouvindo Dueto – Ahhhh, Chico!

Lembro quando dois meses atrás minha cartela de anticoncepcional tinha terminado e decidi parar com a pílula. Tomei a decisão depois de retomar a leitura de Mulheres que Correm com Lobos e também de ser mais assídua nas observações e conteúdos contidos na Mandala Lunar.

Percebi o quanto estava distante do meu feminino e queria retomar rituais, percepções, intuições, tudo que estivesse relacionado aos ciclos, ás fases da Lua, ao Universo existente em cada uma de nós.

Aliado a isso, quis investigar melhor como ficariam minhas emoções e sensações neste meu novo momento de vida, decisão tomada de maneira consciente mas que traz o novo em tanto: o LAR como templo definitivo de Prosperidade em todos os campos: pessoal, profissional, familiar.

Ainda estou me adequando à nova rotina e sendo tantas. No alimento, o amor para nutrir à mim e aos meus amores. No trabalho, a concentração para criações e processos. Pessoalmente, na auto-observação. No lar, organização para a fluidez.

Meu signo é Virgem com ascendente em Capricórnio e Lua em Libra. Organização, comprometimento e entrega às emoções. Meu mapa astral e a leitura dele me definiram bem, e foi uma experiência incrível quando soube de todas as minhas características e desafios para lidar melhor com isso, para conseguir expressar ao outro meus sentimentos e para aprender a ter compaixão por mim mesma.

Na investigação das emoções comentada há pouco, comecei a escrever diariamente os dias em que me sinto mais produtiva, mais criativa, mais serena, mais agitada, mais melancólica, mais mundo da Lua… e hoje, poderia me definir como ‘a louca da faxina’.

Lembrei da TPM. Lembrei do inferno astral. E lembrei do meu lado virginiano que crê em Feng-Shui e que não conseguiria mais escrever um e-mail sequer enquanto não arrumasse cada canto da casa – rs.

A terapia tem sido ótima. Estou aprendendo a exercitar a ‘não crítica’ àqueles que são diferentes de mim. Colei na minha agenda os propósitos todos que me fizeram seguir este novo caminho e sei que certas características deste caminho são só minhas; o Lu, por exemplo, não se importa em trabalhar com o escritório em desalinho e nem com as 1.000 abas abertas no desktop.

Venho aprendendo e trazendo para consciência que quando o outro faz algo que me irrita, às vezes o problema está comigo e não com o outro. Pois bem.

Hoje acordamos todos e percebi que a falta de um ambiente na casa que estivesse em ordem estava “me dando coisas”. Respirei fundo, me despedi dos meninos, Lu foi levá-los para a escola e só pedi sabedoria pra não surtar, porque o incômodo estava comigo e quando o incômodo está comigo, só eu posso resolver.

Fiz uma oração, coloquei uma música e lá fui eu ‘matar o que estava me matando’. Pelo menos um dia no mês eu sinto essa necessidade louca de organizar, destralhar, ajeitar tudo. Não sei explicar porquê, mas é como se eu sentisse que a minha fluidez e entrega total só acontecerá depois desta limpeza e organização física.

Com tudo organizado, me sinto mais feliz e produtiva.

É impossível ser feliz no meio da bagunça. – Marie Kondo.

Tento manter uma organização mental e também gerenciar o tempo de minhas atividades para que consiga dar conta dos checks e seguir sendo tantas todos os dias.

Qual será a próxima emoção a vir pela frente? Você também têm o costume de fazer este ‘mapa emocional’? Pra mim tem sido revelador!

Falando sobre ciclos e sobre essa auto-observação na terapia, a Mari me indicou um TED sen-sa-cio-nal a respeito. Compartilho a quem possa interessar.

Assim seguimos. Conscientes, fortes e observadoras neste grande e apaixonante caminhar da vida – com ou sem organização (rs)

Meu beijo,
L.

Publicado em Casamento, Coragem, Desafios, Desafios do casal, Desafios do casamento, Emoção, Escolhas da vida, Família, Gratidão, Transformação

Qual a parte que me faltava?

Atibaia, 19 de março de 2018.

Ouvindo “Nó” – O Terno [Ouça você também! Adoro esta música!]

 

Este blog vai ficar extenso… é que era pra ele ter saído na semana passada, mas na hora de colocar os meninos pra dormir às 20h30, fui junto e só acordei no dia seguinte.

Três semanas atrás, fomos em família ao mercado no sábado, por volta de 19h. Normalmente fazemos isso aos domingos, mas não naquele final de semana.

Chegando lá nos deparamos com várias turmas e casais escolhendo as bebidas e carnes para o churrasco na casa dos amigos, e eu francamente só conseguia pensar: “que tempo bom!”

Lembrei do início do namoro, de como tudo é maravilhoso quando estamos apaixonados, como temos disposição, olhos brilhando. Por mais que a calmaria do amor seja um sentimento bom, às vezes sinto falta da espontaneidade e da cegueira positiva que sofremos nesta fase da relação.

Tive vontade de dizer àquelas pessoas que aproveitassem aquela fase da vida; eu só pensava em tomar um pileque e ficar com a cabeça leve, mas voltei pra órbita quando ouvi “mamãe, mamãe”.

Percebi que depois deste dia, os próximos foram esquisitos. Existem fases da vida que se tornam chatas; são muitos compromissos, responsabilidade, filhos exigindo mais que o normal, trabalho com demandas infinitas, passagens chatas do casamento.

Lembro que não parava de ouvir a música “Índios” do Legião que dizia “no meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… tentei chorar e não consegui…” 

E também teve… “e nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos…”

E por ouvir Legião, eu me lembrei do escoteiro. Lembrei da minha adolescência. Das amizades. Tentei acessar pessoas daquela época pra ver se meu coração se acalmava, se eu me reencontrava, me resgatava. Foi estranho. Sofri quando percebi que tudo que vivi ficou no passado e que hoje nada mais é e nem será igual.

As pessoas de antes não são mais as pessoas de hoje. Tem vezes que me sinto um pouco ingênua demais em tentar manter certos sentimentos que um dia me fizeram bem; esqueço que algumas coisas na vida para darem certo precisam efetivamente de algo chamado re.ci.pro.ci.da.de.

É difícil isso acontecer comigo, mas diante de tanto ‘sentir’, entendi que era hora de me recolher.

Percebi que eu estava fugindo. Que eu queria acessar alguma outra versão de mim mesma que não esposa e nem mãe. Esses dois papeis me exigem muita responsabilidade… eu não queria mais ser tão responsável.

Já aconteceu com vocês?

Às vezes eu entro em colapso, especialmente quando meu casamento passa por situações estranhas. Não é culpa de ninguém, mas quando percebemos, somos soterrados pelo cotidiano, pelo dia a dia maçante, pela falta de cuidado, pela exaustão.

E aí eu sempre tento relembrar quantas já fui, quantas sou, quantas ainda serei.

Eu estava era com saudade de mim mesma. De não sentir cobranças. De viver com liberdade e tempo para fazer o que eu quisesse. Ler a hora que eu quisesse. Escrever a hora que eu quisesse. Assistir a programas de decoração e moda. Ver filmes adoráveis, sem interrupções, com calma. Ficar na rede. Caminhar tranquila. Sair, simplesmente.

Quando a vida entra nesta energia densa, eu normalmente me recupero fácil. Desta vez foi mais difícil. A gente tem que encarar nossos monstros internos, repensar o que tem nos deixado tão infelizes, sermos o mais transparente possível conosco – e com quem vive com a gente -, aceitar e acolher nossas fragilidades, lembrar que somos humanos e esperar que os dias passem para nos trazer de volta.

Era um sentimento ambíguo.
Sentia falta da Lillian do passado – livre – sem reconhecer a Lillian do presente – que enxerga beleza em tudo.

Depois de falar muito comigo mesma, as coisas começaram a se ajustar. Primeiro, em mim – depois, no outro.

Quem diria que uma simples ida ao mercado seria o estopim de mais um destes tantos momentos mais desafiadores da vida?

Quando a vida dá um nó
Não adianta sentir dó
De si mesmo

Há uma chance de um novo começo
Um tempo bom pra fazer diferente
A gente pensa que sabe da gente
Mas nunca é tarde pra abrir nossa mente

O sol voltou pra esquentar sua vida
Há um olá depois da despedida
Depois de tudo que você chorou
Lavou a alma e encontrou o amor

Passou, passou.

metamorfose

Meu beijo,
L.

Publicado em Escolhas da vida, Família

O que pode acontecer em 30 dias?

Atibaia, 13 de outubro de 2017.

Ouvindo Closing Time – Semisonic. (Como amo esta música… já gostava antes, mas depois do final de “Amizade Colorida” ela sempre me remete a finais felizes) 

Dia 14 de setembro foi o último dia que escrevi no blog.
Faço um review deste mês que deixei de passar por aqui. Quantas coisas são possíveis de acontecerem em 30 dias?

– Um inferno astral pode terminar.
– Uma festa surpresa pode acontecer.
– Uma viagem em família pode ser surpreendente.
– Uma mãe pode ter sua primeira ressaca após 3 anos de “pura lucidez”
– Uma mudança de casa pode mexer com a rotina de uma família.
– Um filho pode se empolgar bastante com o novo quarto de herói, mas ainda preferir dormir juntinho de sua mãe.
– Um novo desafio profissional pode surgir.
– Uma monografia pode estar prestes a acabar.
– Um filho caçula pode dizer “eu te amo” pela primeira vez para seus pais.
– Uma exposição que poderia ter sido muito legal pode não ter sido tão legal assim.
– Uma família pode assistir junto ao mesmo episódio de uma série que os filhos amam por umas 299 vezes.
– Namorados, noivos ou casados podem assistir a alguns episódios da série favorita e serem felizes com pouco.
– Um surto pode acontecer por conta do cansaço e noites mal dormidas.
– Um reencontro com pessoas da infância podem ser capazes de fazer seu coração vibrar de forma única e te dar a certeza de que tudo sempre valeu a pena.
– Encontros em família podem se tornar tudo o que você precisa em determinado momento.
– Você pode provar a dor de certos afastamentos, mas entender que é o melhor que pode acontecer.
– A visita ao centro ou a qualquer local de orações e preces pode voltar a se tornar recorrente, já que energias são fontes infindáveis de paz e amor.
– E indo ao centro você pode chorar para esvaziar a alma, sem se preocupar com o que todos estão pensando.
– Você pode perder o ar ao admirar diariamente os quadros pintados pela natureza quando simplesmente paramos e olhamos para o céu.

Tudo isso aconteceu em minha vida.
Eu me sinto esgotada, mas feliz.
Feliz por em 30 dias seguir sentindo minhas emoções de forma genuína.
Feliz pelos momentos com minha família. Feliz porque estou finalizando minha pós graduação. Feliz por seguir cheia de novos desafios no trabalho. Feliz por imaginar quantos planos já foram concretizados… e por me lembrar que tantos outros estão vindo pela frente.

Para os próximos 30 dias, entrego a última versão da minha monografia. Volto a trabalhar também como redatora – e não apenas como gestora de projetos. Quero fechar a próxima viagem de descanso em família. Quero voltar a buscar meus filhos às 17h na escola. Quero ter mais tempo pra deitar na grama com eles e olhar o dia se despedindo. Quero escrever pelo menos duas vezes no blog – e não apenas uma. Mas quero, acima de tudo, seguir SENTINDO. Sentindo o amor, a alegria, a gratidão.

Já fez seus planos para os próximos 30 dias?
Sem sonhos… somos nada!

Meu beijo,
L.

Publicado em Casamento, Escolhas da vida, Família, Filhos

Sobre filhos, casamento e gratidão.

Atibaia, 30 de junho de 2017.

Ouvindo Sweet Creature – Harry Styles.

Descobri este som esses dias por acaso no Spotify e já comecei a imaginar com quais cenários da minha vidinha ela se encaixaria. Fico aqui editando aquele tal trailer imaginário que ficou mais latente depois de assistir pela primeira vez – e pelas todas as milésimas vezes seguintes – “O amor não tira férias” (meu filme favorito da vida, by the way!)

Há tempos estou para escrever no blog. Já faz mais de um mês que não passo por aqui. Prometi que este ano melhoria a assiduidade das minhas publicações, mas não imaginei que a vida mãe x profissional x esposa x estudante tomaria praticamente todo meu tempo! No drama e culpa nenhuma também, viu! Estava no escopo para os desejos deste ano dançar conforme a música.

Reclamo não. Nunca estive tão feliz!

Algumas fases da vida a gente tem vontade de colocar num potinho, não é? Que mal há em aproveitar os bons ventos?

Ainda quero escrever com a calma que o post merece sobre nossa estadia no Organyca, que foi sensacional! E também sobre o projeto Medite na Rua, que gostei tanto de participar cerca de 3 semanas atrás. E também sobre como eu tenho conseguido conciliar tantas demandas de trabalho novo, com as aulas da pós, a atenção para os meus amores, minha monografia e agora uma nova mudança de casa que temos visualizado pela frente. Nossa! Era tanta coisa assim mesmo? Cansei!  Zzzzzzzzz

Mentira!! Eu agradeço e agradeço e agradeço. O Universo tem sido tão fofo e ouvido tão lindamente que não tenho outra coisa a fazer senão agradecer.

Por falar em agradecimento, li um texto hoje da Rafaela Carvalho que me fez dar ainda mais valor para esta revolução que todos os casais passam  depois da chegada do primeiro, do segundo, do terceiro filho. Para cada nova estrutura familiar, uma nova adaptação.

Que alegria tão grande poder compartilhar cada momento de alegria e desafio com meu marido amado, meu parceiro de vida.

Deixo este texto incrível para todas as mães, pais, famílias que passam por esta transformação dia a dia e que enxergam nesta exaustiva função a beleza e poesia de que no fundo, no fundo, há algo muito maior por trás de toda esta energia de amor na qual estamos envolvidos. Vida longa aos que acreditam na constituição familiar, seja no modelo que for. Só o amor constrói. 🙂

Tantos são os motivos que a chegada de um filho pode te tornar uma péssima namorada. Filho transforma não só o corpo e o coração. Vira a vida, a casa de ponta cabeça. Muda as prioridades, redireciona os planos. É bem provável que eu não me pareça muito com a mulher por quem você se apaixonou, e vice-versa. Mas a gente se reapaixona.
Caio de amores pelo homem amadurecido, que coloca a família em primeiro lugar, que segura nossos filhos pelas mãos.
Brigamos, perdemos a paciência (já gasta com o constante lidar com as crianças), dormimos “mal” – quando dormimos.

E no dia seguinte, entre um café sendo passado, uma troca de fralda, um esbarrar para escovar os dentes, um grito pedindo para desligar o fogão antes que o pão queime. Não sobra tempo para lembrar o motivo da raivinha da tarde anterior.

Há também noites onde as crianças vão pra cama cedo. Nos empolgamos com tamanha liberdade, e vamos dormir depois da meia noite. E acordamos zumbis.

Nossas conversas foram substituídas por frases soletradas, para que as crianças não entendam. Marcamos de N-A-M-O-R-A-R, avisamos que tem C-H-O-C-O-L-A-T-E no armário. Eu vejo marcas de expressão surgirem no seu rosto. Você enxerga o mesmo em mim.

Te pergunto se você vê a ruguinha do meu lado esquerdo, você nega. Afinal, tem amor pela vida. Mas sabemos que ela está lá. Desgastes na pele de quem ri demais, chora demais, se estressa demais, vive demais, gosta de praia demais.
Enfrentamos problemas, damos as mãos, discordamos, fazemos funcionar.
Beijos, carinho, um sorriso de longe a caminho do parquinho.
Tudo mudou. No papo de fim de tarde recordamos momentos e ficamos nostálgicos. Saudade de dias que não voltam.
Passou, e sempre acho que deveríamos ter aproveitado mais.
Eu sei, coisa boba da minha cabeça. Em alguns anos direi o mesmo desta fase de agora.
Mas você sabe bem o porquê disso tudo.
É porque é bom.
Viver com você é B-O-M. Demais.
Os problemas, pedras, tudo fica pequeno.
Porque quando acordo de manhã, não importa as circunstâncias, sei que o que mais importa dorme bem ali, no final do corredor.
Então hoje agradeço aos céus por você existir.
E por existir aqui, pertinho de nós.
Autora: @a.maternidade (Instagram) – Rafaela Carvalho

Tudo tão verdade, né?

Fiquei emocionada quando li. Tão correto e tão bonito. ]

“Façamos… vamos amar!” – e só pra lembrar, demonstrar amor não dói. 

Meu beijo,

L.

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Vai ficando cada vez melhor…

27 de fevereiro de 2017.

Ouvindo “Um dia após o outro” – Tiago Iorc {meu favorito do momento!}

Eu me lembro quando estava grávida de meu primeiro filho; durante toda a gestação, ouvi conselhos até mesmo sem pedir. Todos eles sempre giravam em torno de dificuldades, normalmente relacionadas ao sono, a um afastamento temporário no relacionamento, a mudanças internas e também na solidão inicial e novo rol de amigos. Ficava brava com essas pessoas que só me alertavam sobre as dificuldades mas não amaciavam isso com o lado bom da maternidade. Dizia ao Lu: ‘quanto pessimismo em torno de uma nova vida!’
Até que um belo dia um casal de amigos finalmente nos disse: “dá trabalho, mas vai ficando cada vez melhor!”
Meu primogênito então, nasceu. Enfim eu me tornava mãe. O tempo foi passando e eu finalmente entendi cada um dos conselhos que me haviam sido dados. A verdade é que ali não se instalava qualquer tipo de pessimismo e sim, a realidade, a vida como ela é.
Todavia, aquele casal amigo que apesar de tudo sempre enxergava o copo meio cheio não me saía da cabeça: “vai ficando cada vez melhor”.
Tenho absoluta certeza que é este realmente o fluxo para ganharmos fôlego e assim, querer continuar.
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 2 meses, no intenso, profundo e único período do puerpério, seu filho começa a sorrir pra você;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 4 meses, ele começa a virar pra lá e pra cá e a interação  entre vocês começa a ficar mais gostosa;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 6 meses, ele começa a sentar e suas costas, a agradecer;
Vai ficando cada vez melhor porque, a partir de então, logo ele começa a engatinhar e a ter um pouquinho mais de liberdade e você, de fôlego;
Vai ficando cada vez melhor porque, de repente, seu filho está andando pra lá e pra cá, desbravando e explorando;

Vai ficando cada vez melhor porque, um belo dia, inesperadamente, você vai ganhar um abraço e ouvir o ‘eu te amo’ mais sincero da sua vida.

E olha que meu primogênito tem apenas 2 anos e meio. Fico imaginando o que vem pela frente!

É claro que tudo realmente mudou, se transformou: a exaustão pelas noites mal dormidas está presente; o afastamento temporário do meu marido acontece pelas tantas e tantas demandas imediatas de nossos filhos, exigindo tanto ou quase tudo de nós; na mudança do rol de amigos também rolou um ‘checked’ e a transformação interna, então, esta veio vestida de realidade escrachada desde quando peguei meu filho no colo pela primeira vez. Porém, ela foi sempre muito edificante e única, sendo possível unicamente através desta vivência da maternidade e da paternidade.

Tem uma frase de Artur da Távola que eu gosto demais e que levo pra minha vida. É uma de minhas frases preferidas. Assim ele escreveu:  Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.”

Minha família é e sempre será meu sonho da felicidade.
E é por isso que vai ficando cada vez melhor… ❤

Meu beijo,
L.

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A primeira viagem de nós quatro – Texto de 21.06.2016

Atibaia, 21 de junho de 2016.

Ouvindo “Dia Especial”- Tiago Iorc.

Desde o começo do ano esperava pelo final de semana passado. Pensei com muito amor e carinho sobre como seria a comemoração do primeiro aniversário de casamento sendo pai e mãe de dois filhos, além dos quase 2 anos do Beni e também do primeiro trimestre completo do Miguel.

Eram muitos os motivos para celebrar a vida e a dádiva de ter uma família! Vibrei com uma intensidade infinita que todos nós estivéssemos com saúde e disposição para curtir o quanto possível este respiro da vida cotidiana, sempre tão insana.

São Bento do Sapucaí foi a cidade escolhida e a Pousada do Quilombo para a estadia.

Benício chegou querendo fazer amizade e jogando beijos para os tios e tias no restaurante da pousada; enquanto esperávamos pela pizza do jantar, a missão dele era convencer alguém a levá-lo até a sala da lareira ou ver o olhar de aprovação sobre a vontade incessante que ele tinha em sair correndo e subir e descer incansavelmente as escadas de lá. Quando viu que nem com toda simpatia conseguiria, iniciou a famosa birra. Tratamos de comer a pizza rapidinho porque tem horas que doutrinar é muito cansativo e nós não queríamos iniciar a viagem com ele chorando. Depois de comer pedaços da pizza de abobrinha, eis que surge “a visão”. Quando Benício vê uma criança, ele se transforma. Quer interagir de qualquer maneira! – e é muito gostoso de se ver, diga-se de passagem. A menininha, chamada Maria Vitória, ou Mavi, era uma fofura!! Ele quis chamar a atenção dela – como se chamando-a para brincar – e saiu correndo pelo corredor como um foguete; calculou mal o espaço, meteu a cara na cadeira, caiu, chorou por meio minuto, beijou a própria mão e passou na testa para se “auto sarar”, chamou a cadeira de boba, mostrou a língua e sorriu de novo para Mavi, que a esta altura já estava tranquila na mesa com os pais assistindo a “Pepa” em seu tablet. Mesmo chegando perto dela e olhando a telinha, o negócio dele era mesmo conseguir subir as escadas sozinho. Êita sapequice cansativa! É porque eu, como mãe, sempre imagino os perigos, enquanto ele só enxerga desafios a serem vencidos. Pois bem. Na hora de ir para o quarto, ele finalmente conseguiu o que queria! As palmas e o sorriso dele ao chegar do outro lado da escada foi impagável – e passou rápido a empolgação, porque ele logo já enxergou outras coisas para brincar e se desafiar.

Estava uma noite fria, então resolvemos acender a lareira. Para ajudar o pai, Benício ficou de longe soprando para fazer fogo – sem que ninguém o tivesse ensinado – e depois apontava para a lareira e para nós e dizia “enti” e “dodói”, querendo dizer que ali era muito quente e poderia fazer dodói. É quase poético quando a criança reproduz aquilo que acabamos de ensinar, mas só consigo pensar nesta beleza agora, porque logo depois desta quase frase, ele já começou a ficar inquieto por ter que ficar preso no quarto e tratou de arrumar outras coisas para fazer: pegou o telefone e discou para a “titia”, falando “alô, alô”, mas não de modo quieto. Era mais legal falar “alô” tentando subir no criado mudo para alcançar o objetivo de se jogar na cama. “Benício, vai machucar, filho. Fica quietinho um pouquinho” – repeti no mínimo umas trezentas vezes – sem sucesso. Depois de muito pular na cama, reconhecer o território, finalmente adormeceu. Miguel conseguiu dormir em seguida, já que com o irmão tão animado ficou difícil fechar os olhos antes – rs.

No dia seguinte, acordamos e troca um, troca outro – estamos saindo – um faz cocô, troca de novo e uma hora e meia depois, conseguimos! – “Vamos correr, está terminando a hora do café!”

O dia estava maravilhoso, um céu de brigadeiro e o restaurante tinha uma vista espetacular para as montanhas – e também para o parquinho que levava a uma ponte bamba e bem alta. Sentamos. Peguei goiaba, manga, pão e bolo para o Beni e não durou 10 minutos para a birra começar, porque o desafio da vez era sair correndo para ir não ao parquinho, mas atravessar a ponte e de preferência sozinho. – “Benício, Benício, vamos comer, filho. Precisa comer pra ficar forte e saudável igual ao dinossauro que você adora!”

– “Ã, ã, ã, ali, ali, ali, mamãe, mamãe, ali, mamãe, ali, ã, ã, ã, buáááááááááááááááááááá”

Nessas horas eu me lembro da professora Leila me dizendo que o desafio não é meditar quando existe silêncio e o momento colabora, mas sim quando presenciamos especialmente um momento de caos.

Respiro fundo, conto até trezentos e para não ver mais olhares de reprovação, vou até o parque com ele. – “No parque, porque tenho medo de altura e na ponte você só vai com o papai.”

Vinte minutos depois, o Lu chegou e fui finalmente tomar meu café. Ufa! Silêncio e uma vista linda de presente! Pensei em como a natureza é linda!

Estando todos alimentados e depois de Beni ter ido na ponte e querer descer correndo a área de paralelepípedos só pra ficar mais emocionante, encontramos um lugar plano para brincar, correr, jogar bola, tomar sol, nos divertir. Mas ali perto tinha um barranco. Meu filho aventureiro queria era ficar ali, na beiradinha, só pra ver o que poderia acontecer. Deusinho nunca foi tão solicitado para me dar paciência quanto neste dia!

A brincadeira durou cerca de duas horas e começou a choradeira. Miguel com fome e Beni com sono. Fomos correndo para o quarto e algum tempo depois, os dois dormiram simultaneamente.

Olhei para o Lu e depois do “ufa!”, eu disse: “Finalmente! Vamos tomar nosso vinho?”

Quando solteiros, tudo era diferente: o local escolhido era sempre o que não aceitava crianças, afinal, são realmente desagradáveis os ataques de birra e sempre queríamos privacidade total. O dia era todo tomado para passeios na cidade, ofurôs e massagens e a noite, para a lareira, o foundue e um vinho pra terminar a noite meio breacos, com aquela sensação gostosa que o álcool na medida traz. Uma completa despreocupação e “cabeça leve”.

Maaaas… estávamos comemorando nosso aniversário de casamento e agora temos dois filhos, ou seja, muita coisa mudou – senão tudo! Então, a regra é dançar conforme a música. Nós, enfim, tivemos nossa hora e meia de sossego, risada, uma garrafa de vinho vazia e a dúvida: sobre o que falávamos quando não tínhamos filhos?

Decidimos tentar ser mais criativos no assunto na próxima vez.

Os meninos acordaram, almoçamos em paz, passeamos mais um pouco e o fim de tarde chegava. Com previsão de muito frio, ficamos quietinhos (quando digo quietinhos entende-se juntos em um só ambiente, porque meu filho curioso de quase 2 anos ainda não sabe o que essa palavra significa) e 20h30 os dois finalmente dormiram. Pedimos nosso jantar no quarto, o Lu foi fazer massagem e eu fiz o que eu mais amo fazer quando sobra tempo: DORMIR. A alegria de deitar às 21h00 é realmente impagável, porque sei que, ainda que eu tenha o sono interrompido, o saldo final será positivo e eu acordarei bem humorada e descansada.

Dia seguinte, antes da birra começar, nos dividimos para ficar com os meninos e tomar um café gostoso e contemplador. Beni quis andar de bicicleta com o pai enquanto eu fiquei passeando com Miguel. E assim, seguimos a rotina do dia. Horas depois, respeitando a hora do soninho vespertino dos dois, eu e o Lu conseguimos almoçar na varanda do quarto, curtindo o silêncio tão sagrado que traz tanta paz. Conversamos sobre aquela vista linda das montanhas, sobre o verde, sobre o quanto as pessoas daquela cidade deveriam viver por 200 anos, sobre a contemplação, sobre nossos sonhos e futuro. Lembramos como chegamos até ali, relembramos episódios engraçados e dramáticos da nossa relação e depois de longos abraços que muitas vezes são tão acolhedores e curadores, os meninos acordaram e era hora de ir embora.

Lembra que deixamos os meninos dormirem o soninho da tarde? Pois então! Descobrimos na raça o quanto isso pode nos custar na hora de retornar pra casa. Filhos descansados e querendo sair do carro para brincar, waze mandando para uma estrada ‘uó’ e choro incessante. Na próxima, lembraremos de ir embora na hora do soninho e a conversa despretensiosa acontecerá no carro mesmo, de mãos dadas – rs.

Resumo da ópera: se você aceita que uma viagem com seus filhos vai te trazer momentos incríveis e outros estressantes, você cria a realidade correta em sua mente. Se os dois dormirem ao mesmo tempo, encare como um baita bônus. Uma coisa que eu e o Lu já estamos craques é olhar para estes momentos como verdadeiros presentes.

Não dá pra dizer que viajar com eles é relaxante e um convite ao descanso, mas dá pra imaginar o quanto estes momentos em família são importantes para a construção dos vínculos duradouros, para o treinamento de sentimentos como a paciência e também, para testemunhar a alegria ingênua de uma criança ao ver um tronco de árvore no chão e já imaginar um cavalinho.

Eles nos ensinam tantas coisas!

Cansaço e amor. As duas grandes palavras que resumem esta experiência.

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Em breve, teremos a nossa próxima viagem, se Deus quiser!

L.

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Fotógrafos de uma vida – Texto de 30.03.2016

Atibaia, 30 de março de 2016.

Ouvindo “Passarinhos” – Emicida + Vanessa da Mata

Eu queria começar a seção de fornecedores dando uma dica aos solteiros, namorados, casados, recém-casados, grávidos, pais de primeira, segunda, terceira viagem: INVISTAM EM UM FOTÓGRAFO! Cada um tem seu próprio estilo e quando encontramos um que nos sentimos a vontade e acertam nosso jeito de ser, até mesmo os menos adeptos ficam apaixonados com o resultado e com todo momento de descontração envolvidos durante os flashes.

A fotógrafa da minha família é minha grande amiga Mimas (você pode conhecer mais do trabalho dela clicando aqui)

Nossa amizade não é daquelas comuns com encontros múltiplos e contato imediato direto; tudo é quase místico: trocamos pensamentos, nos fazemos rir alguns dias com – hoje – troca de mensagens através do whatsapp e mimos inesperados.

Ela se tornou fotógrafa da minha família sem querer. Eu morava em São Paulo e ela também. Trabalhávamos no mesmo condomínio e nem assim conseguíamos nos ver, mas até que os e-mails eram constantes. Eu adorava quando ela me escrevia com normalidade sobre o quanto se enjoava rápido de pessoas e situações – rs (que bom que eu ainda permaneço em sua vida). Já os meus depoimentos eram sempre dramáticos e românticos. O amor sempre precisou ser latente em minha vida, desde que me conheço por gente. É quase levar ao pé da letra a canção de Roberto: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!”.

Um dia, numa dessas trocas de e-mail, contei que ia me casar. Eu e o Lu vivíamos com a grana contada, já morávamos juntos e pagar apartamento e mobiliar a casa não nos deixou com sobra. Não importava. Tínhamos exatos mil reais para pagar papelada do cartório e comemorar no estilo mais simples e acolhedor: um bom churrasco para os amigos, com carne e chopp contados mas muito amor no coração.

E então, ela me disse: “amiga, posso te dar as fotos de presente?”

Foi algo tão inesperado e feliz! E dia 20 de junho de 2009, ela estava lá com mais lágrimas nos olhos que no foco da máquina e sem chegar muito perto do juiz de paz que ela dizia parecer o Mestre dos Magos (nunca me esqueci disso!)

Depois do nosso primeiro casamento, já fizemos mais alguns ensaios inesquecíveis dentro dos pacotes de serviços que ela oferece: o ‘home sweet home’, o ‘VIP’ – que até então não era um projeto autoral e o mais especial, o ‘Fotocute’. Ela sempre me faz sentir linda, mesmo quando não estou lá essas coisas e a habilidade que ela tem em deixar sempre a vontade faz com que eu me torne uma adicta compulsória de seus ensaios.

Fotografias amadoras tem seu valor e não nos deixam perder nenhum momento, mas existem certas ocasiões na vida que merecem um registro que vá além do que os olhos físicos podem enxergar: eles captam a intensidade do sentimento vivido no momento. São verdadeiras preciosidades!

E é por isso que eu recomendo fortemente que você escolha um fotógrafo para o registro especial dos melhores e mais marcantes momentos de sua vida!

Deixo aqui um pouco dos tantos dias felizes que tive a honra de viver nestes meus 30 anos de caminhada.

Mimas querida, OBRIGADA por existir em nossas vidas.

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Tchau, 2016. Oi, 2017!

Atibaia, 22 de dezembro de 2016.

Dezembro. Último mês deste ano que nem vimos passar.

Foi um ano dificilmente especial…

Janeiro começou com encontros de amigos; quis reunir o quanto pude todos eles em casa porque sabia que o primeiro ano na fusão mãe-bebê é especialmente isolador. Era o último mês de Miguel em minha barriga e meu Deus, como esta gestação passou rápido!

Fevereiro veio e com ele um carnaval animado, em família, acolhedor e divertido, destas coisas simples que são capazes de marcar nossas vidas. Neste mês, lembro muito particularmente de três episódios: o primeiro, no terceiro domingo, onde eu, Lu e Beni fomos passear pela praça da Matriz. Eu ali, emocionada, me despedindo da barrigona e vibrando luz e amor para um parto tranquilo. Que sensação! Que mistura de sentimentos!

O segundo aconteceu no nascimento de Miguel, na bênção dele ter chegado com saúde, no respeito pelas minhas escolhas, no receber pessoas no hospital como sempre sonhei e no não desgrudar do meu menino. Deus preparou para mim este grande presente, para tirar tudo que havia ficado de memória ruim no pós parto do Beni. Minha gratidão foi infinita!

E o terceiro, como não podia deixar de ser, deu-se no primeiro encontro entre os irmãos. Nunca vou esquecer daquele momento, do amor sendo construído pelo Mimi e da angústia que eu sentia em saber que Beni ia precisar de tempo e espaço para se acostumar, se adaptar a nossa nova realidade familiar. No meio de tanto sentimento, agradeci a Deus por ter tido a oportunidade de amamentar. E por ter tido um puerpério mais tranquilo.

Em março, ganhamos de presente da Mimas nossa primeira sessão de fotos em família. Foi muito especial registrar depois de 19 dias do nascimento do meu Pequenino o caos e o amor compartilhado, o sorriso tímido do Beni, o olhar de quem ainda não estava entendendo o que acontecia. Foi um mês de grande turbulência emocional. Os dois ficaram muito doentes, assim como eu e o Lu. Mas, dia após dia, tudo passou.

Em abril, mais desafios. Beni teve sua primeira estomatite. Começou a ter terror noturno. Mimi com bronquiolite. Os dois precisando de tantos cuidados e eu mesma precisando precisando tanto de uma pausa. Chorei. Como eu chorei! Mas também ficou pra trás. Sorte ter sido mês da Páscoa – o santo chocolate ajudou muito. O que valeu muito neste mês foi a visita da nossa amiga amada Dezinha, que veio conhecer o Mimi, contar sobre sua nova vida e onde passamos um dia muito gostoso, só com um bom papo, um bom vinho e boas risadas.

Maio veio para florescer o primeiro trimestre desafiador e nos presenteou com momentos mágicos, encontros com amigos, dia das mães especial, nossa primeira ida ao parque juntos em família, nossa primeira ida a Aparecida do Norte para agradecer a nossa Mãezinha por tantos desafios enfrentados e superados. Foi um mês e tanto. Também recebi auxílio divino para me mostrar um meio de conseguir me sentir eu mesma, e a propaganda de um curso sobre Gestão Escolar pela Esapq/USP apareceu bem na minha frente. Iniciei meus estudos no MBA e passei a me sentir muito feliz por voltar a estudar e fazer algo por mim.

Junho foi muito esperado. Alguns episódios muito significativos marcaram este mês.
Viajamos pela primeira vez para celebrar nosso primeiro aniversário de casamento com a família completa. Foi um final de semana inesquecível, onde eu e o Lu pudemos enfrentar dores e delícias de viajarmos sozinhos com nossos filhos com demandas totalmente diferentes. Foi amorosamente enlouquecedor! Outra vivência marcante, aconteceu na festa da lanterna da escola do Beni; eu e o Lu vivíamos a exaustão que ter dois filhos em casa traz, e nesta festa nos emocionamos muito quando nos foi pedido que colocássemos todos os desafios enfrentados em um papel para que o fogo levasse e restabelecesse a harmonia e o amor; chorei muito, me emocionei muito. Parece ter sido uma resposta à renovação de esperanças que eu pedia a Deus. Ficou marcado no coração! Além disso tudo, conseguimos almoçar juntos no Dia dos Namorados. Simplicidades da vida, tão valiosas. E pra fechar um mês abençoado, teve também um show gratuito em SP só com meu Amado do Paralamas, Kid Abelha e Nando Reis, onde fui presenteada com a presença de Dado Vila Lobos tocando Legião, o que me fez EXPLODIR de amor.

Em julho fomos abençoados com dias de sol absoluto em nossa semana de férias em Brotas. Foi uma viagem muitíssimo especial onde nos conectamos com nossos Pequeninos, estávamos presentes 100% e nos divertimos muito. Cansaço a parte, foi tudo muito gostoso! Com o Lu de férias, pudemos comemorar juntos o aniversário do Beni na escolinha e preparar uma festinha simples mas muito amorosa aqui em casa. Ele ficou muito feliz e nós mais ainda por esta oportunidade de celebração da vida de nosso menino.

Em agosto, comemoramos a vida de muita gente querida. O dia dos pais foi especial. Encontramos amigos, meditamos luz pelo nosso lar, restabelecemos nosso equilíbrio, Lu entrou em seu 36° ano de vida e agradecemos a oportunidade de vivermos juntos, de compartilharmos histórias de vida e de tanto ensinamento mútuo.

Setembro, mês sempre especial: fomos ver os dragões com o Beni, que ficou encantado! Eu e o Lu tivemos nosso momento indo assistir ao musical Cartola, pré comemorando nosso 9° aniversário de namoro. Comemorei meu aniversário na praia, como sonhei. Foi muito especial a entrada dos meus 31 anos… tanto a agradecer! No dia de Cosme e Damião, tive uma visão linda: éramos eu, Lu, Beni e Mimi – todos crianças – brincando juntos e plantando árvores no quintal de casa. Foi muito emocionante este momento, porque senti uma conexão com o divino latente. Um momento mágico.

Sendo assim, em outubro, resolvi comprar as árvores para plantar. Beni não estava muito bem, de novo com amidalite, mas desta vez apesar da febre, não perdeu apetite e ficou disposto. Foi uma grande aventura pra ele plantar e regar seu pé de goiaba – sua fruta favorita – junto com o avô. Trouxemos VIDA a nossa casa através dos pés de goiaba, limão, mexerica, romã e da minha planta favorita: dama da noite. Mais uma vez, fomos a Aparecida do Norte agradecer. Pedir proteção. Renovar nossas forças de fé, nos permanecer nutridos de amor e união e nos reconectar com nossos mentores para estarmos sempre atentos ao melhor caminho a seguir, pedir que nossa intuição nos leve às escolhas determinantes com paz no coração. Também tivemos nosso segundo ensaio em família com a Mimas. Lindo. Divertido. Emocionante.

Em novembro, Mimi já estava maior e começou a engatinhar. Esta é uma fase linda de início de liberdade, mas por outro lado, não conseguia mais fazer nada sozinha. Era hora de tomar a grande decisão de colocá-lo ou não no berçário. Optamos pelo sim. Dia 29 de novembro, meu Passarinho começou seu voo junto com o Beni. E eu pude pela primeira vez estar realmente só – e como isso me fazia falta! Com esta grande oportunidade de fazer o que quisesse com meu tempo, fiz um curso chamado “Fazer a Ponte”, sobre um sistema de educação que gosto tanto próximo a Porto, em Portugal. Esperança pela educação!

 

Enfim, chegamos a dezembro. Um mês inesquecível. Dia 16, 3 meses após completar 31 anos, tive um sonho lindo, adicionado a sinais latentes sobre novas possibilidades. Isso fez vibrar e acelerar meu coração. Certas adrenalinas só fazem bem e pensar na possibilidade real da realização de um grande sonho, um grande projeto, traz grande renovação para a vida.

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Faço sempre questão de olhar carinhosamente mês a mês para relembrar o quanto Deus age em meu dia a dia, o quanto termos fé e buscar equilíbrio é sempre fator crucial para vivermos bem. Se olharmos sempre para o plano geral, muitas vezes só enxergaremos cansaço em nosso dia a dia, mas existem tantos momentos mágicos escondidos em cada virada das 24 horas que só podemos agradecer por tamanhos presentes diários.

Além de tudo que nos aconteceu, tivemos saúde, disposição para enfrentar os desafios e arregaçar as mangas para pensar em possibilidades para o que sabemos que pode ser mudado, transformado, melhorado.

Pra mim, foi um ano BOLHA. Poucos amigos restaram, mas os que ficaram são de uma qualidade tremenda, que trazem paz e aconchego ao meu coração quando preciso de auxílio ou colo, e que vibram quando divido alegrias! Fiquei em minha própria casa grande parte do tempo e isso me ajudou a fortificar meu lar, fortificar meus laços comigo mesma e com minha família, minha maior bênção. O que vivi com meu marido e meus filhos é inexplicável, é uma experiência única onde cada um aprendeu e ensinou muito e por toda esta vivência me sinto lisonjeada. Pelo meu abrir de olhos. Por buscar novos conhecimentos. Pela capacitação. Por enxergar tantas possibilidades. Pelo início da quebra de tantos bloqueios emocionais. Pela quebra das amarras. Por tudo.

E por ainda termos tanta vida pela frente, e por ter sonhado com ela esta noite, tenho como minha música do ano Vilarejo, da Marisa Monte.

Que o vento bom areje e permaneça.

E que os Anjos digam Amém.

Minha mensagem de fim de ano, enviada pela minha mãe para mim, é o que eu desejo a vocês:

“Eu estive pensando sobre o que poderia desejar-lhe além das bênçãos de saúde e felicidade; te desejo um ano abençoado por Deus com festas e comemorações, com pais saudáveis e filhos felizes. Desejo-lhe tranquilidade e noites bem dormidas. Jornais com boas notícias e projetos de paz. Desejo-lhe muitos cafezinhos cheios de boas conversas, livros bem lidos e trabalhos bem feitos. Que as idas a farmácia sejam por cosméticos e não remédios e que as idas ao mercado sejam por chocolates e não por dietas. Eu quero que você seja amada, querida e respeitada. Que os homens da sua vida te tirem o batom e não o rímel. Te desejo tantas coisas… boas mamografias, bons exames médicos e se necessitar de injeções, que sejam de botox e não de antibióticos. Que ninguém te faça chorar e que você cante bem alto no carro quando estiver sozinha. Que tenhas um ano com férias, feriados, viagens e escapadelas. Que não te falte nada e que não te roubem nada. Desejo-lhe risadas e gargalhadas, daquelas que fazem chorar. Risos daqueles que afugentam os medos e eliminam as rugas…Te desejo mel nos seus desafios e mel nos momentos amargos. Muito sucesso e saúde durante todo o próximo ano e que Deus te abençoe e te acompanhe sempre.”

 

Meu beijo,

L.