Publicado em Família, Filhos, Gratidão, Vida real

Casa de vô, casa de vó

Atibaia, 12 de março de 2020.

Ouvindo “I say a little prayer” – Aretha Franklin

Tentei chegar da casa da minha mãe ontem e escrever este texto, mas ando tão exausta de computador por conta do meu trabalho que preferi me deitar e desanuviar a mente assistindo ao Saia Justa no GNT seguido da estréia do programan Caminho Zen, com a Monja Cohen e a Fernanda Lima.

Mas hoje, era questão de honra.

Porque sinto uma urgência em tentar registrar os detalhes do que me é importante, das rotinas que eu gosto muito, que me norteiam. Beni é um pouco assim também… ele precisa saber qual será o passo seguinte, quais serão nossos programas do final de semana, qual a ordem dos aniversários da família no calendário. Saber o que virá traz calma na alma pra ele. Costumava chamar isso de ansiedade, mas hoje, racionalmente falando, vejo que ele puxou a mim. Não é ansiedade o nome disso, mas sim, segurança.

Pois em nossa rotina semanal, toda quarta-feira é dia de ir visitar a vovó Nina e o vovô Pepê. Eles ficam felizes porque sabem que na casa do vô e da vó é sempre uma festa…

Meu pai nunca deixa faltar cookies ou calypso, e sempre coloca num local estratégico pra eles alcançarem quando chegam na casa deles.

-“Qual suco eles mais gostam?”, ele me pergunta
-“Pai, eles vão tomar o que tiver!”, eu digo

Já que não foi a resposta correta, por observação ele se liga que não pode faltar na casa dele água de coco e sucos de limão, tangerina e uva – bebidas favoritas dos netos mais novos. Dudu já prefere a cervejinha!

Lanchinho garantido, depois lá vai Mimi abrir o congelador da geladeira que fica na parte debaixo para procurar um gelo ou um picolé. E lá vão eles pra fora se lambuzar… (mas não sem antes escutarmos um “vó, mãe, fica aqui comigo?”)

Depois de se saciarem, normalmente vão ver o que está passando na TV. Beni já prefere assistir jogos com o meu pai enquanto Mimi é mais aberto para as sugestões de filmes novos que minha mãe coloca e assiste com ele.

Aqui em casa, eles raramente me deixam escolher um programa novo. O mérito é todo dela, que entra neste mundo lúdico junto de seus netos. Grita se vê um dinossauro, vibra quando o vilão é derrotado, abraça eles quando tem uma cena de perigo ou susto. É emocionante poder viver isso com eles.

Passado algum tempo, lá vem Mimi com a pergunta de sempre:
– “Mamãe, trouxe meu pijaminha?”

Se ele perguntou, já sei que é porque o vovô chamou os meninos para a hora do banho. Os xampus são de heróis como eles gostam, minha mãe normalmente seca eles e põe o pijaminha e depois, penteia o cabelo deles e passa perfume.

Depois deste ritual, Mimi normalmente se aquieta e dorme… Beni ainda demora para conseguir se manter mais calmo, mas aos poucos vai se entregando ao cansaço.

E eu aproveito para tomar um banho relaxante enquanto eles curtem a presença dos avós.

Ontem especialmente, estava quase sem energia. Um cansaço me atingia e eu só pensava no quão desafiador é criar filhos, no quanto existem fases que são tão mais penosas, e pude contar com os ouvidos compreensivos da minha mãe, que me ouviu e me aconselhou.

Agradeci por tê-la aqui comigo. Por ter colo e carinho, palavras de conforto.

Estou há alguns dias tentando marcar de ver alguns amigos, mas ninguém tem tempo disponível. Cada um seguindo com suas lutas, seus afazeres, seus compromissos.

Mas tem dias que a gente precisa mesmo é desta conversa física, olho no olho, abraço, um “calma filha, é uma fase que vai passar!”.

Saímos de lá depois de pedir a bênção, e sei que ela orou com mais afinco. Arrisco até dizer que acendeu uma vela, porque hoje acordei bem melhor.

E por mais que a vida às vezes esteja de cabeça pra baixo, saber que os tenho e que tenho esta rotina confirmada às quartas faz meu coração vibrar muito.

Eu amo vocês, pais.

Publicado em Desafios, Emoção, Escolhas da vida, Experiência, Família, Vida real

Organize-se!

Atibaia, 20 de agosto de 2019.

Ouvindo Dueto – Ahhhh, Chico!

Lembro quando dois meses atrás minha cartela de anticoncepcional tinha terminado e decidi parar com a pílula. Tomei a decisão depois de retomar a leitura de Mulheres que Correm com Lobos e também de ser mais assídua nas observações e conteúdos contidos na Mandala Lunar.

Percebi o quanto estava distante do meu feminino e queria retomar rituais, percepções, intuições, tudo que estivesse relacionado aos ciclos, ás fases da Lua, ao Universo existente em cada uma de nós.

Aliado a isso, quis investigar melhor como ficariam minhas emoções e sensações neste meu novo momento de vida, decisão tomada de maneira consciente mas que traz o novo em tanto: o LAR como templo definitivo de Prosperidade em todos os campos: pessoal, profissional, familiar.

Ainda estou me adequando à nova rotina e sendo tantas. No alimento, o amor para nutrir à mim e aos meus amores. No trabalho, a concentração para criações e processos. Pessoalmente, na auto-observação. No lar, organização para a fluidez.

Meu signo é Virgem com ascendente em Capricórnio e Lua em Libra. Organização, comprometimento e entrega às emoções. Meu mapa astral e a leitura dele me definiram bem, e foi uma experiência incrível quando soube de todas as minhas características e desafios para lidar melhor com isso, para conseguir expressar ao outro meus sentimentos e para aprender a ter compaixão por mim mesma.

Na investigação das emoções comentada há pouco, comecei a escrever diariamente os dias em que me sinto mais produtiva, mais criativa, mais serena, mais agitada, mais melancólica, mais mundo da Lua… e hoje, poderia me definir como ‘a louca da faxina’.

Lembrei da TPM. Lembrei do inferno astral. E lembrei do meu lado virginiano que crê em Feng-Shui e que não conseguiria mais escrever um e-mail sequer enquanto não arrumasse cada canto da casa – rs.

A terapia tem sido ótima. Estou aprendendo a exercitar a ‘não crítica’ àqueles que são diferentes de mim. Colei na minha agenda os propósitos todos que me fizeram seguir este novo caminho e sei que certas características deste caminho são só minhas; o Lu, por exemplo, não se importa em trabalhar com o escritório em desalinho e nem com as 1.000 abas abertas no desktop.

Venho aprendendo e trazendo para consciência que quando o outro faz algo que me irrita, às vezes o problema está comigo e não com o outro. Pois bem.

Hoje acordamos todos e percebi que a falta de um ambiente na casa que estivesse em ordem estava “me dando coisas”. Respirei fundo, me despedi dos meninos, Lu foi levá-los para a escola e só pedi sabedoria pra não surtar, porque o incômodo estava comigo e quando o incômodo está comigo, só eu posso resolver.

Fiz uma oração, coloquei uma música e lá fui eu ‘matar o que estava me matando’. Pelo menos um dia no mês eu sinto essa necessidade louca de organizar, destralhar, ajeitar tudo. Não sei explicar porquê, mas é como se eu sentisse que a minha fluidez e entrega total só acontecerá depois desta limpeza e organização física.

Com tudo organizado, me sinto mais feliz e produtiva.

É impossível ser feliz no meio da bagunça. – Marie Kondo.

Tento manter uma organização mental e também gerenciar o tempo de minhas atividades para que consiga dar conta dos checks e seguir sendo tantas todos os dias.

Qual será a próxima emoção a vir pela frente? Você também têm o costume de fazer este ‘mapa emocional’? Pra mim tem sido revelador!

Falando sobre ciclos e sobre essa auto-observação na terapia, a Mari me indicou um TED sen-sa-cio-nal a respeito. Compartilho a quem possa interessar.

Assim seguimos. Conscientes, fortes e observadoras neste grande e apaixonante caminhar da vida – com ou sem organização (rs)

Meu beijo,
L.

Publicado em Amor multiplicado, Experiência, Família, Filhos, Gratidão, Maternidade real, Mãe de dois, Pais e filhos

Viajando com amigos.

Atibaia, 09 de abril de 2018.

Ouvindo “Toda forma de amor” – de Lulu.

 

No último final de semana, fomos convidados para viajar com alguns pais e filhos da escolinha dos meninos para Peruíbe. Fiquei muito animada porque sempre quis que uma viagem como essa acontecesse, mas sequer imaginava o quanto seria bom e inesquecível!

A antiga Lillian talvez ficasse irritada por ter querido viajar na sexta mas ter ido apenas no sábado. Já disse aqui no blog em outra ocasião que tenho tentado pegar mais leve comigo e esta foi mais uma oportunidade de colocar este desejo em prática. (De pouquinho em pouquinho…) 

Chegamos por volta de 12h e fomos encontrar os amigos na praia. Dava gosto de ver a alegria das crianças por estarem juntas. Tudo contribuiu: o céu estava ensolarado, a praia vazia, o mar tranquilo e quentinho.

É impressionante a verdade por trás do conselho: “não crie expectativas!”. A verdade é que tudo se torna mais leve e feliz.

Papeamos, trocamos experiências e curtimos muito – nós e as crianças.
São estes momentos que ficam eternizados no coração.

Teve sol. Teve mar quentinho. Teve caldo. Teve cervejinha. Teve caipirinha. Teve tequila (!). Teve risada. Teve milho. Teve açaí. Teve suco. Teve bolo. Teve churrasco. Teve café quentinho. Teve banana com canela e caramelo. Teve salgadinho de legumes. Teve chá. Teve alegria. Teve birra. Teve noite bem dormida (♥). Teve abraço apertado. Teve despedida. Teve agradecimento. Teve desejo de boa sorte. Teve presença. Teve celular só pra registrar este momento. E teve retorno mais cedo.

Depois do sufoco que passamos na nossa primeira viagem juntos (os 4!), sempre optamos por viajar na hora do soninho das crianças. Você pode entender o motivo clicando aqui – rs. (Vale a pena se quiser ler sobre maternidade real!)

14 pessoas e grandes momentos. Valeu cada minuto. Ô se valeu!

Viajar é cura! Se for para ver o mar então… 🙂

Meu beijo,
L.

 

Publicado em Desafios, Família, Filhos, Simplicidade, Transformação

O que você vai ser quando você crescer?

Atibaia, 28 de março de 2018

Ouvindo “Ai de mim” – OutroEu, Sandy

Dia desses, li que 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram inventadas.

85% 

Assim que li esta frase, rapidamente fui para 2030. Pensei que Benício estará com 16 anos e Miguel com 14. O primogênito já próximo de terminar o que hoje chamamos de Ensino Médio.

Volto para o presente. Enxergo a educação de hoje totalmente fora do contexto de tempos exponenciais que vivemos atualmente.

Juro que eu tento me controlar mas isso me angustia. “Ah, mas isso é daqui 12 anos”. Sim, OK! Mas até meus filhos chegarem próximos à vida adulta eles precisam ir adquirindo bagagem para estarem preparados para seja lá o que for.

Fico tentando antever quais serão as tais profissões, mas mesmo sem respostas, de uma coisa eu tenho certeza: seja lá o que venha, a minha percepção de seguir com uma educação que trabalhe a inteligência emocional e a capacidade de pensar sistematicamente na resolução de problemas que poderão ser aplicados tanto para os problemas matemáticos quanto para questões mais sociais é o que eu busco para a educação dos meus filhos.

Foco pra vestibular? Quem no futuro ainda precisará de 4 anos para saber uma área que muito provavelmente estará com informações defasadas ao final?

Quero mais é que meus filhos desbravem o mundo! Que tenham possibilidades de conhecer outras culturas e que consigam deixar um pouquinho de si e levar um pouquinho de cada um que cruzarem pelo caminho. Que se transformem em seres felizes e bem resolvidos emocionalmente, seguros de suas escolhas e suas decisões.

Que tenham respeito pelo próximo e que sejam gentis.

A tecnologia disponibiliza para nossas crianças um mundo de possibilidades; possibilidades estas que se bem utilizadas, serão um grande diferencial e que farão deles muito mais conhecedores que nós.

É muito importante assumir que o contato com as crianças de hoje nos fará aprender muito e viver uma troca inigualável!

 

Meu beijo,
L.

Publicado em Casamento, Coragem, Desafios, Desafios do casal, Desafios do casamento, Emoção, Escolhas da vida, Família, Gratidão, Transformação

Qual a parte que me faltava?

Atibaia, 19 de março de 2018.

Ouvindo “Nó” – O Terno [Ouça você também! Adoro esta música!]

 

Este blog vai ficar extenso… é que era pra ele ter saído na semana passada, mas na hora de colocar os meninos pra dormir às 20h30, fui junto e só acordei no dia seguinte.

Três semanas atrás, fomos em família ao mercado no sábado, por volta de 19h. Normalmente fazemos isso aos domingos, mas não naquele final de semana.

Chegando lá nos deparamos com várias turmas e casais escolhendo as bebidas e carnes para o churrasco na casa dos amigos, e eu francamente só conseguia pensar: “que tempo bom!”

Lembrei do início do namoro, de como tudo é maravilhoso quando estamos apaixonados, como temos disposição, olhos brilhando. Por mais que a calmaria do amor seja um sentimento bom, às vezes sinto falta da espontaneidade e da cegueira positiva que sofremos nesta fase da relação.

Tive vontade de dizer àquelas pessoas que aproveitassem aquela fase da vida; eu só pensava em tomar um pileque e ficar com a cabeça leve, mas voltei pra órbita quando ouvi “mamãe, mamãe”.

Percebi que depois deste dia, os próximos foram esquisitos. Existem fases da vida que se tornam chatas; são muitos compromissos, responsabilidade, filhos exigindo mais que o normal, trabalho com demandas infinitas, passagens chatas do casamento.

Lembro que não parava de ouvir a música “Índios” do Legião que dizia “no meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… tentei chorar e não consegui…” 

E também teve… “e nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos…”

E por ouvir Legião, eu me lembrei do escoteiro. Lembrei da minha adolescência. Das amizades. Tentei acessar pessoas daquela época pra ver se meu coração se acalmava, se eu me reencontrava, me resgatava. Foi estranho. Sofri quando percebi que tudo que vivi ficou no passado e que hoje nada mais é e nem será igual.

As pessoas de antes não são mais as pessoas de hoje. Tem vezes que me sinto um pouco ingênua demais em tentar manter certos sentimentos que um dia me fizeram bem; esqueço que algumas coisas na vida para darem certo precisam efetivamente de algo chamado re.ci.pro.ci.da.de.

É difícil isso acontecer comigo, mas diante de tanto ‘sentir’, entendi que era hora de me recolher.

Percebi que eu estava fugindo. Que eu queria acessar alguma outra versão de mim mesma que não esposa e nem mãe. Esses dois papeis me exigem muita responsabilidade… eu não queria mais ser tão responsável.

Já aconteceu com vocês?

Às vezes eu entro em colapso, especialmente quando meu casamento passa por situações estranhas. Não é culpa de ninguém, mas quando percebemos, somos soterrados pelo cotidiano, pelo dia a dia maçante, pela falta de cuidado, pela exaustão.

E aí eu sempre tento relembrar quantas já fui, quantas sou, quantas ainda serei.

Eu estava era com saudade de mim mesma. De não sentir cobranças. De viver com liberdade e tempo para fazer o que eu quisesse. Ler a hora que eu quisesse. Escrever a hora que eu quisesse. Assistir a programas de decoração e moda. Ver filmes adoráveis, sem interrupções, com calma. Ficar na rede. Caminhar tranquila. Sair, simplesmente.

Quando a vida entra nesta energia densa, eu normalmente me recupero fácil. Desta vez foi mais difícil. A gente tem que encarar nossos monstros internos, repensar o que tem nos deixado tão infelizes, sermos o mais transparente possível conosco – e com quem vive com a gente -, aceitar e acolher nossas fragilidades, lembrar que somos humanos e esperar que os dias passem para nos trazer de volta.

Era um sentimento ambíguo.
Sentia falta da Lillian do passado – livre – sem reconhecer a Lillian do presente – que enxerga beleza em tudo.

Depois de falar muito comigo mesma, as coisas começaram a se ajustar. Primeiro, em mim – depois, no outro.

Quem diria que uma simples ida ao mercado seria o estopim de mais um destes tantos momentos mais desafiadores da vida?

Quando a vida dá um nó
Não adianta sentir dó
De si mesmo

Há uma chance de um novo começo
Um tempo bom pra fazer diferente
A gente pensa que sabe da gente
Mas nunca é tarde pra abrir nossa mente

O sol voltou pra esquentar sua vida
Há um olá depois da despedida
Depois de tudo que você chorou
Lavou a alma e encontrou o amor

Passou, passou.

metamorfose

Meu beijo,
L.

Publicado em Escolhas da vida, Família

O que pode acontecer em 30 dias?

Atibaia, 13 de outubro de 2017.

Ouvindo Closing Time – Semisonic. (Como amo esta música… já gostava antes, mas depois do final de “Amizade Colorida” ela sempre me remete a finais felizes) 

Dia 14 de setembro foi o último dia que escrevi no blog.
Faço um review deste mês que deixei de passar por aqui. Quantas coisas são possíveis de acontecerem em 30 dias?

– Um inferno astral pode terminar.
– Uma festa surpresa pode acontecer.
– Uma viagem em família pode ser surpreendente.
– Uma mãe pode ter sua primeira ressaca após 3 anos de “pura lucidez”
– Uma mudança de casa pode mexer com a rotina de uma família.
– Um filho pode se empolgar bastante com o novo quarto de herói, mas ainda preferir dormir juntinho de sua mãe.
– Um novo desafio profissional pode surgir.
– Uma monografia pode estar prestes a acabar.
– Um filho caçula pode dizer “eu te amo” pela primeira vez para seus pais.
– Uma exposição que poderia ter sido muito legal pode não ter sido tão legal assim.
– Uma família pode assistir junto ao mesmo episódio de uma série que os filhos amam por umas 299 vezes.
– Namorados, noivos ou casados podem assistir a alguns episódios da série favorita e serem felizes com pouco.
– Um surto pode acontecer por conta do cansaço e noites mal dormidas.
– Um reencontro com pessoas da infância podem ser capazes de fazer seu coração vibrar de forma única e te dar a certeza de que tudo sempre valeu a pena.
– Encontros em família podem se tornar tudo o que você precisa em determinado momento.
– Você pode provar a dor de certos afastamentos, mas entender que é o melhor que pode acontecer.
– A visita ao centro ou a qualquer local de orações e preces pode voltar a se tornar recorrente, já que energias são fontes infindáveis de paz e amor.
– E indo ao centro você pode chorar para esvaziar a alma, sem se preocupar com o que todos estão pensando.
– Você pode perder o ar ao admirar diariamente os quadros pintados pela natureza quando simplesmente paramos e olhamos para o céu.

Tudo isso aconteceu em minha vida.
Eu me sinto esgotada, mas feliz.
Feliz por em 30 dias seguir sentindo minhas emoções de forma genuína.
Feliz pelos momentos com minha família. Feliz porque estou finalizando minha pós graduação. Feliz por seguir cheia de novos desafios no trabalho. Feliz por imaginar quantos planos já foram concretizados… e por me lembrar que tantos outros estão vindo pela frente.

Para os próximos 30 dias, entrego a última versão da minha monografia. Volto a trabalhar também como redatora – e não apenas como gestora de projetos. Quero fechar a próxima viagem de descanso em família. Quero voltar a buscar meus filhos às 17h na escola. Quero ter mais tempo pra deitar na grama com eles e olhar o dia se despedindo. Quero escrever pelo menos duas vezes no blog – e não apenas uma. Mas quero, acima de tudo, seguir SENTINDO. Sentindo o amor, a alegria, a gratidão.

Já fez seus planos para os próximos 30 dias?
Sem sonhos… somos nada!

Meu beijo,
L.

Publicado em Família, Vida real

A vida e a morte.

Atibaia, 20 de agosto de 2017.

Ouvindo o barulho da chuva ♥

Hoje foi um dia diferente. Acordamos com o sol brilhando e animados em celebrar nossos 9 anos e 11 meses de namoro junto com os meninos, mas a notícia de falecimento do pai de um dos melhores amigos do Lu fez com que mudássemos os planos.

Sempre que alguém falece, é muito significativo. Não tem como não pensar “quando será minha vez de sentir isso”, “será que estou aproveitando o tanto quanto posso as pessoas que amo?”.

Acho muito saudável avaliarmos essas questões sempre que possível. Cada um que nos é importante merece saber disso.

Na despedida, ouvir a música “Pai” me deixou desolada.
Voltamos de São Paulo pensando na efemeridade da vida, pensando no quanto tudo muda o tempo todo, no quanto ainda não estamos preparados para perder quem amamos…

Cheguei na casa dos meus pais para buscar meus meninos e me deparei com a cena dos dois rindo com os netos, falando das molecagens dos dois; vi meu pai brincando de super-herói com o Beni. Gravei aquela cena.

Abracei o Lu como se não houvesse amanhã e desejei mais que nunca proteção, saúde e amor para nós. Pensar em como somos vulneráveis às vezes me assusta; por outro lado, reforça o sentimento de que o medo pode nos paralisar, pode nos impedir de viver coisas magníficas.

Desejo muito que ninguém tenha receio ou preguiça de demonstrar o amor, o afeto, o carinho pelo outro. Que as pessoas invistam mais tempo em perdoar que em guardar rancor. Que estejam presentes ao realizar qualquer coisa na vida.

Pensar nisso tudo me lembrou Neruda, num dos poemas que mais gosto:

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Fé, amor e saúde para todos nós.
E uma VIDA bem vivida.

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Meu beijo,
L.

Publicado em Casamento, Escolhas da vida, Família, Filhos

Sobre filhos, casamento e gratidão.

Atibaia, 30 de junho de 2017.

Ouvindo Sweet Creature – Harry Styles.

Descobri este som esses dias por acaso no Spotify e já comecei a imaginar com quais cenários da minha vidinha ela se encaixaria. Fico aqui editando aquele tal trailer imaginário que ficou mais latente depois de assistir pela primeira vez – e pelas todas as milésimas vezes seguintes – “O amor não tira férias” (meu filme favorito da vida, by the way!)

Há tempos estou para escrever no blog. Já faz mais de um mês que não passo por aqui. Prometi que este ano melhoria a assiduidade das minhas publicações, mas não imaginei que a vida mãe x profissional x esposa x estudante tomaria praticamente todo meu tempo! No drama e culpa nenhuma também, viu! Estava no escopo para os desejos deste ano dançar conforme a música.

Reclamo não. Nunca estive tão feliz!

Algumas fases da vida a gente tem vontade de colocar num potinho, não é? Que mal há em aproveitar os bons ventos?

Ainda quero escrever com a calma que o post merece sobre nossa estadia no Organyca, que foi sensacional! E também sobre o projeto Medite na Rua, que gostei tanto de participar cerca de 3 semanas atrás. E também sobre como eu tenho conseguido conciliar tantas demandas de trabalho novo, com as aulas da pós, a atenção para os meus amores, minha monografia e agora uma nova mudança de casa que temos visualizado pela frente. Nossa! Era tanta coisa assim mesmo? Cansei!  Zzzzzzzzz

Mentira!! Eu agradeço e agradeço e agradeço. O Universo tem sido tão fofo e ouvido tão lindamente que não tenho outra coisa a fazer senão agradecer.

Por falar em agradecimento, li um texto hoje da Rafaela Carvalho que me fez dar ainda mais valor para esta revolução que todos os casais passam  depois da chegada do primeiro, do segundo, do terceiro filho. Para cada nova estrutura familiar, uma nova adaptação.

Que alegria tão grande poder compartilhar cada momento de alegria e desafio com meu marido amado, meu parceiro de vida.

Deixo este texto incrível para todas as mães, pais, famílias que passam por esta transformação dia a dia e que enxergam nesta exaustiva função a beleza e poesia de que no fundo, no fundo, há algo muito maior por trás de toda esta energia de amor na qual estamos envolvidos. Vida longa aos que acreditam na constituição familiar, seja no modelo que for. Só o amor constrói. 🙂

Tantos são os motivos que a chegada de um filho pode te tornar uma péssima namorada. Filho transforma não só o corpo e o coração. Vira a vida, a casa de ponta cabeça. Muda as prioridades, redireciona os planos. É bem provável que eu não me pareça muito com a mulher por quem você se apaixonou, e vice-versa. Mas a gente se reapaixona.
Caio de amores pelo homem amadurecido, que coloca a família em primeiro lugar, que segura nossos filhos pelas mãos.
Brigamos, perdemos a paciência (já gasta com o constante lidar com as crianças), dormimos “mal” – quando dormimos.

E no dia seguinte, entre um café sendo passado, uma troca de fralda, um esbarrar para escovar os dentes, um grito pedindo para desligar o fogão antes que o pão queime. Não sobra tempo para lembrar o motivo da raivinha da tarde anterior.

Há também noites onde as crianças vão pra cama cedo. Nos empolgamos com tamanha liberdade, e vamos dormir depois da meia noite. E acordamos zumbis.

Nossas conversas foram substituídas por frases soletradas, para que as crianças não entendam. Marcamos de N-A-M-O-R-A-R, avisamos que tem C-H-O-C-O-L-A-T-E no armário. Eu vejo marcas de expressão surgirem no seu rosto. Você enxerga o mesmo em mim.

Te pergunto se você vê a ruguinha do meu lado esquerdo, você nega. Afinal, tem amor pela vida. Mas sabemos que ela está lá. Desgastes na pele de quem ri demais, chora demais, se estressa demais, vive demais, gosta de praia demais.
Enfrentamos problemas, damos as mãos, discordamos, fazemos funcionar.
Beijos, carinho, um sorriso de longe a caminho do parquinho.
Tudo mudou. No papo de fim de tarde recordamos momentos e ficamos nostálgicos. Saudade de dias que não voltam.
Passou, e sempre acho que deveríamos ter aproveitado mais.
Eu sei, coisa boba da minha cabeça. Em alguns anos direi o mesmo desta fase de agora.
Mas você sabe bem o porquê disso tudo.
É porque é bom.
Viver com você é B-O-M. Demais.
Os problemas, pedras, tudo fica pequeno.
Porque quando acordo de manhã, não importa as circunstâncias, sei que o que mais importa dorme bem ali, no final do corredor.
Então hoje agradeço aos céus por você existir.
E por existir aqui, pertinho de nós.
Autora: @a.maternidade (Instagram) – Rafaela Carvalho

Tudo tão verdade, né?

Fiquei emocionada quando li. Tão correto e tão bonito. ]

“Façamos… vamos amar!” – e só pra lembrar, demonstrar amor não dói. 

Meu beijo,

L.

Publicado em Desafios do casal, Família, Sonhos

Ouse sonhar!

Neste 20 de maio de 2017, eu e o Lu completamos 9 anos e 8 meses de namoro. Todo dia 20, tem brinde e beijinho especial… mas hoje, a comemoração foi maior!

Escrevi o texto abaixo quase um mês atrás. Com tudo já acertado, deixo mais este registro de um dos momentos mais importantes da minha vida e do Lu.

………

Atibaia, 26 de abril de 2017

Ouvindo “Acoustic Concentration” – lista favorita do Spotify para trabalhar.

O dia amanheceu abafado. Dormimos muito bem a noite inteira – toda a família! Isso sempre nos traz uma paz inenarrável.

Venho sentindo e vivendo de forma cada vez mais evidente a presença de Deus. Vivencio esta comunhão divina alinhada a práticas meditativas e de visualizações que de tão lindas me fazem chorar. Estamos todos em uma grande cúpula de luz, proteção, amor e conexão lindas. Luzes multicoloridas! Ao sentir tudo isso, sinto vontade de deixar meu santuário protegido e habitável apenas a quem sei que meu bem querer é recíproco. 

Já saí de casa e deixei as crianças. Agora, estamos todos no escritório. Olho pra frente e visualizo a nossa paisagem cotidiana: árvores que fazem nossos olhos brilharem com as diferentes nuances de verde e seus movimentos. A chuva que chega desavisada traz consigo um barulhinho que contribui ainda mais para toda esta paz no ambiente.

É um dia especial. Estamos esperando a resposta de uma concorrência importante, que mudará o cenário da Soul e da minha própria vida.

A chuva intensifica. A reunião começa. O coração acelera. Não consigo mais me concentrar em nada! Pego a agenda e começo a escrever. Nada pode passar em branco neste momento especial. 

Olho para a foto da minha família em cima da mesa e oro, peço proteção e especialmente agradeço. Não sei dizer, mas naquele 10 de março, quando enviamos a proposta para este cliente, eu senti que este seria O MOMENTO.

Relembro de todas as minhas promessas aos santos que sempre rogam por mim e penso: ‘não vejo a hora de cumpri-las’.

De repente, escuto um “that’s good news, that’s really good news” e entendo como uma confirmação do que eu já sentia; momento único, épico, a realização de nosso maior sonho: finalmente, é chegada a hora do Lu dar tchau pra São Paulo e vir trabalhar no interior, na nossa cidade abençoada, tão pertinho de nossos filhos.

Mais do que a mudança de emprego, isso significa a realização dos nossos maiores pequenos-grandes sonhos:

  • tomaremos café da manhã e jantaremos em família;
  • levaremos e buscaremos nossos filhos juntos na escola;
  • teremos uma vida mais espiritualizada;
  • teremos tempo para cuidar de nós mesmos.

Quando dizem que as melhores coisas da vida não são coisas, não poderia concordar mais. E eu me sinto plena, consciente de que batalhamos duro e fomos ajustando nossos aprendizados até que nos fosse permitido vivenciar esta nova alegria cotidiana.

Agradeço às forças universais que uniram nossos caminhos e nos direcionaram à Cris, instrumento maior que fez tudo isso tornar-se possível. Que sejamos sempre merecedores de toda abundância de vida, saúde, união, paz, equilíbrio, sucesso e prosperidade que vem chegando a todos nós.

E que este estágio de alma renovada e esperança que invade por inteiro todos os poros do meu corpo físico, mental e espiritual permaneçam intactos e sempre acessíveis, me trazendo sempre de volta a este que é um dos maiores e melhores sentimentos de plenitude que alguém pode experienciar.

Enfim, ganhamos mais VIDA. Gratidão, Senhor!

Meu beijo,

L.

Publicado em Desafios do casal, Desafios do casamento, Escolhas da vida, Família, Filhos, Maternidade real, Mãe de dois, Mães, Transformação

Vai ficando cada vez melhor…

27 de fevereiro de 2017.

Ouvindo “Um dia após o outro” – Tiago Iorc {meu favorito do momento!}

Eu me lembro quando estava grávida de meu primeiro filho; durante toda a gestação, ouvi conselhos até mesmo sem pedir. Todos eles sempre giravam em torno de dificuldades, normalmente relacionadas ao sono, a um afastamento temporário no relacionamento, a mudanças internas e também na solidão inicial e novo rol de amigos. Ficava brava com essas pessoas que só me alertavam sobre as dificuldades mas não amaciavam isso com o lado bom da maternidade. Dizia ao Lu: ‘quanto pessimismo em torno de uma nova vida!’
Até que um belo dia um casal de amigos finalmente nos disse: “dá trabalho, mas vai ficando cada vez melhor!”
Meu primogênito então, nasceu. Enfim eu me tornava mãe. O tempo foi passando e eu finalmente entendi cada um dos conselhos que me haviam sido dados. A verdade é que ali não se instalava qualquer tipo de pessimismo e sim, a realidade, a vida como ela é.
Todavia, aquele casal amigo que apesar de tudo sempre enxergava o copo meio cheio não me saía da cabeça: “vai ficando cada vez melhor”.
Tenho absoluta certeza que é este realmente o fluxo para ganharmos fôlego e assim, querer continuar.
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 2 meses, no intenso, profundo e único período do puerpério, seu filho começa a sorrir pra você;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 4 meses, ele começa a virar pra lá e pra cá e a interação  entre vocês começa a ficar mais gostosa;
Vai ficando cada vez melhor porque, aos 6 meses, ele começa a sentar e suas costas, a agradecer;
Vai ficando cada vez melhor porque, a partir de então, logo ele começa a engatinhar e a ter um pouquinho mais de liberdade e você, de fôlego;
Vai ficando cada vez melhor porque, de repente, seu filho está andando pra lá e pra cá, desbravando e explorando;

Vai ficando cada vez melhor porque, um belo dia, inesperadamente, você vai ganhar um abraço e ouvir o ‘eu te amo’ mais sincero da sua vida.

E olha que meu primogênito tem apenas 2 anos e meio. Fico imaginando o que vem pela frente!

É claro que tudo realmente mudou, se transformou: a exaustão pelas noites mal dormidas está presente; o afastamento temporário do meu marido acontece pelas tantas e tantas demandas imediatas de nossos filhos, exigindo tanto ou quase tudo de nós; na mudança do rol de amigos também rolou um ‘checked’ e a transformação interna, então, esta veio vestida de realidade escrachada desde quando peguei meu filho no colo pela primeira vez. Porém, ela foi sempre muito edificante e única, sendo possível unicamente através desta vivência da maternidade e da paternidade.

Tem uma frase de Artur da Távola que eu gosto demais e que levo pra minha vida. É uma de minhas frases preferidas. Assim ele escreveu:  Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.”

Minha família é e sempre será meu sonho da felicidade.
E é por isso que vai ficando cada vez melhor… ❤

Meu beijo,
L.