Sobre filhos, casamento e gratidão.

Atibaia, 30 de junho de 2017.

Ouvindo Sweet Creature – Harry Styles.

Descobri este som esses dias por acaso no Spotify e já comecei a imaginar com quais cenários da minha vidinha ela se encaixaria. Fico aqui editando aquele tal trailer imaginário que ficou mais latente depois de assistir pela primeira vez – e pelas todas as milésimas vezes seguintes – “O amor não tira férias” (meu filme favorito da vida, by the way!)

Há tempos estou para escrever no blog. Já faz mais de um mês que não passo por aqui. Prometi que este ano melhoria a assiduidade das minhas publicações, mas não imaginei que a vida mãe x profissional x esposa x estudante tomaria praticamente todo meu tempo! No drama e culpa nenhuma também, viu! Estava no escopo para os desejos deste ano dançar conforme a música.

Reclamo não. Nunca estive tão feliz!

Algumas fases da vida a gente tem vontade de colocar num potinho, não é? Que mal há em aproveitar os bons ventos?

Ainda quero escrever com a calma que o post merece sobre nossa estadia no Organyca, que foi sensacional! E também sobre o projeto Medite na Rua, que gostei tanto de participar cerca de 3 semanas atrás. E também sobre como eu tenho conseguido conciliar tantas demandas de trabalho novo, com as aulas da pós, a atenção para os meus amores, minha monografia e agora uma nova mudança de casa que temos visualizado pela frente. Nossa! Era tanta coisa assim mesmo? Cansei!  Zzzzzzzzz

Mentira!! Eu agradeço e agradeço e agradeço. O Universo tem sido tão fofo e ouvido tão lindamente que não tenho outra coisa a fazer senão agradecer.

Por falar em agradecimento, li um texto hoje da Rafaela Carvalho que me fez dar ainda mais valor para esta revolução que todos os casais passam  depois da chegada do primeiro, do segundo, do terceiro filho. Para cada nova estrutura familiar, uma nova adaptação.

Que alegria tão grande poder compartilhar cada momento de alegria e desafio com meu marido amado, meu parceiro de vida.

Deixo este texto incrível para todas as mães, pais, famílias que passam por esta transformação dia a dia e que enxergam nesta exaustiva função a beleza e poesia de que no fundo, no fundo, há algo muito maior por trás de toda esta energia de amor na qual estamos envolvidos. Vida longa aos que acreditam na constituição familiar, seja no modelo que for. Só o amor constrói. 🙂

Tantos são os motivos que a chegada de um filho pode te tornar uma péssima namorada. Filho transforma não só o corpo e o coração. Vira a vida, a casa de ponta cabeça. Muda as prioridades, redireciona os planos. É bem provável que eu não me pareça muito com a mulher por quem você se apaixonou, e vice-versa. Mas a gente se reapaixona.
Caio de amores pelo homem amadurecido, que coloca a família em primeiro lugar, que segura nossos filhos pelas mãos.
Brigamos, perdemos a paciência (já gasta com o constante lidar com as crianças), dormimos “mal” – quando dormimos.

E no dia seguinte, entre um café sendo passado, uma troca de fralda, um esbarrar para escovar os dentes, um grito pedindo para desligar o fogão antes que o pão queime. Não sobra tempo para lembrar o motivo da raivinha da tarde anterior.

Há também noites onde as crianças vão pra cama cedo. Nos empolgamos com tamanha liberdade, e vamos dormir depois da meia noite. E acordamos zumbis.

Nossas conversas foram substituídas por frases soletradas, para que as crianças não entendam. Marcamos de N-A-M-O-R-A-R, avisamos que tem C-H-O-C-O-L-A-T-E no armário. Eu vejo marcas de expressão surgirem no seu rosto. Você enxerga o mesmo em mim.

Te pergunto se você vê a ruguinha do meu lado esquerdo, você nega. Afinal, tem amor pela vida. Mas sabemos que ela está lá. Desgastes na pele de quem ri demais, chora demais, se estressa demais, vive demais, gosta de praia demais.
Enfrentamos problemas, damos as mãos, discordamos, fazemos funcionar.
Beijos, carinho, um sorriso de longe a caminho do parquinho.
Tudo mudou. No papo de fim de tarde recordamos momentos e ficamos nostálgicos. Saudade de dias que não voltam.
Passou, e sempre acho que deveríamos ter aproveitado mais.
Eu sei, coisa boba da minha cabeça. Em alguns anos direi o mesmo desta fase de agora.
Mas você sabe bem o porquê disso tudo.
É porque é bom.
Viver com você é B-O-M. Demais.
Os problemas, pedras, tudo fica pequeno.
Porque quando acordo de manhã, não importa as circunstâncias, sei que o que mais importa dorme bem ali, no final do corredor.
Então hoje agradeço aos céus por você existir.
E por existir aqui, pertinho de nós.
Autora: @a.maternidade (Instagram) – Rafaela Carvalho

Tudo tão verdade, né?

Fiquei emocionada quando li. Tão correto e tão bonito. ]

“Façamos… vamos amar!” – e só pra lembrar, demonstrar amor não dói. 

Meu beijo,

L.

2 comentários sobre “Sobre filhos, casamento e gratidão.

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